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Recordando a obra
de Moraes Moreira

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Coleção especial relança discos do começo da
carreira do veterano cantor e compositor baiano


Vinícius Castelli

18/03/2014 | 07:00


Já são mais de quatro décadas de carreira e discografia que conta com títulos indispensáveis, caso de Acabou Chorare, gravado ainda ao lado do grupo Novos Baianos. Mas as obras do compositor Moraes Moreira vão muito além dos trabalhos registrados com a antiga banda.

Prestes a completar 40 anos de lançamento, seu primeiro disco solo, que leva seu nome, ganha relançamento especial. Ele chega às prateleiras embalado na caixa Moraes Moreira Anos 70 (Discobertas, R$ 97 em média) ao lado dos três discos que vieram na sequência: Cara e Coração, Alto Falante e Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira.

 “Quando vi a caixa me emocionei, passou um filme na minha cabeça. Pensei naqueles momentos difíceis, enfrentar uma carreira solo depois de ter saído de um grupo como o Novos Baianos, que deixou uma marca muito forte. Tive que unir talento e coragem para seguir em frente”, diz Moraes.

Os discos foram registrados no Rio de Janeiro e lançados originalmente entre 1975 e 1979. Eles contam com participações de Armandinho, Dadi Carvalho e Gustavo Schroeder – futura banda A Cor do Som – e até Pepeu Gomes, parceiro no Novos Baianos. É dessas obras que saltam canções como Eu Sou o Carnaval, Fruta Mulher, Revoada e Acordei.

O cantor revela que passou muito tempo sem escutar esses álbuns e que hoje está matando a saudade das obras. “Gosto de escutá-los pensando em como foram feitos de um jeito natural e verdadeiro.”

Diversos ingredientes sonoros, guitarras distorcidas com instrumentos brasileiros e improvisos marcam os registros. Moraes conta que não foi problema unir o elétrico com o acústico. “Naquele tempo, o que mandava era a emoção, os estúdios tinham poucos recursos e a gente tinha que registrar tudo em poucos canais. Bons tempos. A minha vida era fazer música, tudo mais vinha depois, muito depois.”

Para ele, o que vale é o fato de saber que esses álbuns são importantes para tantas pessoas, que continuam cantando essas músicas. “Tudo continua vivo no coração e na alma do povo brasileiro. Detalhe: a juventude está chegando junto.” 



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