Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 6 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

diarinho@dgabc.com.br | 4435-8396

Quero fazer sozinho!

Durante a infância a gente coleciona muitas conquistas e aprende a ser independente


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

16/03/2014 | 07:00


 Dormir e comer sozinho, tomar banho, escovar os dentes, se vestir sem ajuda de ninguém. As pequenas ações do dia a dia podem parecer simples, mas só depois de muito treino.

Ter independência requer habilidade e concentração, que desenvolvemos com o tempo. O que era difícil fazer aos 2 anos, por exemplo, se torna fácil aos 5.

Dormir sozinho é uma das nossas primeiras conquistas. Ter o próprio espaço é divertido. “Todas as noites durmo na minha cama, no meu quarto. Estou acostumado desde pequenininho. E ainda ensino minha irmãzinha de 3 anos (a fazer o mesmo)”, conta Rodrigo Augusto João, 4 anos, da Emei Emílio Carlos, de São Caetano.

Para Lara Pires Malta, 4, comer com o garfo não é moleza. “Tive de treinar. No começo, derrubava a comida para fora do prato. Agora, faço direitinho”, diz a aluna da Escola Stagium, de Diadema, que é craque na arrumação da mochila.

Amarrar o tênis é uma das tarefas mais complicadas de aprender, embora os calçados com velcro facilitem. Fernanda Dammenhain Zanatta Marques, 4, de Diadema, treina com seu novo tênis. “Já coloco as meias e o sapato sozinha, mas ainda está difícil.” No entanto, Fernanda conta, com gostinho de vitória, que já dorme, toma banho, come e coloca o uniforme sozinha.

Lucca Moreira Braga, 5, de São Caetano, também não sabe dar o laço no cadarço. Mas não desanima e revela que, há muito tempo, já toma banho sem ajuda dos adultos e faz o próprio prato na hora das refeições. “Faço tudo rápido e não derrubo a comida. Agora quero aprender a amarrar o tênis.”

Família e escola têm papel importante

Observar os amigos e seguir os conselhos dos adultos ajudam a nos tornarmos independentes. O primeiro passo é fazer as tarefas em casa sozinho, com a orientação dos mais velhos. Errar é parte do aprendizado e deve servir como incentivo a tentar outras vezes. É como treino de futebol; quanto mais chutarmos a bola para o gol, mais chances temos de balançar a rede.

Ir à escola também é importante para que a gente aprenda tudo mais rápido. Os colegas que já sabem fazer algo sozinhos (como recortar e colar) podem ajudar dando dicas. Trocar experiências é positivo e saudável.

“Acho difícil escovar os dentes, mas consigo. Tenho muitos amigos e fazemos tudo juntos. A gente também arruma as mochilas”, conta João Victor Mojano Antônio, 5 anos, de São Caetano.

Cada um tem seu tempo para aprender

Não há regras quando o assunto é aprendizado e desenvolvimento. Cada pessoa é única, portanto, tem seu próprio tempo para descobrir como fazer as tarefas sozinha.

Geralmente, por volta dos 2 anos, as fraldas são abandonadas e comer sem o apoio de adulto se torna realidade. Até os 6 anos, a gente começa a se vestir e tomar banho sem auxílio.

“Às vezes, minha mãe precisa me ajudar, mas já faço quase tudo. Vejo meu irmão de 8 anos e copio”, diz Lara Elias Cosini, 5, de Diadema. Além do mais velho, a trigêmea compartilha as experiências com os outros dois irmãos. “Não somos preguiçosos. Eu arrumo meus brinquedos no quarto.”

Conquista também obtida por volta dos 6 anos, amarrar o tênis ajuda a desenvolver a coordenação motora. Por isso, pode até mesmo fazer com que a gente use o lápis para escrever com mais facilidade.

Nem tudo é permitido

Aprender coisas novas é sempre muito gratificante. A gente se sente bem em ampliar nossos conhecimentos. No entanto, em todas as faixas etárias, há regras do que é ou não permitido. Deixar alguém com 3 anos se aproximar do fogão e de alguns utensílios domésticos, como facas, é colocar sua segurança e saúde em risco.

Por isso, a presença de adultos é fundamental. São eles que nos ensinam e orientam sobre o que e como fazer algo. Desenvolver nossas habilidades só se torna proveitoso quando há responsabilidade. Se ainda não temos idade para esquentar a comida no fogão, podemos usar o micro-ondas, com a ajuda de alguém mais velho. O importante é não pular etapas; tudo tem sua hora.

 

Consultoria de Maria Regina Domingues de Azevedo, psicóloga e professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina do ABC, e Sandreilane Cano, especialista em Psicopedagogia Construtivista pela Unicamp, mestre e doutoranda em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano pela USP.

 



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;