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Transplante é chance de
vida nova para João Pedro

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Procedimento foi marcado para o dia 28 no Hospital
Sírio-Libanês, em SP; menino sofre de síndrome rara


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

12/03/2014 | 07:00


A chance de João Pedro Klem Lorenzoni Silva, 1 ano e 8 meses, de curar totalmente a síndrome de Wiskott-Aldrich já tem data marcada: o transplante de medula do pequeno morador de São Bernardo ocorrerá no dia 28, no Hospital Sírio-Libanês, na Capital. O Diário acompanha a história do menino há um ano.

João Pedro será internado no dia 17 para realização de exames. Em seguida, será submetido ao tratamento que irá ‘matar’ sua medula doente.

A síndrome, de origem genética e exclusiva de meninos, faz com que o organismo não produza células sanguíneas em número suficiente, o que baixa a imunidade e deixa o menino suscetível a infecções. Desta forma, a medula atual de João Pedro será destruída por meio de quimioterapia para, então, ser substituída pela medula do doador, um norte-americano 100% compatível. “Os médicos disseram que leva entre 15 e 20 dias para a pega da medula. Só então saberemos se o transplante cumpriu seu papel”, diz a mãe de João Pedro, a professora Luciana Lorenzoni, 32.

A família vive momentos de ansiedade. “Esperamos muito por esse dia, pois sabemos que a única chance dele é o transplante. Tenho fé que ele irá surpreender a todos nós, assim como já surpreende os médicos por ser uma criança tão ativa e com desenvolvimento praticamente normal para a idade.”

A vitalidade de João Pedro realmente impressiona. Ele brinca, corre pela casa, come chocolates, abre um de seus livros preferidos e começa a nomear as figuras. “Cachorro. Gato. Peixe.” As palavras vão saindo em sua fala infantil e inocente de criança que não entende a importância do momento que está para acontecer em sua vida. “Não temos bola de cristal. Por isso, o médico nos avisa sobre tudo o que pode dar errado. Assusta, mas queremos permanecer confiantes de que o procedimento vai dar certo”, diz o pai do garoto, o operador de máquinas Jefferson Aparecido Silva, 39.

Para a pediatra e imunologista do Ambulatório de Infecções de Repetição da Faculdade de Medicina do ABC, Anete Sevciovic Grumach, que também é médica de João Pedro, o prognóstico é bom. “Claro que o transplante tem riscos e exige muitos cuidados. Mas também tem resultados muito positivos em pacientes com a síndrome de Wiskott-Aldrich”, garante.

Segundo a médica, os riscos começam ainda no tratamento para ‘matar’ a medula, por conta da falta de imunidade. Depois do transplante, que é semelhante a uma transfusão de sangue, é preciso aguardar a pega e controlar para que não se desenvolva a doença do enxerto versus hospedeiro, quando o sangue não reconhece os órgãos do corpo e os combate como a uma patologia. E, após a pega, é necessário acompanhamento por pelo menos 100 dias, pois o paciente fica com o sistema imune comprometido.

“Os médicos estimam que, se tudo correr bem, serão cinco semanas de internação. Já fizemos as contas e esperamos que o João Pedro volte para casa a partir de 15 de maio”, afirma Luciana. O Grande ABC segue na torcida. 



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Transplante é chance de
vida nova para João Pedro

Procedimento foi marcado para o dia 28 no Hospital
Sírio-Libanês, em SP; menino sofre de síndrome rara

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

12/03/2014 | 07:00


A chance de João Pedro Klem Lorenzoni Silva, 1 ano e 8 meses, de curar totalmente a síndrome de Wiskott-Aldrich já tem data marcada: o transplante de medula do pequeno morador de São Bernardo ocorrerá no dia 28, no Hospital Sírio-Libanês, na Capital. O Diário acompanha a história do menino há um ano.

João Pedro será internado no dia 17 para realização de exames. Em seguida, será submetido ao tratamento que irá ‘matar’ sua medula doente.

A síndrome, de origem genética e exclusiva de meninos, faz com que o organismo não produza células sanguíneas em número suficiente, o que baixa a imunidade e deixa o menino suscetível a infecções. Desta forma, a medula atual de João Pedro será destruída por meio de quimioterapia para, então, ser substituída pela medula do doador, um norte-americano 100% compatível. “Os médicos disseram que leva entre 15 e 20 dias para a pega da medula. Só então saberemos se o transplante cumpriu seu papel”, diz a mãe de João Pedro, a professora Luciana Lorenzoni, 32.

A família vive momentos de ansiedade. “Esperamos muito por esse dia, pois sabemos que a única chance dele é o transplante. Tenho fé que ele irá surpreender a todos nós, assim como já surpreende os médicos por ser uma criança tão ativa e com desenvolvimento praticamente normal para a idade.”

A vitalidade de João Pedro realmente impressiona. Ele brinca, corre pela casa, come chocolates, abre um de seus livros preferidos e começa a nomear as figuras. “Cachorro. Gato. Peixe.” As palavras vão saindo em sua fala infantil e inocente de criança que não entende a importância do momento que está para acontecer em sua vida. “Não temos bola de cristal. Por isso, o médico nos avisa sobre tudo o que pode dar errado. Assusta, mas queremos permanecer confiantes de que o procedimento vai dar certo”, diz o pai do garoto, o operador de máquinas Jefferson Aparecido Silva, 39.

Para a pediatra e imunologista do Ambulatório de Infecções de Repetição da Faculdade de Medicina do ABC, Anete Sevciovic Grumach, que também é médica de João Pedro, o prognóstico é bom. “Claro que o transplante tem riscos e exige muitos cuidados. Mas também tem resultados muito positivos em pacientes com a síndrome de Wiskott-Aldrich”, garante.

Segundo a médica, os riscos começam ainda no tratamento para ‘matar’ a medula, por conta da falta de imunidade. Depois do transplante, que é semelhante a uma transfusão de sangue, é preciso aguardar a pega e controlar para que não se desenvolva a doença do enxerto versus hospedeiro, quando o sangue não reconhece os órgãos do corpo e os combate como a uma patologia. E, após a pega, é necessário acompanhamento por pelo menos 100 dias, pois o paciente fica com o sistema imune comprometido.

“Os médicos estimam que, se tudo correr bem, serão cinco semanas de internação. Já fizemos as contas e esperamos que o João Pedro volte para casa a partir de 15 de maio”, afirma Luciana. O Grande ABC segue na torcida. 

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