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Brasil é o 11º colocado em ranking de custo de energia

Houve melhora em relação a 2012, mas insumo brasileiro é mais caro que na China e na Argentina


Leone Farias
do Diário do Grande ABC

20/02/2014 | 07:07


O Brasil segue com um dos custos mais elevados de energia elétrica para a indústria no mundo, de acordo com estudo da Firjan (Federação da Indústria do Estado do Rio de Janeiro) atualizado no início deste mês. Atualmente, o País está na 11ª posição, com custo médio de R$ 292,75 por MWh (megawatt-hora), em uma lista com 28 países.

Houve melhora em relação a 2012, por causa de redução de tributos feita pelo governo federal e do processo de renovação das concessões – há dois anos, o Brasil era o quarto colocado. Hoje, tem custo de energia menor do que países como Índia (que é líder mundial, com R$ 630,92), Itália (R$ 500,52), Colômbia (R$ 376,90) e Japão (R$ 292,87).

No entanto, ainda perde para Chile (R$ 284,86), Uruguai (R$ 249,50), China (R$ 201,50), Estados Unidos (R$ 126,20), Canadá (R$ 114,10) e Argentina (R$ 57,63).

Apesar de ter matriz energética (com geração, sobretudo, por hidrelétricas) semelhante à canadense, o Brasil tem custo muito maior de eletricidade, e a desvantagem persiste mesmo se descontados os impostos sobre o insumo brasileiro, assinala a especialista de Competitividade e Investimentos da Firjan, Tatiana Lauria.

Apesar da ressalva, Tatiana considera que, se houvesse redução de oito pontos percentuais no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) já haveria queda para o patamar do fim de 2012, quando o governo havia reduzido os custos da energia em 20% (e o MWh chegou a R$ 263). O valor subiu devido a novos reajustes de lá para cá.

Para o diretor titular da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Diadema, Donizete Duarte da Silva, as altas tarifas de eletricidade são apenas um dos itens que retiram a competitividade da indústria. “Como países que têm custo de energia alto conseguem fazer produtos com valor tão baixo, como a Índia?”, questiona. Ele considera que, para isso é preciso fazer uso racional desse insumo, o que exige tecnologia. Por sua vez, o desenvolvimento tecnológico permitiria não depender de componentes importados ou de pagar royalties a outros países, o que possibilitaria à indústria do Brasil ter margens de lucro melhores, explica o dirigente.

Outro problema é que, além do custo elevado, a energia elétrica que chega às indústrias é de baixa qualidade, ressalta Claudio Barberini Júnior, vice-diretor da regional do Ciesp de São Bernardo. Ele dá como exemplo o bairro Cooperativa, que concentra grande número de indústrias do município e que sofre com quedas de energia que afetam o processo fabril. A entidade se reúne amanhã com a direção da Eletropaulo, que deve apresentar plano de investimentos para essa área.
 



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