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Tchau, dente de leite!

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Assim como o permanente, o dente de leite precisa receber higiene para não ter cárie


Caroline Ropero
Do Diário do Grande ABC

16/02/2014 | 07:00


Todo mundo passa pela experiência de mostrar a janelinha ao dar um sorriso. Isso acontece porque, conforme crescemos, nossa face se desenvolve. Assim, os 20 dentes decíduos (nome correto do dente de leite) são trocados pelos permanentes (incisivos, caninos, pré-molares e molares), que podem variar de 28 a 32 na vida adulta – contando os quatro sisos (ou dentes do juízo), que ficam no fundão da boca e nem sempre nascem.

Em geral, os dentes de leite começam a cair entre 5 e 7 anos. Foi o que ocorreu com Maria Clara Delphino de Castro, 6 anos, do Colégio Ábaco, em São Bernardo. “Tinha 5 quando perdi o primeiro. Estava mole e amarrei no fio dental. Minha mãe puxou.” Ela o colocou embaixo do travesseiro para ser recolhido pela fada do dente. “Ganhei uma moeda.”

Eduardo Pissera de Menezes, 6, de São Bernardo, também perdeu o primeiro aos 5 anos. “Caiu enquanto eu dormia. Descobri quando acordei.” Hoje, está sem os dentes superiores da frente e não sente vergonha da janelinha. Numa das vezes, ganhou R$ 2 da fada, mas o último que caiu será usado para fazer um pingente; a mãe o quer de recordação.

Eduarda Rossi Gambini, 7, de São Bernardo, já trocou oito dentes e vai fazer um colar com eles. “Não deixo para a fada porque quero guardar de lembrança”. A maioria foi tirada com fio dental. No entanto, quando o permanente começou a nascer antes do decíduo cair, precisou ir ao dentista para arrancar.

CUIDADOS
A higiene garante a saúde dos dentes e da boca. Por isso, Giulia Martineli Alves, 6, de São Bernardo, que já perdeu quatro de leite, realiza escovação pelo menos três vezes ao dia. “Escovo sempre depois de comer e passo o fio dental.” Também é preciso se alimentar corretamente. “Não pode comer muito doce ou tomar refrigerante, senão, podemos ficar com cárie”, afirma Matheus Silva Fortunato, 7, de São Bernardo, que já trocou seis dentes.


Dá para doar ao Banco de Dentes Humanos

Quem não quiser entregar o dente à fada ou guardá-lo pode doar ao Banco de Dentes Humanos da Faculdade de Odontologia da USP (Universidade de São Paulo). É usado em pesquisas ou aulas em que os alunos aprendem a trabalhar com dente de verdade.

Quem quiser doar, deve lavá-lo com água e sabão e colocar em um saco plástico ou pote. Em seguida, pode levar ao banco (Av. Professor Lineu Prestes, 2.227, tel.: 3091-7905), em São Paulo, ou enviar pelo correio. O responsável deve preencher autorização e termo com informações do doador, como idade e hábitos.
Ao chegarem, os dentes são limpos novamente, separados, catalogados e colocados em vidro com água ou soro fisiológico. Depois, são armazenados no refrigerador para manter as características. Se forem alteradas, o uso pode ser prejudicado. Criado em 1992, o banco aceita decíduos e permanentes saudáveis e doentes.


Ratos e ratazanas disputam dente mágico em filme

Há quem não se importe muito com o dente de leite. Mas na animação Rodência e o Dente da Princesa, que chega sexta (21) aos cinemas, é muito valioso por conter magia poderosa. O órgão humano é a arma mais desejada do vilão Rotex, líder do exército de ratazanas que pretende invadir o reino dos ratos.

Na trama, o aprendiz de mago Edam e sua melhor amiga Brie descobrem o plano dos inimigos e contam ao rei dos ratinhos. Segundo o sábio mago, que vive no castelo, a única maneira de derrotar o exército é usar o poder do dente de uma princesa humana. Para consegui-lo, os animais iniciam grande aventura em um mundo bem diferente do que conhecem.

Pela floresta, o ratinho Edam andará ao lado de dois guerreiros, que disputam o coração da princesa de Rodência. O protagonista mostrará que, independentemente do tamanho, todos podem realizar grandes feitos com coragem e acreditando em si mesmos. O filme revela ainda a importância da amizade e da família.


Saiba mais

Em Rodência e o Dente da Princesa, as ratazanas são vilãs que invadem o território dos ratos. Na vida real, os animais, de espécies diferentes, integram a família Muridae. A ratazana pode ser castanha, cinza ou preta. Mede de 21 cm a 26 cm de comprimento e pesa de 350 g a 460 g. A cauda é grossa e de tamanho igual ou menor do que o corpo. Vive dois anos. Em geral, o rato tem pelagem preta, mede de 19 cm a 22 cm de comprimento e pesa de 230 g a 300 g. A cauda fina é maior do que o corpo. Vive cerca de um ano e meio.


Consultoria de José Carlos Imparato, coordenador técnico do Banco de Dentes Humanos e professor de Odontopediatria da USP, e Sucena Long, professora do curso de Odontologia da Universidade Metodista.
 



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