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Copa e expectativas para a economia em 2014


Do Diário do Grande ABC

08/02/2014 | 07:07


Entra ano, sai ano e sempre criamos expectativas para as questões ligadas a economia. O País crescerá? Como será a economia para este ano? A inflação aumentará? Como ficará o nível de renda? Estes são apenas alguns exemplos de indagações que costumamos fazer no início de cada ano e, também, ao longo do ano.

Mas, por que os agentes econômicos – famílias, empresas e o próprio governo – têm tanta preocupação com o futuro? Este é um tema estudado na economia desde o século passado. Trata-se da formação das expectativas.

As expectativas foram estudadas pelo economista John Maynard Keynes e pela escola sueca de economia ao longo da década de 1930. Este conceito está diretamente ligado ao grau de incerteza criado pelos agentes econômicos em relação ao futuro, e ele tem grande relevância no que tange ao desempenho da economia em determinado período.

Quando criamos expectativas positivas em relação à Economia, as pessoas tendem a consumir mais e, as empresas, a aumentar o nível de produção e, consequentemente, geram-se mais empregos e o nível de renda aumenta. Ou seja, os agentes econômicos passam a confiar mais no futuro próximo.

Ao contrário, quando se geram expectativas negativas, a confiabilidade em relação ao futuro passa a ser menor. As empresas, diante de um cenário pouco promissor, diminuem o ritmo de seus investimentos, muitas vezes da produção e, consequentemente, a contratação de novos funcionários. Neste cenário, as famílias passam a consumir menos, com medo de entrar em um possível endividamento, ou ainda perderem parte de sua renda. Ao governo, cabe a preocupação de evitar que tais expectativas negativas sejam formadas. Para isso, realiza certas políticas econômicas de curto prazo, justamente para garantir o nível de produção e consumo, evitando que o desemprego aumente.

Especialmente neste ano temos um evento esportivo importantíssimo, a Copa do Mundo de futebol, que movimentará a economia e já vem mexendo há algum tempo com as expectativas dos agentes econômicos.

Um evento como este propicia aumento no nível de consumo, pois se espera a entrada de certa quantidade de turistas no País. Por sua vez, os turistas necessitam de certos serviços, no que tange a hotéis, alimentação e transporte, dentre outros. O turismo possibilita, desta forma, maior atividade econômica nas regiões que receberão os jogos da Copa.

Estes fatos propiciam a formação de expectativas positivas para o ano. Mas, e as empresas, elas aumentam sua capacidade produtiva? Sem dúvida que sim. No entanto, tais investimentos já foram realizados, pois elas precisam se preparar para produzir mais, atendendo ao aumento de consumo, ou ainda para fornecer os serviços que serão demandados no período em questão.

Sendo assim, não podemos afirmar ou criar expectativas positivas quanto a novos investimentos, neste ano, por conta da Copa do Mundo, pois eles estão em fase de conclusão, já que demandam um tempo maior.

Mas, podemos criar algum tipo de expectativa quanto ao aumento no nível de emprego para este ano? Acreditamos que sim, ou seja, as expectativas são positivas. Espera-se agora que os empregos aumentem no setor hoteleiro, nos sistemas de transporte e no comércio de uma forma geral. Dificilmente veremos, para este ano, por conta da Copa, um aumento no nível de emprego na indústria. Estes já foram gerados. Enfim, entramos na fase de prestar os serviços aos turistas que, em breve, irão chegar para assistir ao evento.

Ao criarem suas expectativas, os agentes econômicos tendem a mudar seu comportamento diante da realidade esperada, e agem de acordo com as perspectivas criadas por eles. Sendo assim, podemos acreditar que a economia crescerá em 2014? Vamos acompanhá-la e acreditar que sim.
 



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Copa e expectativas para a economia em 2014

Do Diário do Grande ABC

08/02/2014 | 07:07


Entra ano, sai ano e sempre criamos expectativas para as questões ligadas a economia. O País crescerá? Como será a economia para este ano? A inflação aumentará? Como ficará o nível de renda? Estes são apenas alguns exemplos de indagações que costumamos fazer no início de cada ano e, também, ao longo do ano.

Mas, por que os agentes econômicos – famílias, empresas e o próprio governo – têm tanta preocupação com o futuro? Este é um tema estudado na economia desde o século passado. Trata-se da formação das expectativas.

As expectativas foram estudadas pelo economista John Maynard Keynes e pela escola sueca de economia ao longo da década de 1930. Este conceito está diretamente ligado ao grau de incerteza criado pelos agentes econômicos em relação ao futuro, e ele tem grande relevância no que tange ao desempenho da economia em determinado período.

Quando criamos expectativas positivas em relação à Economia, as pessoas tendem a consumir mais e, as empresas, a aumentar o nível de produção e, consequentemente, geram-se mais empregos e o nível de renda aumenta. Ou seja, os agentes econômicos passam a confiar mais no futuro próximo.

Ao contrário, quando se geram expectativas negativas, a confiabilidade em relação ao futuro passa a ser menor. As empresas, diante de um cenário pouco promissor, diminuem o ritmo de seus investimentos, muitas vezes da produção e, consequentemente, a contratação de novos funcionários. Neste cenário, as famílias passam a consumir menos, com medo de entrar em um possível endividamento, ou ainda perderem parte de sua renda. Ao governo, cabe a preocupação de evitar que tais expectativas negativas sejam formadas. Para isso, realiza certas políticas econômicas de curto prazo, justamente para garantir o nível de produção e consumo, evitando que o desemprego aumente.

Especialmente neste ano temos um evento esportivo importantíssimo, a Copa do Mundo de futebol, que movimentará a economia e já vem mexendo há algum tempo com as expectativas dos agentes econômicos.

Um evento como este propicia aumento no nível de consumo, pois se espera a entrada de certa quantidade de turistas no País. Por sua vez, os turistas necessitam de certos serviços, no que tange a hotéis, alimentação e transporte, dentre outros. O turismo possibilita, desta forma, maior atividade econômica nas regiões que receberão os jogos da Copa.

Estes fatos propiciam a formação de expectativas positivas para o ano. Mas, e as empresas, elas aumentam sua capacidade produtiva? Sem dúvida que sim. No entanto, tais investimentos já foram realizados, pois elas precisam se preparar para produzir mais, atendendo ao aumento de consumo, ou ainda para fornecer os serviços que serão demandados no período em questão.

Sendo assim, não podemos afirmar ou criar expectativas positivas quanto a novos investimentos, neste ano, por conta da Copa do Mundo, pois eles estão em fase de conclusão, já que demandam um tempo maior.

Mas, podemos criar algum tipo de expectativa quanto ao aumento no nível de emprego para este ano? Acreditamos que sim, ou seja, as expectativas são positivas. Espera-se agora que os empregos aumentem no setor hoteleiro, nos sistemas de transporte e no comércio de uma forma geral. Dificilmente veremos, para este ano, por conta da Copa, um aumento no nível de emprego na indústria. Estes já foram gerados. Enfim, entramos na fase de prestar os serviços aos turistas que, em breve, irão chegar para assistir ao evento.

Ao criarem suas expectativas, os agentes econômicos tendem a mudar seu comportamento diante da realidade esperada, e agem de acordo com as perspectivas criadas por eles. Sendo assim, podemos acreditar que a economia crescerá em 2014? Vamos acompanhá-la e acreditar que sim.
 

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