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Um cometa pode atravessar um planeta?

Composto por gelo, gases e partículas sólidas, o objeto celeste viaja o espaço em direção ao sol


Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

02/02/2014 | 07:00


Cometas são menores do que planetas e planetas-anões. Por isso, não é possível que eles os atravessem de um lado para o outro. No entanto, podem atingi-los e causar grandes transformações no ambiente. Alguns cientistas defendem que isso tenha acontecido na Terra há cerca de 65 milhões de anos, quando um cometa levou os dinossauros à extinção.

Em julho de 1994, pesquisadores registraram a aproximação e colisão do cometa Shoemaker-Levy 9 com Júpiter. O objeto celeste não provocou muitos estragos no planeta.

Acredita-se que os cometas partem da Nuvem de Oort, enorme aglomerado com milhões de asteroides que fica muito além de Plutão e envolve todo o Sistema Solar. Eles se desprendem da região e viajam o espaço em direção ao sol.

Ao atingir distância semelhante a que Marte tem do sol, a superfície do cometa começa a aquecer e o gelo (que o forma) sublima (passa do estado sólido para o gasoso), liberando poeira que origina a brilhante cauda. Ela aumenta de tamanho e pode chegar a milhões de quilômetros de comprimento.
O cometa é formado por muito gelo, partículas sólidas (como rochas) e gases, entre eles monóxido de carbono e metano. Sua velocidade varia bastante, podendo ultrapassar 300 mil km/h.

Grande parte dos cometas se desintegra e some totalmente ao chegar perto do sol. Outros, porém, não são destruídos e voltam a passar próximo do astro de vez em quando. É o caso do famoso cometa Halley, que costuma ser observado da Terra a cada 76 anos. Há ainda os que surgem apenas uma vez, levando milhares de anos para mover-se no entorno do sol novamente ou nunca retornando.


Chuva de meteoros pode ser observada

É difícil prever quando um cometa será visto da Terra, pois pode se desintegrar antes disso. Apesar da grande expectativa, não deu para observar o cometa Ison em novembro porque a maior parte dele foi destruída ao chegar perto do sol.

Mas há outro espetáculo no céu que podemos assistir com frequência: a chuva de meteoros, fenômeno luminoso que ocorre quando meteoroides passam pela atmosfera da Terra. Será possível conferir duas no sábado (dia 8), a partir da 0h (o melhor horário é 3h), na direção Sul, próximo ao Cruzeiro do Sul.

Para vê-las, porém, o céu precisa estar sem nuvens. Além disso, o observador não pode ficar perto de grandes fontes luminosas. Ficou com vontade de observar? Peça a um adulto ajudá-lo na missão e permissão para permanecer acordado até tarde.


Saiba mais

A sonda Rosetta, lançada pela Agência Espacial Europeia em 2004, tem a missão de pousar neste ano no cometa 67P/Churyumov- Gerasimenko para fornecer informações detalhadas sobre ele.

A próxima aparição do cometa Halley deverá acontecer em julho de 2061.


Rodrigo Henrique da Silva, 9 anos, de Santo André, gosta de aprender curiosidades sobre astronomia. “Queria estudar mais sobre cometas e constelações. Se você se perde na floresta pode se orientar pelas estrelas, mas na cidade não dá para ver muitas.” O menino acha a lua bem bonita e admira o fato de que já foi visitada pelo homem. “Às vezes, penso em ser astronauta para conhecer o espaço.”

Consultoria de Marcos Calil, coordenador científico do Planetário e Teatro Digital de Santo André (Planetário Johannes Kepler), da Sabina Escola Parque do Conhecimento.
 



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