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ANP estima R$ 30 bi em investimento em pesquisa no País



28/01/2014 | 19:44


O aumento da atividade de petróleo no Brasil fará com que sejam investidos nos próximos dez anos no País R$ 30 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Anualizado, o número quase sextuplicaria a média de investimentos dos últimos 16 anos (R$ 8,4 bilhões). A agência acredita que o volume poderá tornar o Brasil exportador de tecnologia, içando o País no cenário mundial de inovação em óleo e gás.

"Queremos mais recursos em inovação para desenvolver uma cadeia de fornecedores brasileiros", disse o superintendente de pesquisa e desenvolvimento da ANP, Elias Ramos de Souza.

Os recursos vêm da exigência de investimentos em PD&I de até 1% da receita bruta de grandes campos. O cálculo ainda não inclui valores que virão da mega área de Libra, já que ainda não há plano de desenvolvimento previsto e a produção só deve começar na virada da década.

"Ou seja, nossa expectativa é que este número de R$ 30 bilhões cresça bastante (com a inclusão de Libra)", disse Souza.

Uma dificuldade enfrentada hoje pela ANP é não ter claros os resultados da aplicação dos recursos. As empresas declaram o destino dos recursos em relatórios acompanhados pela reguladora, mas há informação insuficiente sobre se os projetos deram frutos efetivos. A agência deve abrir consulta pública entre março e abril para endurecer as exigências.

"Ainda não temos bem azeitado o resultado dos investimentos, estamos rediscutindo as regras", afirmou.

A previsão de investimento divulgadas nesta terça-feira pela ANP é resultado das perspectivas de produção informadas pelas empresas operadoras à agência. O estudo inclui os campos que já estão produzindo, as áreas no contrato de cessão onerosa (usada na capitalização da Petrobras de 2010) e outras com previsão de produção pelo plano de avaliação.

A obrigação de investimentos foi criada depois do fim do monopólio do petróleo, em 1998. Cobra-se 1% da receita bruta, com exceção da área da cessão onerosa, onde vale 0,5%. É uma exigência que só existe no Brasil, já que outros trabalham com incentivos, mas não determinação porcentual da receita.

A Petrobras quase monopoliza os investimentos hoje. Foram mais de R$ 3 bilhões entre 2006 e 2013., ou 95% do total aplicado. Mas a intensificação da exploração deve elevar investimentos também de outras empresas. Uma das novidades é a chinesa Sinochem, que já destinou R$ 7 milhões a investimentos, mais do que a Chevron ou a BP, por exemplo. CNOOC e CNPC ainda não aparecem nos dados, mas entrarão em peso nos próximos anos por causa de suas participações na área de Libra.

Um dos exemplos de tecnologia desenvolvida com esses recursos, segundo Souza, são os chamados "boiões", em fase final de desenvolvimento pela Petrobras. O equipamento permite uma adaptação para que conectores rígidos (risers) que ligam poço a plataforma funcionem também em águas profundas como as do pré-sal.



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ANP estima R$ 30 bi em investimento em pesquisa no País


28/01/2014 | 19:44


O aumento da atividade de petróleo no Brasil fará com que sejam investidos nos próximos dez anos no País R$ 30 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Anualizado, o número quase sextuplicaria a média de investimentos dos últimos 16 anos (R$ 8,4 bilhões). A agência acredita que o volume poderá tornar o Brasil exportador de tecnologia, içando o País no cenário mundial de inovação em óleo e gás.

"Queremos mais recursos em inovação para desenvolver uma cadeia de fornecedores brasileiros", disse o superintendente de pesquisa e desenvolvimento da ANP, Elias Ramos de Souza.

Os recursos vêm da exigência de investimentos em PD&I de até 1% da receita bruta de grandes campos. O cálculo ainda não inclui valores que virão da mega área de Libra, já que ainda não há plano de desenvolvimento previsto e a produção só deve começar na virada da década.

"Ou seja, nossa expectativa é que este número de R$ 30 bilhões cresça bastante (com a inclusão de Libra)", disse Souza.

Uma dificuldade enfrentada hoje pela ANP é não ter claros os resultados da aplicação dos recursos. As empresas declaram o destino dos recursos em relatórios acompanhados pela reguladora, mas há informação insuficiente sobre se os projetos deram frutos efetivos. A agência deve abrir consulta pública entre março e abril para endurecer as exigências.

"Ainda não temos bem azeitado o resultado dos investimentos, estamos rediscutindo as regras", afirmou.

A previsão de investimento divulgadas nesta terça-feira pela ANP é resultado das perspectivas de produção informadas pelas empresas operadoras à agência. O estudo inclui os campos que já estão produzindo, as áreas no contrato de cessão onerosa (usada na capitalização da Petrobras de 2010) e outras com previsão de produção pelo plano de avaliação.

A obrigação de investimentos foi criada depois do fim do monopólio do petróleo, em 1998. Cobra-se 1% da receita bruta, com exceção da área da cessão onerosa, onde vale 0,5%. É uma exigência que só existe no Brasil, já que outros trabalham com incentivos, mas não determinação porcentual da receita.

A Petrobras quase monopoliza os investimentos hoje. Foram mais de R$ 3 bilhões entre 2006 e 2013., ou 95% do total aplicado. Mas a intensificação da exploração deve elevar investimentos também de outras empresas. Uma das novidades é a chinesa Sinochem, que já destinou R$ 7 milhões a investimentos, mais do que a Chevron ou a BP, por exemplo. CNOOC e CNPC ainda não aparecem nos dados, mas entrarão em peso nos próximos anos por causa de suas participações na área de Libra.

Um dos exemplos de tecnologia desenvolvida com esses recursos, segundo Souza, são os chamados "boiões", em fase final de desenvolvimento pela Petrobras. O equipamento permite uma adaptação para que conectores rígidos (risers) que ligam poço a plataforma funcionem também em águas profundas como as do pré-sal.

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