Aperto no cinto Verde fala em cautela com gastos, mas refuta contingenciar Orçamento de Diadema
Celso Luiz/DGABC

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), reconhece que precisa cortar gastos para colocar as finanças do Paço em ordem e quitar a dívida do município que, segundo dados de 2012 do TCE (Tribunal de Contas do Estado), gira em torno de R$ 803,6 milhões. Apesar disso, ele refuta contingenciar o Orçamento municipal para 2014, de R$ 1,137 bilhão.
“Não vou tirar parte do Orçamento para pagar a dívida (do município). Não posso deixar de investir na cidade para quitar débito, mas tenho que equalizar (o passivo)”, considera o verde.
Embora assegure que não vai comprometer os investimentos na cidade, Lauro ressalta a necessidade de contenção de despesas. “Você não pode gastar aquilo que não tem. Não temos dinheiro (para despender) porque a Prefeitura ainda tem dívidas”, ponderou o chefe do Executivo, sem detalhar a área na qual pretende economizar.
Segundo o verde, em 2013 a Prefeitura tratou de quitar os débitos com credores de pequeno porte e, a partir de agora, vai iniciar as tratativas para liquidar os passivos de médio e grande portes.
O prefeito salienta que a Prefeitura já deu um grande passo para deixar as finanças em dia no ano passado, quando firmou convênio com o governo do Estado para liquidar débito da Saned (Companhia de Saneamento Básico de Diadema) com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que chegou ao montante de R$ 1,1 bilhão.
O passivo decorria do rompimento unilateral de contrato de fornecimento de água e esgoto, em 1994, e diferença no pagamento do metro cúbico de água distribuído no município.
GASTOS NA SAÚDE
Mesmo com discurso de economia adotado por Lauro Michels, ele deve aumentar os gastos na área da Saúde, principalmente com as gratificações que serão adotadas para evitar outras demissões de médicos da rede municipal. Desde que o verde assumiu o Paço, em janeiro de 2013, 85 profissionais do setor deixaram a cidade.
Trata-se da GDP (Gratificação de Desempenho e Produtividade) para o profissional que tiver o menor registro de faltas durante o mês, e a GP (Gratificação por Licença Prêmio), caso o funcionário opte por trabalhar ao invés de receber folga.
As bonificações serão de R$ 1.000 e estão em análise no departamento financeiro do Paço. Devem entrar em vigor até o fim de fevereiro.
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