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Importações derrubam
balança do Grande ABC

Rafael Levi/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Excesso de autopeças vindas do Exterior resulta
em deficit comercial; isso não ocorria desde 1999


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

21/01/2014 | 07:00


 O Grande ABC fechou 2013 com saldo comercial negativo (ou seja, importações superiores às exportações), pela primeira vez desde 1999, de acordo com levantamento do Observatório Econômico da Universidade Metodista. Esse deficit foi de US$ 62 milhões, que se deveu à diferença entre o valor de US$ 6,927 bilhões obtido com as encomendas das empresas da região a outros países e os US$ 6,990 bilhões em compras de itens de fora.

Isso se explica pelo ritmo forte do ingresso de produtos do Exterior (alta de 16,7% em relação aos números de 2012) – principalmente de bens que entram no processo produtivo das fabricantes, como as autopeças. Ao mesmo tempo, os embarques externos de mercadorias dos sete municípios cresceram apenas 5,6% na comparação com o total vendido no mercado internacional no ano anterior.

O desempenho mais fraco da balança comercial da região ocorreu apesar da valorização do dólar frente ao real, que favorece o aumento da rentabilidade dos exportadores. O dólar, que no início do ano passado estava em R$ 2, foi subindo ao longo dos meses. A partir de julho chegou ao patamar de R$ 2,25 e, em dezembro, já superava os R$ 2,30. A melhora do câmbio pesou bastante para que o deficit se reduzisse, avalia o coordenador do Observatório da Metodista, o professor de Economia Sandro Maskio. Nos primeiros cinco meses de 2013, o saldo negativo estava em US$ 351 milhões e depois foi caindo: de janeiro a outubro já estava em US$ 132 milhões.

Maskio explica que a depreciação do real não costuma ter efeito imediato para as empresas. “Leva alguns meses para ter reflexos, há um tempo de ajuste, até que se refaçam contratos”, diz. A professora de Comércio Exterior da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Ana Paula Moraes cita ainda que, embora o dólar mais valorizado favoreça as exportações, as companhias normalmente esperam até que a moeda se estabilize em patamar mais elevado. “Quanto mais estável melhor para o empreendedor, para que ele forme o preço e conceda descontos aos clientes”, diz. Dessa forma, por causa da taxa cambial, a perspectiva é mais favorável para a balança comercial da região neste ano, segundo os economistas.

Porém, existem ainda muitos nós a serem desatados para melhorar a competitividade da indústria, na avaliação dos especialistas e de representantes da indústria. William Pesinato, vice-diretor da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Caetano, considera que ainda falta ao Brasil uma política industrial e há entraves, como os juros e a carga tributária elevados. Para Maskio, também é preciso estímulos para aprimorar a tecnologia dos fornecedores de autopeças.

RANKING - Apesar do saldo negativo, o Grande ABC segue como destaque no ranking nacional dos municípios exportadores, movido sobretudo pela indústria automotiva. Graças às fortes vendas de caminhões e chassis de ônibus, São Bernardo fechou 2013 como nono maior exportador do País. Em 2012, estava em oitavo. Santo André aparece na 54ª colocação (subiu três posições). São Caetano, onde está a sede brasileira da General Motors, ficou em 90º. Um ano antes, figurava em 94º.




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