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Cesta de material escolar
varia até 332% na região

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mauá é a cidade com preços mais altos; tubo
de cola pode custar desde R$ 0,60 até R$ 8,95


Tauana Marin

20/01/2014 | 07:07


Economizar na hora da comprar materiais escolares é uma difícil tarefa para os pais. O valor da lista de produtos básicos para os estudantes pode variar 332% na região. O comprador que não pesquisar e tiver a falta de sorte de só fechar negócio onde o produto estiver mais caro nas sete cidades gastará R$ 200,95 pelo pacote de itens escolares para os filhos. Por outro lado, quem visitar várias lojas e só levar para o caixa o que estiver com menor preço, vai desembolsar apenas R$ 46,53 pela mesma cesta.

As informações são de levantamento realizado na semana passada pela equipe do Diário em papelarias do Grande ABC. A lista é formada por 16 itens básicos e unitários, solicitados, principalmente, para aqueles que cursam entre o 1º e 9º ano do Ensino Fundamental. Apenas Rio Grande da Serra não está presente na pesquisa. Ao todo, foram percorridos 14 estabelecimentos comerciais.

Considerando os valores encontrados em lojas da mesma cidade, Mauá é a que apresenta o resultado mais ‘salgado’. O conjunto de produtos sai por R$ 128,88. Na sequência está São Bernardo (R$ 120,86. Em Ribeirão Pires, o orçamento sai por R$ 116,19. São Caetano (R$ 112), Diadema (R$ 102,51) e Santo André (R$ 98,37) seguem atrás.

Em comparação com o ano passado, a cidade andreense e a de São Caetano são as únicas que estão com os preços da lista menores, com recuo de 4,73% e 1,11%, respectivamente (veja a arte abaixo).

Os demais municípios apresentaram valores maiores do que em 2013. A lista em Mauá, por exemplo, passou de R$ 87,97 para R$ 128,88 – incremento de R$ 40,91.

Diante dessas disparidades nos preços, a regra básica é pesquisar muito e iniciar essa maratona o quanto antes. Além disso, não levar os filhos é uma boa saída. “Antes de saírem às compras, os pais precisam checar dentro de casa quais produtos podem ser reutilizados do ano passado, como régua e lápis. Depois é necessário conversar com as crianças e explicar que o dinheiro economizado pode ser revertido em outras coisas, como passeios e brinquedos. Fazer compras coletivas com outros pais é uma boa maneira para barganhar descontos”, cita o educador financeiro Eduard Cláudio Junior.

Para ele, outro item que pesa no momento da compra é a aquisição de livros. “Comprar usados pode ajudar na economia. Com menos gastos, o orçamento familiar fica mais sadio, até porque, haja fôlego para arcar com todas as despesas e impostos no início de ano.”

O sócio-proprietário da Queiroz Papelaria Adilson Sabatini explica que comprar os itens escolares das próprias indústrias está cerca de 10% mais caro. “Não adianta, esse repasse é feito ao consumidor. O jeito é optar por itens mais baratos.” Mesmo com preços mais salgados, o movimento no estabelecimento cresce cerca de 50% neste mês em comparação com os demais.

A comerciante Maria Cecília Paleta, do Bazar da Ceciliah, acredita que mesmo mais caros, os pais acabam cedendo aos filhos e adquirindo produtos de marcas melhores. “Não tem jeito. Muita escola pede artigos que têm custo maior e a mãe acaba levando. Temos aqui o exemplo do lápis de cor aquarelado, com 48 cores, que custa R$ 50. Muitas instituições estão solicitando esse item e o jeito é levar”, brinca.

O item com maior diferença de preço entre os estabelecimentos é a cola. O valor do mesmo tubo de 40 gramas pode ir de R$ 0,60, apenas, até R$ 8,95 – diferença de 1.391,7%. Em seguida está a régua acrílica de 30 cm, que pode custar entre R$ 0,50 e R$ 4,29 (758%).

Grandes redes parcelam em até 12 vezes

Enquanto as papelarias parcelam as compras de material escolar em até três vezes, em média, as redes tentam ganhar os clientes com uma oferta bem mais impactante: doze vezes sem juros. É o caso da Kalunga, que projeta crescimento nas vendas entre 15% e 18%.

Atualmente, os itens licenciados representam 50% do mix de produtos escolares. Entre os lançamentos, estão as linhas Meu Malvado Favorito, One Direction e Disney Marvel e CBF. Em média, cada coleção conta com 15 opções entre agendas, cadernos, blocos de notas, mochilas, estojos, fichários.

Já o Extra, pertencente ao Grupo Pão de Açúcar, até o dia 9, oferece pagamento parcelado em até dez vezes sem juros no cartão da rede e em até quatro vezes sem juros nos demais cartões.

O Extra traz algumas ofertas como a cola bastão a partir de R$ 0,99, caneta esferográfica média com três unidades a partir de R$ 1,99; estojos de R$ 3,99; caderno universitário de dez matérias capa dura a partir de R$ 5,99. O hipermercado aposta na promoção: na compra de uma mochila e lancheira das Princesas, Monster High ou Carros, o consumidor paga R$ 159,90.

A rede supermercadista Carrefour também oferece pagamentos parcelados em até dez vezes sem juros e nas compras com valor total igual ou superior a R$ 60, o companhia paga a primeira parcela. A rede afirma que ampliou o sortimento do setor de papelaria e reforçou seus estoques. São cadernos, canetas e mochilas dos personagens preferidos da garotada, como Carros e As Princesas.

O Carrefour oferece ainda uma linha completa de estojos e mochilas importados, com preços a partir de R$ 8,90. A rede também oferece cadernos de capa dura a partir de R$ 3,89.

O Walmart espera que este período seja responsável por concentrar 25% do total das vendas anual da categoria de papelaria. A campanha desde ano coloca à disposição mais de 500 itens, 10% a mais do mix fixo da categoria.
 



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Cesta de material escolar
varia até 332% na região

Mauá é a cidade com preços mais altos; tubo
de cola pode custar desde R$ 0,60 até R$ 8,95

Tauana Marin

20/01/2014 | 07:07


Economizar na hora da comprar materiais escolares é uma difícil tarefa para os pais. O valor da lista de produtos básicos para os estudantes pode variar 332% na região. O comprador que não pesquisar e tiver a falta de sorte de só fechar negócio onde o produto estiver mais caro nas sete cidades gastará R$ 200,95 pelo pacote de itens escolares para os filhos. Por outro lado, quem visitar várias lojas e só levar para o caixa o que estiver com menor preço, vai desembolsar apenas R$ 46,53 pela mesma cesta.

As informações são de levantamento realizado na semana passada pela equipe do Diário em papelarias do Grande ABC. A lista é formada por 16 itens básicos e unitários, solicitados, principalmente, para aqueles que cursam entre o 1º e 9º ano do Ensino Fundamental. Apenas Rio Grande da Serra não está presente na pesquisa. Ao todo, foram percorridos 14 estabelecimentos comerciais.

Considerando os valores encontrados em lojas da mesma cidade, Mauá é a que apresenta o resultado mais ‘salgado’. O conjunto de produtos sai por R$ 128,88. Na sequência está São Bernardo (R$ 120,86. Em Ribeirão Pires, o orçamento sai por R$ 116,19. São Caetano (R$ 112), Diadema (R$ 102,51) e Santo André (R$ 98,37) seguem atrás.

Em comparação com o ano passado, a cidade andreense e a de São Caetano são as únicas que estão com os preços da lista menores, com recuo de 4,73% e 1,11%, respectivamente (veja a arte abaixo).

Os demais municípios apresentaram valores maiores do que em 2013. A lista em Mauá, por exemplo, passou de R$ 87,97 para R$ 128,88 – incremento de R$ 40,91.

Diante dessas disparidades nos preços, a regra básica é pesquisar muito e iniciar essa maratona o quanto antes. Além disso, não levar os filhos é uma boa saída. “Antes de saírem às compras, os pais precisam checar dentro de casa quais produtos podem ser reutilizados do ano passado, como régua e lápis. Depois é necessário conversar com as crianças e explicar que o dinheiro economizado pode ser revertido em outras coisas, como passeios e brinquedos. Fazer compras coletivas com outros pais é uma boa maneira para barganhar descontos”, cita o educador financeiro Eduard Cláudio Junior.

Para ele, outro item que pesa no momento da compra é a aquisição de livros. “Comprar usados pode ajudar na economia. Com menos gastos, o orçamento familiar fica mais sadio, até porque, haja fôlego para arcar com todas as despesas e impostos no início de ano.”

O sócio-proprietário da Queiroz Papelaria Adilson Sabatini explica que comprar os itens escolares das próprias indústrias está cerca de 10% mais caro. “Não adianta, esse repasse é feito ao consumidor. O jeito é optar por itens mais baratos.” Mesmo com preços mais salgados, o movimento no estabelecimento cresce cerca de 50% neste mês em comparação com os demais.

A comerciante Maria Cecília Paleta, do Bazar da Ceciliah, acredita que mesmo mais caros, os pais acabam cedendo aos filhos e adquirindo produtos de marcas melhores. “Não tem jeito. Muita escola pede artigos que têm custo maior e a mãe acaba levando. Temos aqui o exemplo do lápis de cor aquarelado, com 48 cores, que custa R$ 50. Muitas instituições estão solicitando esse item e o jeito é levar”, brinca.

O item com maior diferença de preço entre os estabelecimentos é a cola. O valor do mesmo tubo de 40 gramas pode ir de R$ 0,60, apenas, até R$ 8,95 – diferença de 1.391,7%. Em seguida está a régua acrílica de 30 cm, que pode custar entre R$ 0,50 e R$ 4,29 (758%).

Grandes redes parcelam em até 12 vezes

Enquanto as papelarias parcelam as compras de material escolar em até três vezes, em média, as redes tentam ganhar os clientes com uma oferta bem mais impactante: doze vezes sem juros. É o caso da Kalunga, que projeta crescimento nas vendas entre 15% e 18%.

Atualmente, os itens licenciados representam 50% do mix de produtos escolares. Entre os lançamentos, estão as linhas Meu Malvado Favorito, One Direction e Disney Marvel e CBF. Em média, cada coleção conta com 15 opções entre agendas, cadernos, blocos de notas, mochilas, estojos, fichários.

Já o Extra, pertencente ao Grupo Pão de Açúcar, até o dia 9, oferece pagamento parcelado em até dez vezes sem juros no cartão da rede e em até quatro vezes sem juros nos demais cartões.

O Extra traz algumas ofertas como a cola bastão a partir de R$ 0,99, caneta esferográfica média com três unidades a partir de R$ 1,99; estojos de R$ 3,99; caderno universitário de dez matérias capa dura a partir de R$ 5,99. O hipermercado aposta na promoção: na compra de uma mochila e lancheira das Princesas, Monster High ou Carros, o consumidor paga R$ 159,90.

A rede supermercadista Carrefour também oferece pagamentos parcelados em até dez vezes sem juros e nas compras com valor total igual ou superior a R$ 60, o companhia paga a primeira parcela. A rede afirma que ampliou o sortimento do setor de papelaria e reforçou seus estoques. São cadernos, canetas e mochilas dos personagens preferidos da garotada, como Carros e As Princesas.

O Carrefour oferece ainda uma linha completa de estojos e mochilas importados, com preços a partir de R$ 8,90. A rede também oferece cadernos de capa dura a partir de R$ 3,89.

O Walmart espera que este período seja responsável por concentrar 25% do total das vendas anual da categoria de papelaria. A campanha desde ano coloca à disposição mais de 500 itens, 10% a mais do mix fixo da categoria.
 

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