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Como equilibrar as
contas neste ano

É realizar exercício de planejamento para enxergar
o verdadeiro fluxo de renda mensal que detêm


Sandro Maskio

11/01/2014 | 07:24


Todo fim de ano várias pessoas me perguntam: qual a melhor forma de utilização do 13º salário? O que é preciso fazer para se livrar das dívidas e não ver seu orçamento ser exprimido pelas obrigações financeiras no Ano-Novo? É possível viver com as contas mais equilibradas? Há duas palavras que são a base da resposta para as questões orçamentárias: planejamento e disciplina.

O primeiro ponto a destacar é que não é possível para um indivíduo ou uma família melhorar a gestão do respectivo orçamento se não realizarem um exercício de planejamento. O primeiro passo é conseguir enxergar a real disponibilidade de recursos. É muito comum as pessoas excederem seus gastos porque não conseguem observar o verdadeiro fluxo de renda mensal que detêm. Por vezes, esta avaliação é agravada pela ilusão de que a disponibilidade de crédito faz parte de sua real disponibilidade orçamentária e, consequentemente, de seu real poder de compra.

É preciso enxergar o orçamento ao logo do tempo, dos meses e do ano. É claro que, no curtíssimo prazo, ter acesso a mecanismos de crédito aumenta nossa capacidade de consumir. Entretanto, temos de nos lembrar que nos meses seguintes as despesas efetivadas via crédito irão onerar a renda e, consecutivamente, diminuir nossa capacidade de consumo.

Será muito difícil realizar um bom planejamento de nosso orçamento se não visualizarmos minimamente onde empregaremos nossa renda; com especial atenção aos meses em que há despesas sazonais.

Por isso, sempre que me perguntam sobre a melhor forma de utilizar o 13º salário, ressalto o fato de que, no começo do ano, por exemplo, há as despesas com matrículas e materiais escolares, pagamento dos impostos IPTU, IPVA e IR (no acerto de contas com o Leão), além de possíveis parcelamentos das despesas com os presentes para o Natal ou com a viagem de férias da família.

Desta forma, é imprescindível cruzar o planejamento do fluxo de renda a receber com o fluxo de despesas a serem realizadas ao longo dos meses. Essas últimas devem ainda ser divididas em custos fixos e variáveis, pontuando aqueles que são prioritários, passando pelos menos prioritários até os mais supérfluos. Essa última classificação nos ajuda muito nos momentos em que temos que ‘apertar o cinto’ e cortar algumas despesas, estabelecendo uma classificação qualitativa.

Não há segredos para conquistar uma vida financeira um pouco mais equilibrada. Temos que encaixar as despesas que assumimos em nosso fluxo de renda e isso certamente se refletirá sobre seu padrão de vida. Invariavelmente, essa decisão exigirá mudanças de hábitos e costumes, tendo em vista não a imposição de um padrão mais restritivo, mas um padrão mais disciplinado e que certamente a longo prazo trará bem estar muito maior.
 



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Como equilibrar as
contas neste ano

É realizar exercício de planejamento para enxergar
o verdadeiro fluxo de renda mensal que detêm

Sandro Maskio

11/01/2014 | 07:24


Todo fim de ano várias pessoas me perguntam: qual a melhor forma de utilização do 13º salário? O que é preciso fazer para se livrar das dívidas e não ver seu orçamento ser exprimido pelas obrigações financeiras no Ano-Novo? É possível viver com as contas mais equilibradas? Há duas palavras que são a base da resposta para as questões orçamentárias: planejamento e disciplina.

O primeiro ponto a destacar é que não é possível para um indivíduo ou uma família melhorar a gestão do respectivo orçamento se não realizarem um exercício de planejamento. O primeiro passo é conseguir enxergar a real disponibilidade de recursos. É muito comum as pessoas excederem seus gastos porque não conseguem observar o verdadeiro fluxo de renda mensal que detêm. Por vezes, esta avaliação é agravada pela ilusão de que a disponibilidade de crédito faz parte de sua real disponibilidade orçamentária e, consequentemente, de seu real poder de compra.

É preciso enxergar o orçamento ao logo do tempo, dos meses e do ano. É claro que, no curtíssimo prazo, ter acesso a mecanismos de crédito aumenta nossa capacidade de consumir. Entretanto, temos de nos lembrar que nos meses seguintes as despesas efetivadas via crédito irão onerar a renda e, consecutivamente, diminuir nossa capacidade de consumo.

Será muito difícil realizar um bom planejamento de nosso orçamento se não visualizarmos minimamente onde empregaremos nossa renda; com especial atenção aos meses em que há despesas sazonais.

Por isso, sempre que me perguntam sobre a melhor forma de utilizar o 13º salário, ressalto o fato de que, no começo do ano, por exemplo, há as despesas com matrículas e materiais escolares, pagamento dos impostos IPTU, IPVA e IR (no acerto de contas com o Leão), além de possíveis parcelamentos das despesas com os presentes para o Natal ou com a viagem de férias da família.

Desta forma, é imprescindível cruzar o planejamento do fluxo de renda a receber com o fluxo de despesas a serem realizadas ao longo dos meses. Essas últimas devem ainda ser divididas em custos fixos e variáveis, pontuando aqueles que são prioritários, passando pelos menos prioritários até os mais supérfluos. Essa última classificação nos ajuda muito nos momentos em que temos que ‘apertar o cinto’ e cortar algumas despesas, estabelecendo uma classificação qualitativa.

Não há segredos para conquistar uma vida financeira um pouco mais equilibrada. Temos que encaixar as despesas que assumimos em nosso fluxo de renda e isso certamente se refletirá sobre seu padrão de vida. Invariavelmente, essa decisão exigirá mudanças de hábitos e costumes, tendo em vista não a imposição de um padrão mais restritivo, mas um padrão mais disciplinado e que certamente a longo prazo trará bem estar muito maior.
 

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