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Fim da Kombi é
ameaça para 4.017 vagas

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Futuro do modelo da Volks será discutido dia 23;
Mantega afirma que linha pode ganhar sobrevida


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

18/12/2013 | 07:00


 Em reunião com sindicalistas, montadoras e entidades do setor automotivo ontem, em Brasília, o ministro da Fazendo, Guido Mantega, decidiu que o prazo de 1º de janeiro para que os carros novos fabricados no País saiam de fábrica com freio ABS e air bags duplos não será prorrogado, e que 100% dos veículos terão de atender a medida de segurança do Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

A exceção ficou por conta da Kombi, da Volkswagen,cuja fabricação poderá ganhar sobrevida de três anos. A decisão, entretanto, será tomada na segunda-feira, dia 23.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, trabalham diretamente na linha de produção do veículo 917 funcionários e 3.100 na cadeia automotiva – o que inclui as autopeças e sistemistas. Ao todo, 4.017 empregos estão ameaçados caso a empresa persista com a decisão do fim da fabricação da Kombi.

“O governo terá três dias para analisar as alternativas. Já no apagar das luzes sugerimos que poderíamos dar uma classificação específica para a Kombi, hoje tida como caminhonete. Ela poderia ser classificada como van ou utilitário, por exemplo”, disse Marques. “A Kombi é largamente utilizada para o trabalho, é um bem de produção. Dada a limitação de velocidade, não é o carro mais envolvido em colisões  nem em incidência de incêndios.”

Mantega afirmou que eles entendem que o veículo não tem concorrente e que também não tem como se adaptar. “Este é o maior problema que identificamos, porque a Kombi será extinta e é onde haverá mais demissões. Vai ser estudado, não há decisão, podemos criar uma excepcionalidade.”

De acordo com Mantega, até o momento, todas as empresas concorrentes concordaram com essa exceção, mas a decisão ficará para a próxima semana.

REFLEXO - Rafael garantiu que foi deixado claro ao governo o impacto no emprego com o fim dos modelos que não comportam freio ABS nem air bag, a exemplo do Fiat Uno Mille, do Celta, da General Motors, e o Gol Geração 4, da Volkswagen. “No caso do Gol G4, os 1.100 trabalhadores têm mais facilidade de remanejamento, e podem ser absorvidos por outras linhas da montadora, o que não ocorre com os da Kombi.”

Procurada, a Volkswagen informou que, “se for confirmada alguma alteração oficial da legislação, a empresa irá avaliar a possibilidade de continuidade de produção da Kombi.” 



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Fim da Kombi é
ameaça para 4.017 vagas

Futuro do modelo da Volks será discutido dia 23;
Mantega afirma que linha pode ganhar sobrevida

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

18/12/2013 | 07:00


 Em reunião com sindicalistas, montadoras e entidades do setor automotivo ontem, em Brasília, o ministro da Fazendo, Guido Mantega, decidiu que o prazo de 1º de janeiro para que os carros novos fabricados no País saiam de fábrica com freio ABS e air bags duplos não será prorrogado, e que 100% dos veículos terão de atender a medida de segurança do Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

A exceção ficou por conta da Kombi, da Volkswagen,cuja fabricação poderá ganhar sobrevida de três anos. A decisão, entretanto, será tomada na segunda-feira, dia 23.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, trabalham diretamente na linha de produção do veículo 917 funcionários e 3.100 na cadeia automotiva – o que inclui as autopeças e sistemistas. Ao todo, 4.017 empregos estão ameaçados caso a empresa persista com a decisão do fim da fabricação da Kombi.

“O governo terá três dias para analisar as alternativas. Já no apagar das luzes sugerimos que poderíamos dar uma classificação específica para a Kombi, hoje tida como caminhonete. Ela poderia ser classificada como van ou utilitário, por exemplo”, disse Marques. “A Kombi é largamente utilizada para o trabalho, é um bem de produção. Dada a limitação de velocidade, não é o carro mais envolvido em colisões  nem em incidência de incêndios.”

Mantega afirmou que eles entendem que o veículo não tem concorrente e que também não tem como se adaptar. “Este é o maior problema que identificamos, porque a Kombi será extinta e é onde haverá mais demissões. Vai ser estudado, não há decisão, podemos criar uma excepcionalidade.”

De acordo com Mantega, até o momento, todas as empresas concorrentes concordaram com essa exceção, mas a decisão ficará para a próxima semana.

REFLEXO - Rafael garantiu que foi deixado claro ao governo o impacto no emprego com o fim dos modelos que não comportam freio ABS nem air bag, a exemplo do Fiat Uno Mille, do Celta, da General Motors, e o Gol Geração 4, da Volkswagen. “No caso do Gol G4, os 1.100 trabalhadores têm mais facilidade de remanejamento, e podem ser absorvidos por outras linhas da montadora, o que não ocorre com os da Kombi.”

Procurada, a Volkswagen informou que, “se for confirmada alguma alteração oficial da legislação, a empresa irá avaliar a possibilidade de continuidade de produção da Kombi.” 

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