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Catador de cooperativa em Mauá eleva em 49% sua renda

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Iniciativa da Braskem, Coopercata e Prefeitura completa um ano hoje faturando R$ 150 mil


Soraia Abreu Pedrozo

16/12/2013 | 07:15


Os 30 catadores que integram a Coopercata (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Mauá) e começaram a trabalhar na Central de Triagem de Materiais de Reciclagem, em Mauá, há exatos 12 meses, quando o local foi inaugurado, já aumentaram a renda em 49%. Um ano atrás, a remuneração média era de R$ 335 e, hoje, alcança 500.

Junto com o incremento da renda, cresceu também o faturamento da empreitada, que em novembro atingiu R$ 150 mil. Durante o primeiro ano de trabalho, os catadores triaram 345 toneladas e venderam mais de 252 toneladas de materiais diversos. A previsão em dezembro de 2012 era de triar 50 toneladas por mês, alcançando 250 toneladas. A meta foi cumprida.

As informações são da Braskem, parceira da Coopercata e da Prefeitura de Mauá na central, instalada em galpão de 900 m², construído em terreno cedido pela administração municipal no Jardim Capuava. A unidade possui esteira de separação, prensa hidráulica, balança e empilhadeira, entre outros equipamentos. O espaço criado em 2012 tem o objetivo de apoiar e valorizar os catadores da região e ajudar na organização do sistema de coleta seletiva da cidade.

A Braskem tomou empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para ampliar a Unidade de Petroquímicos Básicos do polo petroquímico, e, como contrapartida social exigida pela entidade, investiu no projeto R$ 1,4 milhão. A matéria-prima da empresa é o plástico, que é 100% reciclável. Mas, para utilizá-la, é preciso haver coleta adequada.

“A Braskem está muito orgulhosa de fazer parte desta história. Em 2014, esperamos contar ainda mais com a colaboração das comunidades do Grande ABC porque reciclar traz benefícios para todos, não só na dimensão do meio ambiente, preservando os recursos naturais, diminuindo a quantidade de lixo nos aterros, reduzindo a poluição do ar, água e solo; como também no âmbito social, gerando inclusão, qualidade de vida, emprego e renda para os catadores”, afirma Flávio Chantre, gerente de relações institucionais São Paulo da Braskem.

Conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos do governo federal, no ano que vem o lixo não mais poderá ser despejado nos lixões, por conta da superlotação e da intenção de implementar ações de desenvolvimento sustentável no País.


EMPREENDER

A Braskem patrocinou durante este ano a contratação de assessoria em gestão e operação da cooperativa, além da aquisição de equipamentos e máquinas. “Nosso trabalho é fazer acompanhamento constante com os cooperados para auxiliá-los em possíveis adequações e dúvidas que surgirem durante o dia a dia.

Nosso objetivo é que, daqui a alguns anos, esses profissionais possam administrar a central de triagem com eficiência e alta produtividade”, destaca Fabio Cardozo, consultor que presta serviços para a Coopercata.

Os cooperados aprenderam, por exemplo, a diferenciação entre polipropileno, polietileno e PVC. Segundo Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem, hoje cerca de 21% do plástico é reciclado no País. Nos países mais desenvolvidos da Europa o índice chega a 40%. Nos Estados Unidos, em contraponto, são apenas 5%. “O índice brasileiro é bom graças aos catadores”, afirma.

De acordo com o executivo, existem hoje no Brasil cerca de 800 mil catadores de materiais recicláveis. “Essa é, no entanto, uma profissão temporária, executada por falta de opção. Com a disseminação da coleta seletiva adequada, o papel do catador tende a ser eliminado”, afirma Soto.

“Eles poderão trabalhar como empresários da reciclagem. E nosso papel é treiná-los para que se tornem empreendedores. Espero que, com isso, a próxima geração, ou seja, os filhos deles, não sejam catadores como os pais.”



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Catador de cooperativa em Mauá eleva em 49% sua renda

Iniciativa da Braskem, Coopercata e Prefeitura completa um ano hoje faturando R$ 150 mil

Soraia Abreu Pedrozo

16/12/2013 | 07:15


Os 30 catadores que integram a Coopercata (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Mauá) e começaram a trabalhar na Central de Triagem de Materiais de Reciclagem, em Mauá, há exatos 12 meses, quando o local foi inaugurado, já aumentaram a renda em 49%. Um ano atrás, a remuneração média era de R$ 335 e, hoje, alcança 500.

Junto com o incremento da renda, cresceu também o faturamento da empreitada, que em novembro atingiu R$ 150 mil. Durante o primeiro ano de trabalho, os catadores triaram 345 toneladas e venderam mais de 252 toneladas de materiais diversos. A previsão em dezembro de 2012 era de triar 50 toneladas por mês, alcançando 250 toneladas. A meta foi cumprida.

As informações são da Braskem, parceira da Coopercata e da Prefeitura de Mauá na central, instalada em galpão de 900 m², construído em terreno cedido pela administração municipal no Jardim Capuava. A unidade possui esteira de separação, prensa hidráulica, balança e empilhadeira, entre outros equipamentos. O espaço criado em 2012 tem o objetivo de apoiar e valorizar os catadores da região e ajudar na organização do sistema de coleta seletiva da cidade.

A Braskem tomou empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para ampliar a Unidade de Petroquímicos Básicos do polo petroquímico, e, como contrapartida social exigida pela entidade, investiu no projeto R$ 1,4 milhão. A matéria-prima da empresa é o plástico, que é 100% reciclável. Mas, para utilizá-la, é preciso haver coleta adequada.

“A Braskem está muito orgulhosa de fazer parte desta história. Em 2014, esperamos contar ainda mais com a colaboração das comunidades do Grande ABC porque reciclar traz benefícios para todos, não só na dimensão do meio ambiente, preservando os recursos naturais, diminuindo a quantidade de lixo nos aterros, reduzindo a poluição do ar, água e solo; como também no âmbito social, gerando inclusão, qualidade de vida, emprego e renda para os catadores”, afirma Flávio Chantre, gerente de relações institucionais São Paulo da Braskem.

Conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos do governo federal, no ano que vem o lixo não mais poderá ser despejado nos lixões, por conta da superlotação e da intenção de implementar ações de desenvolvimento sustentável no País.


EMPREENDER

A Braskem patrocinou durante este ano a contratação de assessoria em gestão e operação da cooperativa, além da aquisição de equipamentos e máquinas. “Nosso trabalho é fazer acompanhamento constante com os cooperados para auxiliá-los em possíveis adequações e dúvidas que surgirem durante o dia a dia.

Nosso objetivo é que, daqui a alguns anos, esses profissionais possam administrar a central de triagem com eficiência e alta produtividade”, destaca Fabio Cardozo, consultor que presta serviços para a Coopercata.

Os cooperados aprenderam, por exemplo, a diferenciação entre polipropileno, polietileno e PVC. Segundo Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem, hoje cerca de 21% do plástico é reciclado no País. Nos países mais desenvolvidos da Europa o índice chega a 40%. Nos Estados Unidos, em contraponto, são apenas 5%. “O índice brasileiro é bom graças aos catadores”, afirma.

De acordo com o executivo, existem hoje no Brasil cerca de 800 mil catadores de materiais recicláveis. “Essa é, no entanto, uma profissão temporária, executada por falta de opção. Com a disseminação da coleta seletiva adequada, o papel do catador tende a ser eliminado”, afirma Soto.

“Eles poderão trabalhar como empresários da reciclagem. E nosso papel é treiná-los para que se tornem empreendedores. Espero que, com isso, a próxima geração, ou seja, os filhos deles, não sejam catadores como os pais.”

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