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Investigação leva polícia a arsenal de vigias

Suspeita é de que presos formavam grupo de extermínio no Jardim Calux


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

14/12/2013 | 00:35


 A investigação de uma série de homicídios ocorridos nos jardins Calux e Beatriz, em São Bernardo, fez com que policiais civis do 3º DP (Assunção) da cidade estourassem, na manhã de ontem, o arsenal de armas dos vigilantes de ruas do bairro, acusados de ter cometido parte dos crimes. A suspeita é que o bando forme um grupo de extermínio.

Dois vigias foram identificados como autores de um dos assassinatos. Na casa de um deles, Francisco Francimar Camelo de Souza, conhecido como Ligeirinho, que seguia foragido até o fechamento desta edição, foram encontrados cerca de R$ 6.000 em dinheiro, comprovantes de depósitos bancários, documentos de motos, caderno com a contabilidade da vigilância noturna e roupas, coletes e camisas da equipe.

O outro acusado é Aristeu Pereira dos Santos. Os policiais, apoiados por equipe do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) são-bernardense encontraram em sua casa grande quantidade de armas do bando. Na garagem, estavam um Camaro e uma Hilux. 

Segundo os investigadores, Santos fingia ser da Polícia Civil. Foi encontrado um distintivo de detetive profissional e plaqueta de identificação da Polícia Ambiental. Os registros dos revólveres apreendidos estavam vencidos e o procurado não estava no local. Um outro vigia, Francisco Borges Monteiro, 49 anos, foi autuado por estar na casa.

A polícia também cumpriu o mandato de busca e apreensão na casa do líder da equipe de vigilantes, Luiz Pereira dos Santos, 46. Foram apreendidos facas, algemas, radiotransmissores, coletes de identificação, papéis com anotações da contabilidade, fichas de inscrição dos pagantes, cerca de R$ 1.192 em dinheiro e mais algumas armas de fogo e munição com o registro vencido. 

Luiz tem antecedentes criminais por porte ilegal de arma e crime de ameaça contra a pessoa, conforme revelaram os arquivos policiais.

As motivações dos crimes ainda são desconhecidas pela polícia. No principal assassinato de autoria dos vigias, em novembro, um homem foi baleado em uma rua do bairro durante a noite.

A atuação dos vigilantes continuará sendo investigada, inclusive o paradeiro dos dois foragidos, identificados como os autores do disparo contra a vítima.

Outros seguranças que participam do grupo também terão as casas revistadas atrás de armas e outros equipamentos de porte ilegal. 



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Investigação leva polícia a arsenal de vigias

Suspeita é de que presos formavam grupo de extermínio no Jardim Calux

Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

14/12/2013 | 00:35


 A investigação de uma série de homicídios ocorridos nos jardins Calux e Beatriz, em São Bernardo, fez com que policiais civis do 3º DP (Assunção) da cidade estourassem, na manhã de ontem, o arsenal de armas dos vigilantes de ruas do bairro, acusados de ter cometido parte dos crimes. A suspeita é que o bando forme um grupo de extermínio.

Dois vigias foram identificados como autores de um dos assassinatos. Na casa de um deles, Francisco Francimar Camelo de Souza, conhecido como Ligeirinho, que seguia foragido até o fechamento desta edição, foram encontrados cerca de R$ 6.000 em dinheiro, comprovantes de depósitos bancários, documentos de motos, caderno com a contabilidade da vigilância noturna e roupas, coletes e camisas da equipe.

O outro acusado é Aristeu Pereira dos Santos. Os policiais, apoiados por equipe do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) são-bernardense encontraram em sua casa grande quantidade de armas do bando. Na garagem, estavam um Camaro e uma Hilux. 

Segundo os investigadores, Santos fingia ser da Polícia Civil. Foi encontrado um distintivo de detetive profissional e plaqueta de identificação da Polícia Ambiental. Os registros dos revólveres apreendidos estavam vencidos e o procurado não estava no local. Um outro vigia, Francisco Borges Monteiro, 49 anos, foi autuado por estar na casa.

A polícia também cumpriu o mandato de busca e apreensão na casa do líder da equipe de vigilantes, Luiz Pereira dos Santos, 46. Foram apreendidos facas, algemas, radiotransmissores, coletes de identificação, papéis com anotações da contabilidade, fichas de inscrição dos pagantes, cerca de R$ 1.192 em dinheiro e mais algumas armas de fogo e munição com o registro vencido. 

Luiz tem antecedentes criminais por porte ilegal de arma e crime de ameaça contra a pessoa, conforme revelaram os arquivos policiais.

As motivações dos crimes ainda são desconhecidas pela polícia. No principal assassinato de autoria dos vigias, em novembro, um homem foi baleado em uma rua do bairro durante a noite.

A atuação dos vigilantes continuará sendo investigada, inclusive o paradeiro dos dois foragidos, identificados como os autores do disparo contra a vítima.

Outros seguranças que participam do grupo também terão as casas revistadas atrás de armas e outros equipamentos de porte ilegal. 

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