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Trabalhadores recusam
proposta da Prysmian

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Diante de falta de acordo, categoria continua de
braços cruzados; a paralisação já dura 12 dias


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

07/12/2013 | 07:06


Diante da paralisação de 12 dias, a metalúrgica Prysmian, de Santo André, resolveu fazer uma proposta aos 250 funcionários no fim desta semana. A ideia era que os colaboradores voltassem ao chão de fábrica. No entanto, a categoria não aceitou.

O desentendimento teve início devido à falta de acordo em relação ao pagamento do abono salarial deste ano, pleiteado pelos funcionários (que pedem R$ 2.000) e negado pela empresa. As partes – companhia e Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá –, inclusive, estão com processo em andamento no TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo para que o benefício seja julgado. Em audiência de conciliação não houve acordo, e os trabalhadores aguardam a data da decisão final, prevista para a semana que vem.

De acordo com o Sindicato, na noite de quinta-feira a unidade fabril propôs que os funcionários voltassem ao trabalho e ‘pagassem’ metade dos dias de paralisação (no caso seis) e, quanto ao plus, que a Prysmian se dispôs a cumprir o que o TRT-SP determinar. Em contrapartida, a entidade sindical informou que os trabalhadores só voltariam ao ‘batente’ se os seis dias fossem descontados em meses com 31 dias, deixando ilesos os de 30 dias; pediram a estabilidade no trabalho de 90 dias em vez de 60 (o que garante a lei) e que a empresa não realizasse descontos na PLR (Participação nos Lucros e Resultados). “Infelizmente, a companhia não aceitou nossas condições”, disse o diretor executivo do sindicato José Roberto Vicaria, mais conhecido como Jacaré.

“Diante do impasse, resolvemos em assembleia que vamos continuar em greve, mas que estamos abertos a sentar e negociar com a empresa seja o dia que for”, contou Jacaré.

O Diário entrou em contato com a metalúrgica, mas a unidade continua preferindo não se pronunciar sobre o caso. Segundo funcionários, a paralisação certamente está prejudicando a empresa, já que ela não possui estoque e precisa honrar com suas entregas.

A Prysmian fabrica cabos especiais de alta-tensão, e tem como clientes, por exemplo, a AES Eletropaulo e a Petrobras. Uma das encomendas que deveria ser finalizada no fim de novembro, segundo a classe trabalhadora, são os cabos para o novo Estádio Nacional Mané Garrincha, de Brasília, onde acontecerão jogos da Copa do Mundo de 2014.
 



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