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Bicharada de casa; espécies exigem cuidados diferentes

Andrea Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ter vários animais de estimação pode ensinar a ser mais paciente e organizado


Bruna Gonçalves

08/12/2013 | 07:00


Mais do que alegrar a família, ter animais de várias espécies em casa não é tarefa fácil. Assim como nos zoológicos, cada bicho exige cuidados diferentes – alimentação, higiene, passeio – para manter a saúde e bem-estar.

Hugo Gomes Durães de Oliveira, 10 anos, de Mauá, tem uma cachorra, duas calopsitas, uma tartaruga e dois hamsters. Ele ganhou o primeiro pet (a tartaruga) da avó quando tinha 8 anos. “Depois pedi os outros. Antes eu era agitado; agora, sou mais tranquilo porque tenho mais obrigações.”

Quem tem vários pets precisa contar muito com a ajuda de todos os integrantes da família. Hugo, por exemplo, divide as tarefas de limpeza e alimentação com a mãe. “Dá trabalho e um pouco de preguiça, mas é importante deixar tudo organizado. Só não lavo o aquário da tartaruga porque é perigoso. Minha mãe faz isso”, diz o menino, que sonha ser veterinário.

Ele afirma que a bicharada se dá bem, tanto que os pássaros vivem soltos. “Voltam para a gaiola para comer e dormir. A Pituca (cachorra) já se acostumou. Mas fico sempre de olho.”

O convívio entre espécies diferentes depende do temperamento de cada uma. Se os pets forem criados juntos desde pequenos têm menos chances de brigar. Pode ser trabalhoso, mas dá para aprender muito ao lado dos animais de estimação!

Saiba mais

Quem tem vários animais precisa levá-los ao veterinário com frequência para evitar que doenças sejam transmitidas de um pet para o outro.

Toda a família deve concordar

Para ter um animal de estimação a família toda precisa conversar para saber se quer um novo morador, que viverá na casa por muitos anos.

Na hora de escolher a espécie – somente as domésticas e as autorizadas pelo Ibama – pesquise bastante, tire dúvidas com o veterinário e considere o espaço, estilo de vida da família e disponibilidade de tempo para cuidar. Não esqueça das viagens, em que terá de levá-lo ou deixar com outra pessoa.

Após a compra ou adoção, deve-se dividir as tarefas para deixar o local limpo e agradável para os pets. Mas mesmo com cuidados, eles podem adoecer e morrer. É importante aprender a lidar com esse momento.

Várias formas de chamar a atenção

Como os animais não falam, desenvolveram outras formas de se expressar para que o homem conseguisse identificar suas necessidades. O cão, por exemplo, costuma olhar para o pote de ração quando está com fome. Outro modo de chamar a atenção é ficar próximo a um objeto, como a coleira. É aviso de que quer passear.

Também pode se expressar por meio de sons, como o latido. “Quando a Belinha está com fome começa a latir ‘chorando’. O Toby fica perto do pote de comida. Estou sempre atenta, porque cada animal é diferente”, diz Maria Eduarda dos Santos Silva, 10 anos, de Santo André. Além dos cachorros, ela tem periquito e papagaio.

Turma se reveza para cuidar de animais

Os alunos da Escola de Educação Infantil Portinari, em São Bernardo, ajudam a cuidar de dois coelhos – Tina e Léo – e alimentar os pássaros que ficam nas árvores do pátio.

A turma se reveza nas tarefas, e as professoras orientam sobre os cuidados. Natália Rodrigues, 6 anos, aprendeu que não pode segurar o coelho como a Mônica faz com o Sansão. “Ela pega pelas orelhas. Se fizer o mesmo vou machucar.”

Para Sabrina Costa, 6, os pets tornam a escola divertida. “A gente brinca com eles e dá ração, verduras e frutas. Não pode ser qualquer comida.” Lorena Mota, 5, gosta de procurar os coelhos. “São rápidos e se escondem. Tem de tomar cuidado para não pisar neles.”

Já Leonardo de Lima, 5, curte os pássaros. “Damos ração para eles sempre visitarem a gente.” Mariana Spolon, 4, conta que a água do beija-flor é trocada todo dia. “Precisa ser fresquinha para não ter bactéria.”

“Os bichos são importantes. Gosto de borboleta, mas sei que não posso pegar para não machucar as asas. Não gosto de quem mata formiga”, diz Ana Clara Galvão, 4.

Consultoria de Ronaldo Lucas, coordenador do Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi, Marília Vargas, adestradora da Cão Cidadão, Mauro Lantzman, especialista em comportamento animal e professor de Psicobiologia da PUC-SP, e Carine Savalli Redigolo, professora de Bioestatística da Unifesp e pesquisadora em etologia comunicação cão-ser humano.

 



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