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Por que o bebê chora ao sentir fome?

É preciso entender quando o recém-nascido abre o berreiro; ele quer apenas se comunicar


Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

01/12/2013 | 07:00


Quando está com fome o bebê fica com a boca um pouco aberta ou movimenta a língua como se estivesse lambendo os lábios. Também pode sugar os dedos das mãos. Se não for atendido pela mãe logo, chora. Na maioria das vezes para quando começa a mamar.

 Como não fala, o choro é o meio de o bebê se comunicar e chamar a atenção. Pode ser suave ou intenso. Costuma ser mais frequente nos primeiros meses de vida, até aprender outras formas de se expressar. Entre 2 e 4 meses começa a dar gritinhos e emitir diferentes sons, alguns até parecem uma cantoria.

 Mas não chora só quando sente fome. Se também estiver movimentando muito os braços e as pernas com os olhos fechados, em geral, pode estar com dor. Identificar o tipo de choro, porém, não é fácil. A mãe precisa interpretar cada um, podendo acertar ou errar até adquirir experiência em reconhecê-los.

 Alguns bebês são mais chorões porque o ambiente em que vivem é desorganizado ou outras de suas necessidades não são atendidas.

 Ao ouvir o berreiro, a primeira dica é tentar acalmar o bebê no colo. Depois pode alimentá-lo. Se nada adiantar, é importante checar se a fralda está suja ou se ele está machucado.

Se o choro for excessivo, deve-se procurar o pediatra. Nesse caso, o bebê fica muito cansado, podendo atrapalhar seu ganho de peso ou ainda ser sinal de problema de saúde.

Faz os pulmões abrirem ao nascer

O bebê chora ao nascer para abrir os pulmões e expulsar o líquido que estava dentro deles, trocando-o por oxigênio. Isso ocorre porque dentro da barriga da mãe ele fica imerso no líquido amniótico (que tem a função de protegê-lo). O choro é espontâneo (natural) e não depende da palmadinha do médico. 

Há casos em que o choro pode demorar um pouco. Isso ocorre pelo fato de o bebê ainda não estar completamente formado, por causa de um parto difícil, entre outras razões. Caso não chore, o médico precisa sugar o líquido da boca e do nariz, fazer movimentos circulares nas costas e tórax e até fornecer oxigênio por meio de aparelhos. 

O choro faz parte da primeira avaliação dos bebês, a chamada Escala de Apgar (criada pela norte-americana Virgínia Apgar nos anos 1950). O exame – que verifica a saúde da criança – é feito com um, cinco e dez minutos de vida e analisa cinco sinais, entre eles, a respiração. É dada uma nota (de zero a dois) para cada item. Confira animação no Blog do Diarinho sobre o assunto.

Saiba Mais

Os animais não choram, segundo especialistas. Cada espécie se expressa por sons próprios.

Ao contrário dos bebês que choram ao nascer, filhotes de outros mamíferos gemem. É sinal de saúde.

Quem perguntou

Liamara Antunes Marques, 10 anos, de São Bernardo, acredita que o choro é forma de o bebê se comunicar. “Quando minha irmã era mais nova lembro que chorava bastante. Na maioria das vezes era porque estava com fome.” Mas, segundo a menina, esse nem sempre é o motivo. “Os bebês também não gostam quando se machucam ou pegamos um brinquedo da mão deles.”

Consultoria da pediatra e neonatologista Sandra  Frota Avilla Gianelo e da professora de Pediatria Simone Holzer, da Faculdade de Medicina do ABC.



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Por que o bebê chora ao sentir fome?

É preciso entender quando o recém-nascido abre o berreiro; ele quer apenas se comunicar

Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

01/12/2013 | 07:00


Quando está com fome o bebê fica com a boca um pouco aberta ou movimenta a língua como se estivesse lambendo os lábios. Também pode sugar os dedos das mãos. Se não for atendido pela mãe logo, chora. Na maioria das vezes para quando começa a mamar.

 Como não fala, o choro é o meio de o bebê se comunicar e chamar a atenção. Pode ser suave ou intenso. Costuma ser mais frequente nos primeiros meses de vida, até aprender outras formas de se expressar. Entre 2 e 4 meses começa a dar gritinhos e emitir diferentes sons, alguns até parecem uma cantoria.

 Mas não chora só quando sente fome. Se também estiver movimentando muito os braços e as pernas com os olhos fechados, em geral, pode estar com dor. Identificar o tipo de choro, porém, não é fácil. A mãe precisa interpretar cada um, podendo acertar ou errar até adquirir experiência em reconhecê-los.

 Alguns bebês são mais chorões porque o ambiente em que vivem é desorganizado ou outras de suas necessidades não são atendidas.

 Ao ouvir o berreiro, a primeira dica é tentar acalmar o bebê no colo. Depois pode alimentá-lo. Se nada adiantar, é importante checar se a fralda está suja ou se ele está machucado.

Se o choro for excessivo, deve-se procurar o pediatra. Nesse caso, o bebê fica muito cansado, podendo atrapalhar seu ganho de peso ou ainda ser sinal de problema de saúde.

Faz os pulmões abrirem ao nascer

O bebê chora ao nascer para abrir os pulmões e expulsar o líquido que estava dentro deles, trocando-o por oxigênio. Isso ocorre porque dentro da barriga da mãe ele fica imerso no líquido amniótico (que tem a função de protegê-lo). O choro é espontâneo (natural) e não depende da palmadinha do médico. 

Há casos em que o choro pode demorar um pouco. Isso ocorre pelo fato de o bebê ainda não estar completamente formado, por causa de um parto difícil, entre outras razões. Caso não chore, o médico precisa sugar o líquido da boca e do nariz, fazer movimentos circulares nas costas e tórax e até fornecer oxigênio por meio de aparelhos. 

O choro faz parte da primeira avaliação dos bebês, a chamada Escala de Apgar (criada pela norte-americana Virgínia Apgar nos anos 1950). O exame – que verifica a saúde da criança – é feito com um, cinco e dez minutos de vida e analisa cinco sinais, entre eles, a respiração. É dada uma nota (de zero a dois) para cada item. Confira animação no Blog do Diarinho sobre o assunto.

Saiba Mais

Os animais não choram, segundo especialistas. Cada espécie se expressa por sons próprios.

Ao contrário dos bebês que choram ao nascer, filhotes de outros mamíferos gemem. É sinal de saúde.

Quem perguntou

Liamara Antunes Marques, 10 anos, de São Bernardo, acredita que o choro é forma de o bebê se comunicar. “Quando minha irmã era mais nova lembro que chorava bastante. Na maioria das vezes era porque estava com fome.” Mas, segundo a menina, esse nem sempre é o motivo. “Os bebês também não gostam quando se machucam ou pegamos um brinquedo da mão deles.”

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