Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 20 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Polícia de São Caetano investiga suposto furto de cadela por ONG

Reprodução/Facebook Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Entidade alega que animal sofria maus-tratos após ser adotado por adolescente


Rafael Ribeiro Do Diário do Grande ABC

25/11/2013 | 07:18


A Polícia Civil de São Caetano abriu inquérito para investigar um caso que vem mexendo com a cidade nos últimos dias: o suposto furto de uma cadela vira-lata de 9 meses de dentro da casa de um jovem de 19 anos, no bairro São José.

O que mais espanta as autoridades são os autores do suposto crime: integrantes de uma ONG (Organização Não Governamental) que cuida de animais.

O caso aconteceu no dia 16. Uma semana após adotar o animal, o autônomo David Ferreira Guilherme procurou a Delegacia Sede da cidade para registrar a ocorrência. A alegação é que três pessoas invadiram sua residência, distraíram sua tia e levaram a pequena Sophie enquanto ele trabalhava.

“As protetoras ligavam de madrugada para ele. Não procede a denúncia. A cadela era bem cuidada, perfumada, foi vacinada”, disse a advogada Crisciani Halumi Funaki, amiga da vítima e que vem ajudando judicialmente no caso.

Abalado, David está tomando remédios para depressão, principalmente após sua foto ter sido divulgada em uma página da ONG na internet acusando-o de maltratar animais. “Até o ameaçaram de morte”, afirmou Crisciani.

A ONG acusada pelo jovem é a Cidadania Animal, que constantemente faz feiras de adoção na cidade. Foi numa delas que David adotou a cadela.

Segundo seu presidente, o comerciante Ubiratan Ribeiro Figueiredo, 64, colaboradores da instituição flagraram a situação de abandono. “O animal estava em um lugar de dois metros quadrados, com tela de amianto, no meio de seus dejetos, sem água e comida.”

Uma das dúvidas dos investigadores é o fato de os ativistas não terem solicitado auxílio policial para entrar na residência. Figueiredo alega que a própria familiar do rapaz devolveu a cadela. “Assinamos um termo no qual a ONG continua responsável pelo animal. Não é necessário auxílio policial para o resgate”, disse.

O presidente da ONG endossa a sua posição, citando como exemplo o caso do Instituto Royal, em Cotia, na Grande São Paulo, que foi invadido por manifestantes para libertar animais que supostamente sofriam maus-tratos durante testes. “É a mesma coisa aqui, tudo na porrada. Ninguém vai aguentar maus-tratos. Se eu ver, pulo o muro e tomo mesmo o cachorro”, disse Ubiratan, que há 40 anos é militante das causas animais.

 

“Se a cadela estava debilitada, como dizem, por que eles a colocaram para adoção de novo imediatamente?”, questiona Crisciane, que espera solução criminal para o caso.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;