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Panetone de frutas varia até 13% na região

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Entre os principais mercados, preço vai de
R$ 11,35 até R$ 12,83, diferença de R$ 1,48


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

25/11/2013 | 07:05


Aproveitar o Natal e economizar é possível, acredite. Mas, é preciso pesquisar. Como exemplo, o preço do panetone tradicional, feito com frutas cristalizadas, pode variar até 13%, pela comparação de mesmos produtos entre as redes supermercadistas. É o caso do da marca Visconti, de 500 gramas. A unidade pode custar R$ 11,35 e R$ 12,83, na Coop (Cooperativa de Consumo) e no Pão de Açúcar, respectivamente.

Já o da marca Bauducco tem variação de 7,28% entre os estabelecimentos (veja tabela com os valores ao lado). O índice é o mesmo para aqueles que em vez das frutas cristalizadas levam gotas de chocolate na receita.

Dentre os bolos de Natal que o Diário pesquisou, os de 500g de doce de leite da Nestlé são os que apresentam maior variação de preço de um mercado para outro: 42,98% – de R$ 13,98 a R$ 19,99.

A dona de casa Eliane Cardoso, 45 anos, mesmo achando os valores altos, não dispensa os panetones nessa época do ano. “Não comê-lo é como não ver o Papai Noel ou montar a árvore de Natal, faz parte, é tradição, e muito gostoso.” Mesmo com tantas variedades, ela não dispensa o de frutas. “Coisas com chocolate eu como ao longo do ano, é mais fácil de achar.”

Os bolos natalinos mais procurados ainda são os tradicionais. Ao mesmo tempo em que saem três ou quatro unidades dos mais adocicados, são vendidos mais de 40 dos de frutas cristalizadas, apontam representantes de redes de varejo.

Um dos motivos é o preço. O engenheiro técnico Bruno Mendes, 30, tem uma lista com 12 nomes para presentear neste ano. “Seis delas vão ganhar panetones. É algo que todo mundo gosta e é típico da data.” Para economizar, ele optou por dar o de frutas. “É gostoso e mais em conta.”

Já a professora Mara Lúcia Diniz, 51, vai restringir a compra do bolo à sua casa. “A cada ano que passa os produtos estão mais caros. Só vou comprar para a minha família.” E não é à toa. Por exemplo, o valor médio do panetone Bauducco 500g tradicional neste ano (R$ 13,86) está 17% mais caro em relação ao de 2012.

Um das razões da alta é o valor da farinha de trigo – matéria-prima base na produção dos bolos. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo), em outubro, a elevação foi de 3,75%. No ano, o grão moído acumulou valorização de 28,33% e, em 12 meses, de 32,4%. A elevação é decorrente dos preços do trigo no mercado brasileiro, que ainda está em altos patamares frente a safras anteriores, devido às perdas nas lavouras do Paraná e da Argentina.

Mesmo com produtos mais caros, o consumo deverá ser superior ao de 2012, esperam as redes de supermercado. O Walmart, por exemplo, prevê crescimento de 15% nas vendas do bolo natalino ante 2012. Já a Coop (Cooperativa de Consumo), com matriz em Santo André, espera elevar as comercializações de panetones em 30% (sem contar os de marca própria). Segundo o Grupo Pão de Açúcar (que responde pela bandeira Extra), a estimativa é de um crescimento de 11% na venda de panetones da indústria em comparação ao mesmo período do ano passado.

MARCA PRÓPRIA

Muitas empresas supermercadistas têm apostado nos últimos anos, fortemente, em produtos de fabricação própria. E no Natal não é diferente. Todas as cinco redes visitadas pelo Diário comercializam panetones com sua bandeira. O grande atrativo são os preços, muito menores.

Ao comprarmos um bolo Bauducco de frutas, de 500g, com o mesmo produto, mas de marca própria, a diferença é de 201,25%, já que é possível encontrar o bolo por até R$ 4,79, no caso do Carrefour. Na maioria das vezes, o preço dos de chocolate de fabricação própria é vendida com mesmo valor. Só são mais caros os que são trufados ou que veem com cobertura, que chegam a R$ 12, em média.

Neste ano as empresas do setor investiram na diversidade, tanto de sabores e tamanhos quanto de preços. A Nestlé, lançou o Alpino Gateau, de 500g, que é para comer quente, com sorvete. A novidade custa por volta de R$ 22. Já a Triunfo veio neste ano com o panetone de 400g dos sabores de goiabada, morango com chocolate ou frutas, que saem por R$ 11, em média. A Bauducco também inovou: panetone de frutas de 4 quilos, a R$ 128, em alguns mercados.

A Arcor, por sua vez, têm o Trufado de 1kg, que sai a R$ 15, aproximadamente. A marca de panetones Tommy, de 500g, de frutas ou chocolate, sai por R$ 7,45, em média.  



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Panetone de frutas varia até 13% na região

Entre os principais mercados, preço vai de
R$ 11,35 até R$ 12,83, diferença de R$ 1,48

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

25/11/2013 | 07:05


Aproveitar o Natal e economizar é possível, acredite. Mas, é preciso pesquisar. Como exemplo, o preço do panetone tradicional, feito com frutas cristalizadas, pode variar até 13%, pela comparação de mesmos produtos entre as redes supermercadistas. É o caso do da marca Visconti, de 500 gramas. A unidade pode custar R$ 11,35 e R$ 12,83, na Coop (Cooperativa de Consumo) e no Pão de Açúcar, respectivamente.

Já o da marca Bauducco tem variação de 7,28% entre os estabelecimentos (veja tabela com os valores ao lado). O índice é o mesmo para aqueles que em vez das frutas cristalizadas levam gotas de chocolate na receita.

Dentre os bolos de Natal que o Diário pesquisou, os de 500g de doce de leite da Nestlé são os que apresentam maior variação de preço de um mercado para outro: 42,98% – de R$ 13,98 a R$ 19,99.

A dona de casa Eliane Cardoso, 45 anos, mesmo achando os valores altos, não dispensa os panetones nessa época do ano. “Não comê-lo é como não ver o Papai Noel ou montar a árvore de Natal, faz parte, é tradição, e muito gostoso.” Mesmo com tantas variedades, ela não dispensa o de frutas. “Coisas com chocolate eu como ao longo do ano, é mais fácil de achar.”

Os bolos natalinos mais procurados ainda são os tradicionais. Ao mesmo tempo em que saem três ou quatro unidades dos mais adocicados, são vendidos mais de 40 dos de frutas cristalizadas, apontam representantes de redes de varejo.

Um dos motivos é o preço. O engenheiro técnico Bruno Mendes, 30, tem uma lista com 12 nomes para presentear neste ano. “Seis delas vão ganhar panetones. É algo que todo mundo gosta e é típico da data.” Para economizar, ele optou por dar o de frutas. “É gostoso e mais em conta.”

Já a professora Mara Lúcia Diniz, 51, vai restringir a compra do bolo à sua casa. “A cada ano que passa os produtos estão mais caros. Só vou comprar para a minha família.” E não é à toa. Por exemplo, o valor médio do panetone Bauducco 500g tradicional neste ano (R$ 13,86) está 17% mais caro em relação ao de 2012.

Um das razões da alta é o valor da farinha de trigo – matéria-prima base na produção dos bolos. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo), em outubro, a elevação foi de 3,75%. No ano, o grão moído acumulou valorização de 28,33% e, em 12 meses, de 32,4%. A elevação é decorrente dos preços do trigo no mercado brasileiro, que ainda está em altos patamares frente a safras anteriores, devido às perdas nas lavouras do Paraná e da Argentina.

Mesmo com produtos mais caros, o consumo deverá ser superior ao de 2012, esperam as redes de supermercado. O Walmart, por exemplo, prevê crescimento de 15% nas vendas do bolo natalino ante 2012. Já a Coop (Cooperativa de Consumo), com matriz em Santo André, espera elevar as comercializações de panetones em 30% (sem contar os de marca própria). Segundo o Grupo Pão de Açúcar (que responde pela bandeira Extra), a estimativa é de um crescimento de 11% na venda de panetones da indústria em comparação ao mesmo período do ano passado.

MARCA PRÓPRIA

Muitas empresas supermercadistas têm apostado nos últimos anos, fortemente, em produtos de fabricação própria. E no Natal não é diferente. Todas as cinco redes visitadas pelo Diário comercializam panetones com sua bandeira. O grande atrativo são os preços, muito menores.

Ao comprarmos um bolo Bauducco de frutas, de 500g, com o mesmo produto, mas de marca própria, a diferença é de 201,25%, já que é possível encontrar o bolo por até R$ 4,79, no caso do Carrefour. Na maioria das vezes, o preço dos de chocolate de fabricação própria é vendida com mesmo valor. Só são mais caros os que são trufados ou que veem com cobertura, que chegam a R$ 12, em média.

Neste ano as empresas do setor investiram na diversidade, tanto de sabores e tamanhos quanto de preços. A Nestlé, lançou o Alpino Gateau, de 500g, que é para comer quente, com sorvete. A novidade custa por volta de R$ 22. Já a Triunfo veio neste ano com o panetone de 400g dos sabores de goiabada, morango com chocolate ou frutas, que saem por R$ 11, em média. A Bauducco também inovou: panetone de frutas de 4 quilos, a R$ 128, em alguns mercados.

A Arcor, por sua vez, têm o Trufado de 1kg, que sai a R$ 15, aproximadamente. A marca de panetones Tommy, de 500g, de frutas ou chocolate, sai por R$ 7,45, em média.  

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