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Justin e Miley só para maiores?

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Famosos desde criancinhas, os ídolos cresceram e estão causando (muito) por aí.


Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

24/11/2013 | 07:00


Quem acompanha Justin Bieber e Miley Cyrus é testemunha das suas transformações físicas e psicológicas. Os dois começaram na vida artística muito cedo e cresceram diante das câmeras. Agora – ela com 21 anos e ele com 19 –, são protagonistas de escândalos e polêmicas, envolvendo sexo, drogas e problemas com a polícia, o que tem gerado discussões entre os fãs e pais: será que viraram péssima influência?

Para a psicóloga Cynthia Passianotto, pós-graduada pelo Cefas (Centro de Formação e Assistência à Saúde) e pela PUC-Campinas, eles têm necessidade de provar que cresceram. “Não tiveram infância e adolescência normais, então, ficaram rebeldes e sem limites, mas são seres humanos e sofrem.”

Julia Fratoni, 13 anos, de São Caetano, concorda. Ela é fã do Justin há três anos e acredita que algumas das suas atitudes são exploradas pela mídia. “Muito é boato. Além disso, ninguém fala sobre as coisas boas que ele faz, como ajudar crianças carentes.” A garota disse ainda que vai continuar gostando do ídolo, independentemente da fase bad boy. “Não quer dizer que concordo com tudo o que ele faz. Acho que, como todo mundo, o Justin também erra. A fama subiu à cabeça.”

“O fã tem de entender que o ídolo cresceu. Não precisa deixar de gostar, só não pode perder o senso crítico”, acredita a psicóloga Elisabeth Monteiro, autora do livro Criando Adolescentes em Tempos Difíceis. Saber separar o artista do ser humano, que tem sua vida particular, também é essencial. “Os fãs ficam decepcionados com os ídolos, mas não dá para seguir ao pé da letra o que eles fazem ou achar legal tudo o que dizem”, completa a especialista Cynthia Passianotto.

As psicólogas entrevistadas pelo D+ concordam que os pais não devem proibir que os filhos continuem curtindo as celebridades, por sua vez, os filhos não precisam achar ruim que eles se preocupem e proponham discussões. “É interessante que conversem sobre as atitudes negativas e coloquem em questão se seriam capazes de fazer a mesma coisa”, destaca Cynthia. Além do mais, a paixão pelos artistas faz parte de uma fase da vida. Concorda?


DISSE QUE ME DISSE

“Andei muito com adultos quando era criança. Já fiz todo o trabalho pesado (para chegar onde chegou). Agora taco o f....”, Miley Cyrus, para a revista Rolling Stone, declaração que saiu logo após a apresentação da cantora no VMA em agosto.

“Estou pouco me f... em ser imprudente. Sei quem sou e o que estou fazendo na minha vida. Estou feliz com o homem que estou me tornando.” Justin Bieber, para a revista The Hollywood Reporter de novembro.

“É a jornada da Miley. Ela está se divertindo, sendo quem é e eu sempre vou amá-la. O mundo precisava superar o fato de que ela foi Hannah Montana com 16 anos.” Demi Lovato, para o programa de Katie Couric.

“Justin não vai ficar louco. Não vai parar em clínica de reabilitação. Ele não vai acabar com sua arte. Então, nós vamos apenas calar a boca.” Scooter Braun, empresário de Justin Bieber para a mesma The Hollywood Reporter.



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Justin e Miley só para maiores?

Famosos desde criancinhas, os ídolos cresceram e estão causando (muito) por aí.

Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

24/11/2013 | 07:00


Quem acompanha Justin Bieber e Miley Cyrus é testemunha das suas transformações físicas e psicológicas. Os dois começaram na vida artística muito cedo e cresceram diante das câmeras. Agora – ela com 21 anos e ele com 19 –, são protagonistas de escândalos e polêmicas, envolvendo sexo, drogas e problemas com a polícia, o que tem gerado discussões entre os fãs e pais: será que viraram péssima influência?

Para a psicóloga Cynthia Passianotto, pós-graduada pelo Cefas (Centro de Formação e Assistência à Saúde) e pela PUC-Campinas, eles têm necessidade de provar que cresceram. “Não tiveram infância e adolescência normais, então, ficaram rebeldes e sem limites, mas são seres humanos e sofrem.”

Julia Fratoni, 13 anos, de São Caetano, concorda. Ela é fã do Justin há três anos e acredita que algumas das suas atitudes são exploradas pela mídia. “Muito é boato. Além disso, ninguém fala sobre as coisas boas que ele faz, como ajudar crianças carentes.” A garota disse ainda que vai continuar gostando do ídolo, independentemente da fase bad boy. “Não quer dizer que concordo com tudo o que ele faz. Acho que, como todo mundo, o Justin também erra. A fama subiu à cabeça.”

“O fã tem de entender que o ídolo cresceu. Não precisa deixar de gostar, só não pode perder o senso crítico”, acredita a psicóloga Elisabeth Monteiro, autora do livro Criando Adolescentes em Tempos Difíceis. Saber separar o artista do ser humano, que tem sua vida particular, também é essencial. “Os fãs ficam decepcionados com os ídolos, mas não dá para seguir ao pé da letra o que eles fazem ou achar legal tudo o que dizem”, completa a especialista Cynthia Passianotto.

As psicólogas entrevistadas pelo D+ concordam que os pais não devem proibir que os filhos continuem curtindo as celebridades, por sua vez, os filhos não precisam achar ruim que eles se preocupem e proponham discussões. “É interessante que conversem sobre as atitudes negativas e coloquem em questão se seriam capazes de fazer a mesma coisa”, destaca Cynthia. Além do mais, a paixão pelos artistas faz parte de uma fase da vida. Concorda?


DISSE QUE ME DISSE

“Andei muito com adultos quando era criança. Já fiz todo o trabalho pesado (para chegar onde chegou). Agora taco o f....”, Miley Cyrus, para a revista Rolling Stone, declaração que saiu logo após a apresentação da cantora no VMA em agosto.

“Estou pouco me f... em ser imprudente. Sei quem sou e o que estou fazendo na minha vida. Estou feliz com o homem que estou me tornando.” Justin Bieber, para a revista The Hollywood Reporter de novembro.

“É a jornada da Miley. Ela está se divertindo, sendo quem é e eu sempre vou amá-la. O mundo precisava superar o fato de que ela foi Hannah Montana com 16 anos.” Demi Lovato, para o programa de Katie Couric.

“Justin não vai ficar louco. Não vai parar em clínica de reabilitação. Ele não vai acabar com sua arte. Então, nós vamos apenas calar a boca.” Scooter Braun, empresário de Justin Bieber para a mesma The Hollywood Reporter.

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