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Mauá assina 1° contrato
para receber verba federal

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cidade terá R$ 48,8 milhões para áreas de risco;
obras devem ser iniciadas na 2ª quinzena de fevereiro


Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

20/11/2013 | 07:00


A Prefeitura de Mauá se tornou ontem a primeira da região a assinar contrato com a Caixa Econômica Federal para receber investimentos do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), anunciados em agosto pela presidente Dilma Rousseff (PT) no Grande ABC. Do total de R$ 2,1 bilhões destinados à região, R$ 48,8 milhões são para a cidade, que utilizará o recurso para contenção de 15 áreas consideradas de risco alto ou muito alto.

A previsão é que as intervenções sejam iniciadas na segunda quinzena de fevereiro, após finalização de processo licitatório. Inicialmente, será feito trabalho de remoção das famílias que vivem em locais de perigo, identificadas por levantamento realizado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), contratado pelo município. De acordo com o secretário de Habitação e vice-prefeito, Helcio Silva (PT), a cidade possui cerca de 3.000 imóveis em situação de médio a alto risco, sendo 63 com necessidade de remoção imediata.

“Toda vez que chega o período de chuvas, ficamos atormentados, ainda mais porque tivemos problemas graves na cidade no verão de 2011”, afirmou o titular da Pasta, ao relembrar o trágico período no município, que resultou na morte de seis pessoas em deslizamentos de terra e inundações.

As intervenções de contenção de áreas de risco serão realizadas em nove localidades identificadas como prioritárias pelo Plano Municipal de Redução de Risco, elaborado pelo IPT. Receberão trabalhos o Jardim Zaíra, Chácara Maria Aparecida, Vila Real, Jardim Canaã, Jardim Rosina, Jardim Cerqueira Leite e Alto da Boa Vista. Não foi informada previsão para conclusão das obras.

“Esses investimentos apontam saídas importantes não só para este verão, mas para os próximos anos também. É um trabalho que não é visto a olho nu pela população, não dá votos, mas salva vidas. Vamos primeiro tirar as famílias em risco, depois fazer a contenção, revitalização e recuperação das encostas”, disse o prefeito Donisete Braga (PT).

Os moradores que forem retirados de áreas de risco devem ser transferidos para futuras unidades habitacionais que estão sendo construídas por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida, segundo o chefe do Executivo. A previsão é que 120 moradias do Jardim Oratório sejam entregues em dezembro.

SEGUNDA FASE

Esta será a segunda etapa de obras para contenção de áreas de risco financiadas pelo PAC no município. Estão sendo investidos R$ 21 milhões por meio do programa em contenção de encostas à beira do Rio Tamanduateí. Iniciadas em julho de 2012, as intervenções de prevenção contra enchentes e deslizamentos na Vila Magini ficarão prontas apenas no fim de 2014 – um ano após o prazo prometido pelo então prefeito Oswaldo Dias (PT).

Nova sede da Defesa Civil será inaugurada dia 6 no Jardim Zaíra

A nova sede de monitoramento da Defesa Civil de Mauá será inaugurada no dia 6, às 9h. O posto ficará localizado na Avenida Castelo Branco, 1.930, Jardim Zaíra, área cortada pelo Córrego Corumbé, que já transbordou em época de chuvas, e rodeada de grandes morros. O bairro foi determinado pelo prefeito Donisete Braga (PT) como ‘simbolismo’ dos desastres naturais, já que sofreu com as fortes tempestadas durante o verão de 2011.

Ontem, a Defesa Civil apresentou o Plano de Contingências a ser desenvolvido na Operação Chuvas de Verão, que tem vigência para o período de 1° de dezembro a 15 de abril, quando o departamento irá funcionar em plantão 24 horas.

Segundo o diretor da Defesa Civil, Sérgio Moraes de Jesus, foi determinado que, ao registrar quantidade de 50 milímetros acumulados de chuva durante uma hora, deverá ser acionado sinal de alerta na cidade. “Tivemos de reduzir a margem de segurança porque os índices de chuva considerados em outros anos eram mais altos, mas sofremos com alagamentos no Centro e deslizamentos”, disse Moraes. 



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Mauá assina 1° contrato
para receber verba federal

Cidade terá R$ 48,8 milhões para áreas de risco;
obras devem ser iniciadas na 2ª quinzena de fevereiro

Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

20/11/2013 | 07:00


A Prefeitura de Mauá se tornou ontem a primeira da região a assinar contrato com a Caixa Econômica Federal para receber investimentos do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), anunciados em agosto pela presidente Dilma Rousseff (PT) no Grande ABC. Do total de R$ 2,1 bilhões destinados à região, R$ 48,8 milhões são para a cidade, que utilizará o recurso para contenção de 15 áreas consideradas de risco alto ou muito alto.

A previsão é que as intervenções sejam iniciadas na segunda quinzena de fevereiro, após finalização de processo licitatório. Inicialmente, será feito trabalho de remoção das famílias que vivem em locais de perigo, identificadas por levantamento realizado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), contratado pelo município. De acordo com o secretário de Habitação e vice-prefeito, Helcio Silva (PT), a cidade possui cerca de 3.000 imóveis em situação de médio a alto risco, sendo 63 com necessidade de remoção imediata.

“Toda vez que chega o período de chuvas, ficamos atormentados, ainda mais porque tivemos problemas graves na cidade no verão de 2011”, afirmou o titular da Pasta, ao relembrar o trágico período no município, que resultou na morte de seis pessoas em deslizamentos de terra e inundações.

As intervenções de contenção de áreas de risco serão realizadas em nove localidades identificadas como prioritárias pelo Plano Municipal de Redução de Risco, elaborado pelo IPT. Receberão trabalhos o Jardim Zaíra, Chácara Maria Aparecida, Vila Real, Jardim Canaã, Jardim Rosina, Jardim Cerqueira Leite e Alto da Boa Vista. Não foi informada previsão para conclusão das obras.

“Esses investimentos apontam saídas importantes não só para este verão, mas para os próximos anos também. É um trabalho que não é visto a olho nu pela população, não dá votos, mas salva vidas. Vamos primeiro tirar as famílias em risco, depois fazer a contenção, revitalização e recuperação das encostas”, disse o prefeito Donisete Braga (PT).

Os moradores que forem retirados de áreas de risco devem ser transferidos para futuras unidades habitacionais que estão sendo construídas por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida, segundo o chefe do Executivo. A previsão é que 120 moradias do Jardim Oratório sejam entregues em dezembro.

SEGUNDA FASE

Esta será a segunda etapa de obras para contenção de áreas de risco financiadas pelo PAC no município. Estão sendo investidos R$ 21 milhões por meio do programa em contenção de encostas à beira do Rio Tamanduateí. Iniciadas em julho de 2012, as intervenções de prevenção contra enchentes e deslizamentos na Vila Magini ficarão prontas apenas no fim de 2014 – um ano após o prazo prometido pelo então prefeito Oswaldo Dias (PT).

Nova sede da Defesa Civil será inaugurada dia 6 no Jardim Zaíra

A nova sede de monitoramento da Defesa Civil de Mauá será inaugurada no dia 6, às 9h. O posto ficará localizado na Avenida Castelo Branco, 1.930, Jardim Zaíra, área cortada pelo Córrego Corumbé, que já transbordou em época de chuvas, e rodeada de grandes morros. O bairro foi determinado pelo prefeito Donisete Braga (PT) como ‘simbolismo’ dos desastres naturais, já que sofreu com as fortes tempestadas durante o verão de 2011.

Ontem, a Defesa Civil apresentou o Plano de Contingências a ser desenvolvido na Operação Chuvas de Verão, que tem vigência para o período de 1° de dezembro a 15 de abril, quando o departamento irá funcionar em plantão 24 horas.

Segundo o diretor da Defesa Civil, Sérgio Moraes de Jesus, foi determinado que, ao registrar quantidade de 50 milímetros acumulados de chuva durante uma hora, deverá ser acionado sinal de alerta na cidade. “Tivemos de reduzir a margem de segurança porque os índices de chuva considerados em outros anos eram mais altos, mas sofremos com alagamentos no Centro e deslizamentos”, disse Moraes. 

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