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Grande ABC tem seguro
mais caro que na Capital

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Alta nos valores é justificada pelo índice de roubos
de carros na região, que cresceu 19,7% neste ano


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

18/11/2013 | 07:25


O seguro de automóveis é cada vez mais essencial para o motorista, seja para se prevenir em caso de roubo do veículo ou de acidentes. O preço desse serviço nas principais cidades do Grande ABC, porém, sai mais caro do que na Zona Sul de São Paulo. Dependendo do município, o valor também é maior do que na Zona Norte e na Baixada Santista.

Simulação realizada pelo Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo) com exclusividade para o Diário mostra que os preços entre bairros de cinco cidades da região variam de R$ 2.183,30 a R$ 2.878,14. Isso considerando um Renault Sandero 1.0, ano 2010, cujo condutor é uma mulher casada, entre 18 e 24 anos, com filho de até 18 anos. Para efeito de comparação, na Zona Sul paulistana o valor cai para R$ 1.909,72.

A principal justificativa para os altos valores são os índices de roubo e furto de veículos nas sete cidades. O Grande ABC foi responsável por 51,3% das ocorrências desse tipo na Região Metropolitana, sem incluir a Capital, registradas nas delegacias do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo).

O número de ocorrências nas sete cidades saltou de 15.430 em 2012 para 18.471 em 2013, considerando os meses de janeiro a setembro – dados mais recentes divulgados pela Secretaria Estadual da Segurança Pública. Aumento de 19,7%.

Na Capital, o crescimento foi de 10,4%, para 73.541 registros e, na Região Metropolitana como um todo, houve alta de 6,4%, com 35.938 queixas.

A cidade que tem a franquia mais em conta é São Caetano, considerando o bairro Vila Gerty (R$ 2.183,30). Na outra ponta, a mais cara é Diadema, no Centro (R$ 2.878,14). O Zaíra I, em Mauá, é o segundo mais caro (R$ 2.805,99), em seguida vem o Rudge Ramos, em São Bernardo (R$ 2.733,15).

“Cada companhia tem as próprias estatísticas internas de roubo de veículos. Em cima desse número, ela vai colocando seus preços, de acordo com o CEP de cada bairro”, explica Arnaldo Odlevati Junior, diretor responsável pelo Sincor-SP na região.

Para Odlevati Junior, o que também contribui para elevar o preço do serviço no Grande ABC são as condições de tráfego. “Há um intenso volume de carros na região. São cidades movimentadas, o que influi no índice de sinistros. Além disso, é fácil o acesso às rotas de fuga, que cruzam os municípios (como a Avenida dos Estados e a Rodovia Anchieta).”

CUIDADOS - O perfil do motorista e das outras pessoas que vão utilizar o carro são fatores que pesam na formação do preço. Por exemplo, quando o segurado tem filhos de 18 anos com habilitação, o valor fica maior do que aquele que possui filhos que não dirigem. A idade do condutor e o sexo também ajudam na oscilação do custo.

“A seguradora enxerga que uma pessoa de 18 anos é diferente de quem tem 50, que é alguém com habilitação há mais tempo e que tem mais cuidados. Ou seja, quanto mais jovem, maior o custo”, afirmou o corretor da Barra Brava Seguradora, de Santo André, Adriano Klerer.

Apesar das diferenças no valor que a informação pode gerar, é essencial que o segurado não omita nenhum dado ao corretor, pois, se isso acontecer, a operadora de seguros pode se negar a pagar por algum dano que venha a acontecer.

“A seguradora não vai buscar artifícios para não pagar quando algo acontece, porém, há uma investigação, e se o cliente mentir, ela acaba descobrindo”, advertiu Klerer.
 



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Grande ABC tem seguro
mais caro que na Capital

Alta nos valores é justificada pelo índice de roubos
de carros na região, que cresceu 19,7% neste ano

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

18/11/2013 | 07:25


O seguro de automóveis é cada vez mais essencial para o motorista, seja para se prevenir em caso de roubo do veículo ou de acidentes. O preço desse serviço nas principais cidades do Grande ABC, porém, sai mais caro do que na Zona Sul de São Paulo. Dependendo do município, o valor também é maior do que na Zona Norte e na Baixada Santista.

Simulação realizada pelo Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo) com exclusividade para o Diário mostra que os preços entre bairros de cinco cidades da região variam de R$ 2.183,30 a R$ 2.878,14. Isso considerando um Renault Sandero 1.0, ano 2010, cujo condutor é uma mulher casada, entre 18 e 24 anos, com filho de até 18 anos. Para efeito de comparação, na Zona Sul paulistana o valor cai para R$ 1.909,72.

A principal justificativa para os altos valores são os índices de roubo e furto de veículos nas sete cidades. O Grande ABC foi responsável por 51,3% das ocorrências desse tipo na Região Metropolitana, sem incluir a Capital, registradas nas delegacias do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo).

O número de ocorrências nas sete cidades saltou de 15.430 em 2012 para 18.471 em 2013, considerando os meses de janeiro a setembro – dados mais recentes divulgados pela Secretaria Estadual da Segurança Pública. Aumento de 19,7%.

Na Capital, o crescimento foi de 10,4%, para 73.541 registros e, na Região Metropolitana como um todo, houve alta de 6,4%, com 35.938 queixas.

A cidade que tem a franquia mais em conta é São Caetano, considerando o bairro Vila Gerty (R$ 2.183,30). Na outra ponta, a mais cara é Diadema, no Centro (R$ 2.878,14). O Zaíra I, em Mauá, é o segundo mais caro (R$ 2.805,99), em seguida vem o Rudge Ramos, em São Bernardo (R$ 2.733,15).

“Cada companhia tem as próprias estatísticas internas de roubo de veículos. Em cima desse número, ela vai colocando seus preços, de acordo com o CEP de cada bairro”, explica Arnaldo Odlevati Junior, diretor responsável pelo Sincor-SP na região.

Para Odlevati Junior, o que também contribui para elevar o preço do serviço no Grande ABC são as condições de tráfego. “Há um intenso volume de carros na região. São cidades movimentadas, o que influi no índice de sinistros. Além disso, é fácil o acesso às rotas de fuga, que cruzam os municípios (como a Avenida dos Estados e a Rodovia Anchieta).”

CUIDADOS - O perfil do motorista e das outras pessoas que vão utilizar o carro são fatores que pesam na formação do preço. Por exemplo, quando o segurado tem filhos de 18 anos com habilitação, o valor fica maior do que aquele que possui filhos que não dirigem. A idade do condutor e o sexo também ajudam na oscilação do custo.

“A seguradora enxerga que uma pessoa de 18 anos é diferente de quem tem 50, que é alguém com habilitação há mais tempo e que tem mais cuidados. Ou seja, quanto mais jovem, maior o custo”, afirmou o corretor da Barra Brava Seguradora, de Santo André, Adriano Klerer.

Apesar das diferenças no valor que a informação pode gerar, é essencial que o segurado não omita nenhum dado ao corretor, pois, se isso acontecer, a operadora de seguros pode se negar a pagar por algum dano que venha a acontecer.

“A seguradora não vai buscar artifícios para não pagar quando algo acontece, porém, há uma investigação, e se o cliente mentir, ela acaba descobrindo”, advertiu Klerer.
 

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