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UBS inacabada
oferece risco de dengue

Andréa Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Obra largada no Jardim Campanário fica ao lado de
escola de Educação Infantil; há água parada no local


Guilherme Monfardini
Do Diário do Grande ABC

18/11/2013 | 07:00


Com o verão e o calor chegando, moradores do Jardim Campanário, em Diadema, temem epidemia de dengue no bairro. Isso porque as obras da UBS (Unidade Básica de Saúde) Campanário, paralisadas desde o fim do ano passado, deram lugar a criadouro do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença.

A equipe do Diário esteve no local e constatou quantidade muito grande de água parada. “O poço do elevador, que tem quase dois metros, está cheio de água, e não é só aqui não. Em outra sala, o mesmo problema se repete”, salientou o ajudante de obras Gerival dos Santos de Oliveira, 65 anos.

Além da água parada, há bastante entulho. “Encontramos aranhas, baratas e mosquitos. Aliás, uma pessoa aqui do bairro já teve dengue também”, afirmou o vizinho José Pereira.

O risco é ainda maior porque bem ao lado da futura UBS fica a Escola Municipal de Educação Básica Eva Maria dos Santos. Lá, são atendidas 200 crianças de zero a 3 anos. “Recebemos reclamação de um pai de aluno na semana passada, e já encaminhamos para a Prefeitura”, disse a diretora Ana Cláudia Gonzáles de Araújo.

Segundo os moradores, o local ainda corre risco de desabar. “A sustentação daqui é feita com madeiras, e algumas estão ruins. Outro problema é a quantidade de crianças que invadem o lugar para brincar. Elas até sobem nos ferros. Isso não tem segurança nenhuma”, alertou Oliveira.

A dona de casa Nathália Machado da Silva, 24, também tem medo dos bichos que podem ser encontrados lá. “Sai cada rato que mais parece um gato de tão grande”, disse.

Já o químico Gilmar Ferreira Marques, 43, fica apreensivo com a água parada. “Podemos ter um surto de dengue. Eu e outros comerciantes propusemos comprar uma bomba para tirar a água e a Prefeitura arca com o custo da eletricidade, mas eles não falaram mais nada sobre isso”, lamentou Marques.

A administração comunicou que a obra é feita com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e é necessário que tanto os valores liberados pela Caixa Econômica Federal como o repasse do município estejam em dia para ter continuidade. Porém, a gestão anterior não teria realizado o pagamento, causando a paralisação. Agora, a obra passou por avaliação da gestão atual, foi readequada física e financeiramente e tem previsão de reinício na semana que vem. Por fim, a Prefeitura esclarece que vai acionar o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) para vistoriar o local.
 



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UBS inacabada
oferece risco de dengue

Obra largada no Jardim Campanário fica ao lado de
escola de Educação Infantil; há água parada no local

Guilherme Monfardini
Do Diário do Grande ABC

18/11/2013 | 07:00


Com o verão e o calor chegando, moradores do Jardim Campanário, em Diadema, temem epidemia de dengue no bairro. Isso porque as obras da UBS (Unidade Básica de Saúde) Campanário, paralisadas desde o fim do ano passado, deram lugar a criadouro do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença.

A equipe do Diário esteve no local e constatou quantidade muito grande de água parada. “O poço do elevador, que tem quase dois metros, está cheio de água, e não é só aqui não. Em outra sala, o mesmo problema se repete”, salientou o ajudante de obras Gerival dos Santos de Oliveira, 65 anos.

Além da água parada, há bastante entulho. “Encontramos aranhas, baratas e mosquitos. Aliás, uma pessoa aqui do bairro já teve dengue também”, afirmou o vizinho José Pereira.

O risco é ainda maior porque bem ao lado da futura UBS fica a Escola Municipal de Educação Básica Eva Maria dos Santos. Lá, são atendidas 200 crianças de zero a 3 anos. “Recebemos reclamação de um pai de aluno na semana passada, e já encaminhamos para a Prefeitura”, disse a diretora Ana Cláudia Gonzáles de Araújo.

Segundo os moradores, o local ainda corre risco de desabar. “A sustentação daqui é feita com madeiras, e algumas estão ruins. Outro problema é a quantidade de crianças que invadem o lugar para brincar. Elas até sobem nos ferros. Isso não tem segurança nenhuma”, alertou Oliveira.

A dona de casa Nathália Machado da Silva, 24, também tem medo dos bichos que podem ser encontrados lá. “Sai cada rato que mais parece um gato de tão grande”, disse.

Já o químico Gilmar Ferreira Marques, 43, fica apreensivo com a água parada. “Podemos ter um surto de dengue. Eu e outros comerciantes propusemos comprar uma bomba para tirar a água e a Prefeitura arca com o custo da eletricidade, mas eles não falaram mais nada sobre isso”, lamentou Marques.

A administração comunicou que a obra é feita com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e é necessário que tanto os valores liberados pela Caixa Econômica Federal como o repasse do município estejam em dia para ter continuidade. Porém, a gestão anterior não teria realizado o pagamento, causando a paralisação. Agora, a obra passou por avaliação da gestão atual, foi readequada física e financeiramente e tem previsão de reinício na semana que vem. Por fim, a Prefeitura esclarece que vai acionar o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) para vistoriar o local.
 

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