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Sto.André finaliza compra
de área ocupada neste ano

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Terreno no Jardim do Estádio foi cercado pelo
proprietário ontem, data da reintegração de posse


Cadu Proieti

14/11/2013 | 07:00


 A Prefeitura de Santo André promete efetivar a compra do terreno ocupado por um ano e oito meses pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) no início de dezembro. A área, localizada no Jardim do Estádio, pertence ao empresário Flavio Barone Pereira, que entrou com pedido de reintegração de posse na Justiça.

Amanhã haverá reunião técnica entre os advogados do dono do espaço, representantes da Caixa Econômica Federal e da administração municipal para acertar questões relacionadas à divisão da área e à opção de venda do terreno pelo proprietário para o movimento. Ainda não há definição sobre o valor do espaço.

A previsão é que o local se transforme em condomínio com 920 unidades habitacionais, divididas em três edifícios. O projeto seria viabilizado pelos programas Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, e Casa Paulista, do Estado. Parte das unidades habitacionais atenderia aos ativistas e o restante seria utilizada para beneficiar famílias inscritas nos programas habitacionais do município.

Após acordo entre as partes e a garantia de que os ocupantes receberão bolsa-aluguel para sair do espaço, o grupo deixou o local na segunda-feira. Ontem, quando a Justiça determinou a reintegração de posse da área, o terreno, já desocupado e contendo apenas restos de barracos, foi fechado com pilares e arame farpado pelo dono. Duas retroescavadeiras fizeram a limpeza parcial da terra durante o dia.

De acordo com a Prefeitura, 204 famílias foram cadastradas para receber o benefício do aluguel social até o fechamento desta edição. Está acordado o pagamento mensal para 209 beneficiários.

O bolsa-aluguel será de R$ 465 mensais até que os moradores sejam contemplados com unidade habitacional a ser construída no próprio terreno. O governo estadual ficará responsável pelo pagamento mensal de 100 aluguéis e a Prefeitura irá arcar com o restante – 109 benefícios.

 

HISTÓRICO

 

A invasão do terreno ocorreu em março do ano passado. A ocupação chegou a abrigar 1.000 famílias e outras 400 cadastradas em lista de espera.

Diante do longo impasse sobre a destinação da área para moradias populares, muitos desistiram e abandonaram o assentamento. Em agosto, um homem morreu carbonizado em incêndio dentro do acampamento.

 

Sem aluguel, ativistas se alojam em quadra de escola de samba

 

Para receber o bolsa-aluguel, os integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) devem apresentar contrato de locação na Prefeitura para ter o benefício liberado. Os que ainda não conseguiram lugar para morar foram encaminhados para alojamento oferecido pela administração municipal. O local escolhido foi um espaço dentro da quadra da Escola de Samba Lírios de Ouro, na Vila Vitória.

O Diário encontrou sete pessoas ali. Os antigos moradores do acampamento estão acolhidos em estruturas improvisadas. Cada família separou seu espaço com lona. O banheiro da quadra foi disponibilizado e rede elétrica instalada para os militantes. Eles estão dormindo em colchões no chão.

 “Está bom. É melhor do que ficar na rua, debaixo da ponte. Aqui, pelo menos, não precisamos pisar no barro e na terra”, disse Wagner dos Santos, 22 anos.

Como o bolsa-aluguel só será liberado no dia 22, as famílias estão encontrando dificuldades para alugar um imóvel, já que os locadores pedem pagamento adiantado.



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Sto.André finaliza compra
de área ocupada neste ano

Terreno no Jardim do Estádio foi cercado pelo
proprietário ontem, data da reintegração de posse

Cadu Proieti

14/11/2013 | 07:00


 A Prefeitura de Santo André promete efetivar a compra do terreno ocupado por um ano e oito meses pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) no início de dezembro. A área, localizada no Jardim do Estádio, pertence ao empresário Flavio Barone Pereira, que entrou com pedido de reintegração de posse na Justiça.

Amanhã haverá reunião técnica entre os advogados do dono do espaço, representantes da Caixa Econômica Federal e da administração municipal para acertar questões relacionadas à divisão da área e à opção de venda do terreno pelo proprietário para o movimento. Ainda não há definição sobre o valor do espaço.

A previsão é que o local se transforme em condomínio com 920 unidades habitacionais, divididas em três edifícios. O projeto seria viabilizado pelos programas Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, e Casa Paulista, do Estado. Parte das unidades habitacionais atenderia aos ativistas e o restante seria utilizada para beneficiar famílias inscritas nos programas habitacionais do município.

Após acordo entre as partes e a garantia de que os ocupantes receberão bolsa-aluguel para sair do espaço, o grupo deixou o local na segunda-feira. Ontem, quando a Justiça determinou a reintegração de posse da área, o terreno, já desocupado e contendo apenas restos de barracos, foi fechado com pilares e arame farpado pelo dono. Duas retroescavadeiras fizeram a limpeza parcial da terra durante o dia.

De acordo com a Prefeitura, 204 famílias foram cadastradas para receber o benefício do aluguel social até o fechamento desta edição. Está acordado o pagamento mensal para 209 beneficiários.

O bolsa-aluguel será de R$ 465 mensais até que os moradores sejam contemplados com unidade habitacional a ser construída no próprio terreno. O governo estadual ficará responsável pelo pagamento mensal de 100 aluguéis e a Prefeitura irá arcar com o restante – 109 benefícios.

 

HISTÓRICO

 

A invasão do terreno ocorreu em março do ano passado. A ocupação chegou a abrigar 1.000 famílias e outras 400 cadastradas em lista de espera.

Diante do longo impasse sobre a destinação da área para moradias populares, muitos desistiram e abandonaram o assentamento. Em agosto, um homem morreu carbonizado em incêndio dentro do acampamento.

 

Sem aluguel, ativistas se alojam em quadra de escola de samba

 

Para receber o bolsa-aluguel, os integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) devem apresentar contrato de locação na Prefeitura para ter o benefício liberado. Os que ainda não conseguiram lugar para morar foram encaminhados para alojamento oferecido pela administração municipal. O local escolhido foi um espaço dentro da quadra da Escola de Samba Lírios de Ouro, na Vila Vitória.

O Diário encontrou sete pessoas ali. Os antigos moradores do acampamento estão acolhidos em estruturas improvisadas. Cada família separou seu espaço com lona. O banheiro da quadra foi disponibilizado e rede elétrica instalada para os militantes. Eles estão dormindo em colchões no chão.

 “Está bom. É melhor do que ficar na rua, debaixo da ponte. Aqui, pelo menos, não precisamos pisar no barro e na terra”, disse Wagner dos Santos, 22 anos.

Como o bolsa-aluguel só será liberado no dia 22, as famílias estão encontrando dificuldades para alugar um imóvel, já que os locadores pedem pagamento adiantado.

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