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Médicos cubanos trazem
experiência para a região

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ações humanitárias em várias partes do mundo
integram currículo de profissionais de Cuba


Cadu Proieti
Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

02/11/2013 | 07:00


Os médicos cubanos que foram apresentados ontem, sete em Santo André, sete em São Bernardo e três em Ribeirão Pires, querem usar a experiência adquirida em países da América Latina na região. A maioria deles participou de ações humanitárias de Saúde em outras nações que necessitavam de reforço médico. Os profissionais de Cuba começam a atuar a partir de quinta-feira, por meio do programa Mais Médicos, do governo federal, que também traz clínicos a Mauá (seis) e Rio Grande da Serra (um).

O especialista em Medicina Familiar, Oftalmologia e Medicina Geral Integral Luis Manuel Rojas Clemente, 42 anos, passou por Venezuela, Guatemala e Honduras. Ele irá trabalhar nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da periferia de São Bernardo.

“A situação da Saúde nesses países é muito similar à daqui. A expectativa é dar nosso melhor para a população carente brasileira. Temos experiência na promoção da prevenção de doenças. É isso que queremos trazer para o Brasil”, declarou o médico estrangeiro.

De acordo com o profissional, em Cuba é comum a cultura de ações humanitárias em outros países na área da Saúde. “Minha família está acostumada com esse trabalho. Tenho uma filha de 21 anos que está estudando Odontologia no 4º ano da universidade de Havana e sabe que isso é normal. Quando comecei a estudar, meus pais já sabiam que fazia parte do meu trabalho percorrer outros países pelo mundo. Trabalhei por cerca de oito anos fora da minha terra natal. Tenho saudades, mas nos falamos por telefone e internet, que também facilita muito.”

Sobre o Brasil, Clemente disse conhecer os programas televisivos e o esporte que é a paixão nacional. “Mulheres, filhos e as senhoras de Cuba adoram as novelas brasileiras. O cinema daqui também é muito bom. A cultura do Brasil é bastante conhecida em nosso país, como o samba e o futebol”, disse o médico, que citou Pelé, Sócrates e Zico, além das novelas A Escrava Isaura e Avenida Brasil, ambas produzidas pela Rede Globo.

Em Santo André, a expectativa dos cubanos também era grande. Pilar Edmee Palomo Pozo, 44, médica formada desde 1992, já trabalhou seis anos na Venezuela e três meses no Paquistão, onde prestou auxílio após um terremoto atingir o país.

“Somos missionários da Saúde”, disse Pilar. “Quando surgiu a oportunidade, não pensei duas vezes. Estou muito contente, o povo brasileiro é acolhedor.”

A médica garante que não terá problemas de adaptação em sua atuação na unidades andreense do bairro Utinga. “Fiz um trabalho semelhante na Venezuela. Ser médica de família é minha especialidade, é o trabalho que sei fazer melhor.”

Os médicos estrangeiros passam, desde o dia 8, por um processo de integração em um hotel fazenda em Águas de São Pedro, cidade a 187 quilômetros da Capital. Eles começam a trabalhar na rede municipal andreense a partir de quinta-feira. Até lá, visitarão os locais e conhecerão a rotina. 



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Médicos cubanos trazem
experiência para a região

Ações humanitárias em várias partes do mundo
integram currículo de profissionais de Cuba

Cadu Proieti
Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

02/11/2013 | 07:00


Os médicos cubanos que foram apresentados ontem, sete em Santo André, sete em São Bernardo e três em Ribeirão Pires, querem usar a experiência adquirida em países da América Latina na região. A maioria deles participou de ações humanitárias de Saúde em outras nações que necessitavam de reforço médico. Os profissionais de Cuba começam a atuar a partir de quinta-feira, por meio do programa Mais Médicos, do governo federal, que também traz clínicos a Mauá (seis) e Rio Grande da Serra (um).

O especialista em Medicina Familiar, Oftalmologia e Medicina Geral Integral Luis Manuel Rojas Clemente, 42 anos, passou por Venezuela, Guatemala e Honduras. Ele irá trabalhar nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da periferia de São Bernardo.

“A situação da Saúde nesses países é muito similar à daqui. A expectativa é dar nosso melhor para a população carente brasileira. Temos experiência na promoção da prevenção de doenças. É isso que queremos trazer para o Brasil”, declarou o médico estrangeiro.

De acordo com o profissional, em Cuba é comum a cultura de ações humanitárias em outros países na área da Saúde. “Minha família está acostumada com esse trabalho. Tenho uma filha de 21 anos que está estudando Odontologia no 4º ano da universidade de Havana e sabe que isso é normal. Quando comecei a estudar, meus pais já sabiam que fazia parte do meu trabalho percorrer outros países pelo mundo. Trabalhei por cerca de oito anos fora da minha terra natal. Tenho saudades, mas nos falamos por telefone e internet, que também facilita muito.”

Sobre o Brasil, Clemente disse conhecer os programas televisivos e o esporte que é a paixão nacional. “Mulheres, filhos e as senhoras de Cuba adoram as novelas brasileiras. O cinema daqui também é muito bom. A cultura do Brasil é bastante conhecida em nosso país, como o samba e o futebol”, disse o médico, que citou Pelé, Sócrates e Zico, além das novelas A Escrava Isaura e Avenida Brasil, ambas produzidas pela Rede Globo.

Em Santo André, a expectativa dos cubanos também era grande. Pilar Edmee Palomo Pozo, 44, médica formada desde 1992, já trabalhou seis anos na Venezuela e três meses no Paquistão, onde prestou auxílio após um terremoto atingir o país.

“Somos missionários da Saúde”, disse Pilar. “Quando surgiu a oportunidade, não pensei duas vezes. Estou muito contente, o povo brasileiro é acolhedor.”

A médica garante que não terá problemas de adaptação em sua atuação na unidades andreense do bairro Utinga. “Fiz um trabalho semelhante na Venezuela. Ser médica de família é minha especialidade, é o trabalho que sei fazer melhor.”

Os médicos estrangeiros passam, desde o dia 8, por um processo de integração em um hotel fazenda em Águas de São Pedro, cidade a 187 quilômetros da Capital. Eles começam a trabalhar na rede municipal andreense a partir de quinta-feira. Até lá, visitarão os locais e conhecerão a rotina. 

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