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Mário Covas estuda
entregar remédio em casa

Andréa Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Objetivo é diminuir superlotação da Farmácia de
Alto Custo; o sistema deve ser adotado em 2014


Fabio Munhoz

29/10/2013 | 07:00


 Para diminuir a superlotação da Farmácia de Alto Custo do Hospital Mário Covas, a direção da unidade estuda entregar remédios a parte dos pacientes cadastrados pelo correio. Atualmente, cerca de 25 mil atendimentos são feitos mensalmente no local. A demora é uma das principais reclamações dos usuários, que chegam a esperar até três horas para retirar o medicamento.

O superintendente do hospital, Desiré Callegari, acredita que o serviço será iniciado apenas no segundo semestre de 2014. A demora se deve às análises de demanda e método de envio. A primeira estimativa é de que 30% dos cadastrados possa receber a medicação em casa. Isso equivale a cerca de 450 pessoas por dia.

Callegari afirma que poderão ser contemplados com o novo sistema pacientes com doenças crônicas, que, portanto, já conhecem as instruções de horários e dosagem. “Vamos entregar para quem tem hipertensão, diabetes e outros problemas mais tranquilos.” No caso de prescrições mais complexas, o recolhimento continuará a ser feito na unidade. Para evitar fraudes, será preciso desenvolver método para verificar que o beneficiário ainda faz uso da substância recebida.

Outra melhoria será a ampliação da área de espera da farmácia, que deverá ser entregue no dia 20 de novembro, data do aniversário de 12 anos do hospital. “Muitas vezes, os pacientes aguardam (atendimento) no sol, na chuva. Esse espaço tem cobertura e climatização, para dar mais conforto e qualidade”, explica o superintendente. O setor conta com 19 guichês de entrega.

Ao lado do secretário estadual de Saúde, David Uip, Callegari entregou ontem a ampliação e remodelação da Central de Materiais e Esterilização do hospital. O superintendente afirma que os novos equipamentos usados no local oferecem mais eficácia e rapidez na descontaminação de instrumentos. A reestruturação do departamento demandou aplicação de aproximadamente R$ 700 mil.

PRONTO-SOCORRO

Até o fim do ano, o pronto-socorro da unidade também deverá receber novos equipamentos. O investimento, de R$ 6,5 milhões, será feito pelo governo federal, por meio do programa QualiSUS. Está prevista, inclusive, a compra de um tomógrafo. Callegari acrescenta que os materiais já estão sendo licitados. O objetivo da compra, diz o superintendente, é adequar a rede de urgência e emergência do hospital.

O Hospital Mário Covas aguarda homologação por parte da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para inaugurar heliponto na unidade. O superintendente Desiré Callegari, afirmou ontem que planeja inaugurar o terminal no dia 20 de novembro, data do aniversário de 12 anos da unidade.

 “A abertura irá agilizar o socorro. Hoje, muitos pacientes vêm de helicóptero, mas (a aeronave) pousa no pátio. O transporte até a unidade cirúrgica é muito extenso. Do heliponto, é só descer o elevador e já está praticamente dentro do centro cirúrgico”, explica Callegari. Esse ganho de tempo, segundo o médico, pode salvar vidas em casos de emergência.

O secretário estadual de Saúde, David Uip, afirmou que, após a entrega do Hospital de Clínicas de São Bernardo, prevista para dezembro, será preciso reformular a rede de atendimento do Grande ABC. “Está claro para todos nós que vai ter que haver um entrosamento entre todos os aparelhos de Saúde da região”, informa.

Uip, que faz parte do corpo docente da Faculdade de Medicina do ABC, salienta que, após a inauguração, a região pode se tornar referência estadual na gestão da rede pública de Saúde. 



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