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Metalúrgicos de Santo André e Mauá aprovam reajuste de 8%

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Salários serão corrigidos a partir de janeiro; data base da categoria é 1º de novembro


Tauana Marin
do Diário

26/10/2013 | 07:00


 A campanha salarial dos metalúrgicos de Santo André e Mauá chegou ao fim. Na tarde de ontem, a categoria – representada por cerca de 120 trabalhadores na assembleia – votou, por unanimidade, pela aprovação da proposta patronal: 8% de aumento sobre os salários, mais abonos. “É uma grande conquista. Não precisamos cruzar os braços para negociar. Desde 2004 os trabalhadores têm conseguido aumento real e, neste ano, não foi diferente”, comemora o diretor administrativo e financeiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Adilson Torres Santos, o Sapão.

Segundo o sindicalista, a discussão entre a bancada dos trabalhadores e dos empresários teve como base o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). “Como o índice de outubro ainda não está fechado, levamos em consideração a estimativa do mercado, que é de 5,4%, aproximadamente, para o período. Sendo assim, o aumento real fica em torno dos 2,5%”, explica Sapão.

Apesar de o reajuste ser o mesmo para todos os setores que compõem a base sindical, o pagamento será feito de forma diferenciada. Nas autopeças e empresas de fundição, o aumento passa a vigorar em 1º de janeiro. Já para as demais categorias (Grupo 3, Grupo 2, Grupo 10 e Estamparia), serão aplicados 7,5% em janeiro e mais 0,5% a partir de fevereiro.

Além da correção sobre os rendimentos, foram negociados os abonos. O percentual varia, entre as companhias da base, de 20% a 22% do valor dos salários. Conforme o documento que será assinado, o pagamento do bônus também será dividido entre este ano e o início de 2014. “Nas empresas maiores as negociações não acabaram. Vamos tentar um abono melhor para os trabalhadores, mas, neste caso, cada empresa tem suas particularidades”, adianta o dirigente sindical.

COMPARAÇÃO

Durante a assembleia, representantes do sindicato deram o exemplo de outras categorias que conquistaram o mesmo índice a custo de mobilizações e greves. “Os bancários e o pessoal que trabalha nos Correios tiveram que cruzar os braços para fechar acordo. O que é muito válido, mas nós conseguimos sem ter que fazer paralisações, o que será mais difícil nas pequenas empresas, que é nossa grande base”, disse o secretário-geral da entidade, Sivaldo da Silva Pereira, o Espirro.

A base do sindicato representa 25 mil trabalhadores e soma um pouco mais de 1.000 empresas entre os dois municípios. As autopeças somam a maior fatia das companhias da base sindical. “A grande parcela das nossas negociações é com empresas de até 100 colaboradores”, esclarece Espirro.

A Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo foi o órgão responsável pelas negociações. A data-base da categoria é em 1º de novembro.

 

Químicos adiam reunião para segunda; encontro definirá ato

O Sindicato dos Químicos do ABC adiou a reunião que estava programada para ontem. O objetivo do encontro era definir a estratégia da campanha salarial – o que inclui possíveis paralisações nas maiores empresas do setor. A nova data ficou para segunda-feira, logo pela manhã.

A base da região responde por 40 mil trabalhadores, divididos entre os setores químico, petroquímico, plástico, tintas e vernizes, resinas sintéticas e colas e de explosivo. A data base é em 1º de novembro.

Neste ano, a categoria pleiteia reajuste salarial de 13% (somadas perdas salariais e aumento real); redução da jornada de trabalho, com sábados e domingos livres; licença-maternidade de 180 dias (passando de quatro para seis meses); cesta básica gratuita (valor base de junho, calculada pelo Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – em São Paulo, de R$ 340,46) e aumento nos pisos salariais para R$ 1.550 (hoje, a base está em R$ 1.073,60 para empresas com mais de 50 trabalhadores e em R$ 1.056,44 para companhias com até 50 colaboradores).

Quem coordena as negociações é a Fetquim (Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT do Estado de São Paulo).



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