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No PR, tucano já negocia abertura de palanque a Campos



18/10/2013 | 08:02


Dirigentes tucanos do Paraná e aliados do governador Beto Richa (PSDB) admitem que não terão como impedir o uso de sua imagem ao lado do provável candidato do PSB à Presidência, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que deve ser o adversário do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) na disputa presidencial do ano que vem.

Os limites da campanha regional casada foram discutidos em reunião das bancadas tucanas no Congresso em Brasília, na quarta-feira, 16. A cúpula nacional do PSDB quer impor limites à dobradinha de governadores tucanos com o presidenciável do PSB. Pessoas próximas a Richa afirmam que ele não vai aparecer com Campos no mesmo palanque físico, mas que nada podem fazer sobre uso da imagem do tucano em banners, santinhos ou mesmo na TV.

O núcleo político de Aécio definiu que o palanque duplo não pode se estender à divulgação da imagem de tucanos ao lado de Campos. "Alguns militantes do PSB estão muito excitados com essa aliança com a Marina, mas não haverá miscigenação de candidaturas nos Estados. Será cada macaco no seu galho", disse o senador Cássio Cunha Lima (PB).

Para o líder no PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio, que integra a linha de frente do grupo de Aécio Neves, existe um erro no conceito de palanque duplo. O deputado cita como exemplo a situação dos dois partidos em São Paulo. "É evidente que Geraldo Alckmin não vai participar de um comício com Eduardo Campos. O uso da imagem dele nos materiais do PSB foge à lógica política", afirmou o parlamentar.

No Paraná, o PSDB e o PSB são aliados históricos. Embora a aliança entre eles ainda não esteja formalmente fechada, tanto tucanos quanto dirigentes do PSB afirmaram que ela é "inevitável" e deve se manter em 2014. "É um partido que sempre conosco. Estaremos juntos de novo, com certeza", disse o secretário-geral do PSDB no Paraná, o deputado Ademar Traiano.

Desde o início das negociações pela manutenção do partido no arco de alianças de Richa, o PSB exigiu como contrapartida a abertura do palanque a Eduardo Campos no Estado. "Defendemos a candidatura de Richa desde que ele dê palanque para Campos no Paraná", afirmou o presidente do PSB-PR, Severino Araújo. Segundo ele, o partido ainda discutirá se a postura do PSDB é suficiente para selar a aliança. O assunto deve retomado em novembro, quando Campos visitará Curitiba. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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No PR, tucano já negocia abertura de palanque a Campos


18/10/2013 | 08:02


Dirigentes tucanos do Paraná e aliados do governador Beto Richa (PSDB) admitem que não terão como impedir o uso de sua imagem ao lado do provável candidato do PSB à Presidência, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que deve ser o adversário do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) na disputa presidencial do ano que vem.

Os limites da campanha regional casada foram discutidos em reunião das bancadas tucanas no Congresso em Brasília, na quarta-feira, 16. A cúpula nacional do PSDB quer impor limites à dobradinha de governadores tucanos com o presidenciável do PSB. Pessoas próximas a Richa afirmam que ele não vai aparecer com Campos no mesmo palanque físico, mas que nada podem fazer sobre uso da imagem do tucano em banners, santinhos ou mesmo na TV.

O núcleo político de Aécio definiu que o palanque duplo não pode se estender à divulgação da imagem de tucanos ao lado de Campos. "Alguns militantes do PSB estão muito excitados com essa aliança com a Marina, mas não haverá miscigenação de candidaturas nos Estados. Será cada macaco no seu galho", disse o senador Cássio Cunha Lima (PB).

Para o líder no PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio, que integra a linha de frente do grupo de Aécio Neves, existe um erro no conceito de palanque duplo. O deputado cita como exemplo a situação dos dois partidos em São Paulo. "É evidente que Geraldo Alckmin não vai participar de um comício com Eduardo Campos. O uso da imagem dele nos materiais do PSB foge à lógica política", afirmou o parlamentar.

No Paraná, o PSDB e o PSB são aliados históricos. Embora a aliança entre eles ainda não esteja formalmente fechada, tanto tucanos quanto dirigentes do PSB afirmaram que ela é "inevitável" e deve se manter em 2014. "É um partido que sempre conosco. Estaremos juntos de novo, com certeza", disse o secretário-geral do PSDB no Paraná, o deputado Ademar Traiano.

Desde o início das negociações pela manutenção do partido no arco de alianças de Richa, o PSB exigiu como contrapartida a abertura do palanque a Eduardo Campos no Estado. "Defendemos a candidatura de Richa desde que ele dê palanque para Campos no Paraná", afirmou o presidente do PSB-PR, Severino Araújo. Segundo ele, o partido ainda discutirá se a postura do PSDB é suficiente para selar a aliança. O assunto deve retomado em novembro, quando Campos visitará Curitiba. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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