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Grupo Paranapanema investe em R$ 450 milhões no Grande ABC

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fabricante de tubos de cobre inaugura unidade em Santo André
e moderniza a produção


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

18/10/2013 | 07:18


O grupo Paranapanema inaugurou ontem pela manhã uma moderna fábrica de tubos de cobre no bairro Utinga, em Santo André, com investimento de R$ 150 milhões, e anunciou que fará aporte adicional de R$ 300 milhões para a atualização do complexo fabril no local até 2015, totalizando R$ 450 milhões.

A nova fábrica vai dobrar a capacidade de produção de tubos sem costura para 36 mil toneladas por ano. Isso graças à tecnologia de última geração chamada Cast & Roll (em inglês, em tradução literal, lançar e rolar), que permite um rendimento mais alto do que a tecnologia convencional, com melhor aproveitamento da matéria-prima.

A inauguração e também os recursos adicionais são parte do plano de expansão da companhia, cujo montante é de R$ 1,2 bilhão, que será completado nos próximos dois anos.

Segundo o presidente interino da companhia, Edson Machado Monteiro, a intenção é, nos próximos anos, desativar a planta fabril de Capuava, localizada no mesmo município, e que fabricava o item sem costura, entre outros, com quadro de 320 funcionários. Esses empregados deverão ser deslocados gradualmente para a atividade em Utinga. Atualmente, esta última planta conta com 850 funcionários diretos. Ainda não há data para que o fechamento ocorra.

Em Capuava, a companhia, por ora, vai seguir produzindo tubos retos para a construção civil. Monteiro assinala que nesse local o maquinário é antigo e de baixa produtividade. A concentração do processo produtivo em um único espaço deve ajudar a empresa a obter ganhos de logística e a reduzir custos.

NOVOS MERCADOS - Com a nova fábrica, a companhia ampliará a produção e poderá fortalecer sua atuação em mercado no qual tinha participação pequena até agora: a área de ar-condicionado e refrigeração, que possui muitos fabricantes na Zona Franca de Manaus.

Até agora, os tubos que fabricava só tinham condições de atender 5% da demanda desse segmento. Agora, terá capacidade técnica para suprir até 100%. Isso porque o novo processo fabril permite fazer tubos de parede fina, que favorecem a troca de calor, explica Monteiro. “Nosso grande alvo é o mercado da Zona Franca”, afirma. Com isso, a intenção é tirar mercado do material importado utilizado por esses fabricantes de equipamentos de refrigeração.

A empresa tem boas perspectivas de ampliar vendas com o fornecimento para esse segmento e para o ramo de equipamentos de energia solar, que consomem juntos, no País, cerca de 1.000 toneladas por mês desses itens, segundo o diretor de unidade de negócios da companhia, Miguel Angel de Carvalho.

Governo estuda isenção de ICMS

Além de contar com financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) para a montagem da nova fábrica, o grupo Paranapanema conversa com o governo estadual para obter a retirada do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) interestadual sobre a sucata de cobre.

“Estamos estudando zerar o ICMS da sucata”, afirmou, ontem, o governador Geraldo Alckmin, durante o evento de inauguração da fábrica de tubos sem costura da fabricante em Santo André.

Uma dificuldade no segmento em São Paulo é a informalidade. Muitos sucateiros coletam o material em território paulista, mas o vendem com nota fiscal de outros Estados, e se beneficiam de acréscimo referente à cobrança de ICMS interestadual, que gira entre 7% e 12%. Com isso, as empresas de São Paulo adquirem o material com preço inflado.

“Estamos na luta para combater a informalidade”, afirma Edson Monteiro, presidente interino da Paranapanema.

O diretor Miguel Angelo de Carvalho explica que a sucata custa 92% do valor do produto na bolsa londrina, onde está cotado a US$ 7.200 a tonelada. Isso equivale a US$ 6,600 que, em reais, são R$ 14,5 mil (com o dólar cotado a R$ 2,19). Com 12% do tributo, há acréscimo de R$ 1.700 no preço.

VENDAS - A empresa, que fornece tubos de cobre para 70% do mercado da construção civil em toda a América do Sul, registrou R$ 2,56 bilhões de faturamento no primeiro semestre.



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Grupo Paranapanema investe em R$ 450 milhões no Grande ABC

Fabricante de tubos de cobre inaugura unidade em Santo André
e moderniza a produção

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

18/10/2013 | 07:18


O grupo Paranapanema inaugurou ontem pela manhã uma moderna fábrica de tubos de cobre no bairro Utinga, em Santo André, com investimento de R$ 150 milhões, e anunciou que fará aporte adicional de R$ 300 milhões para a atualização do complexo fabril no local até 2015, totalizando R$ 450 milhões.

A nova fábrica vai dobrar a capacidade de produção de tubos sem costura para 36 mil toneladas por ano. Isso graças à tecnologia de última geração chamada Cast & Roll (em inglês, em tradução literal, lançar e rolar), que permite um rendimento mais alto do que a tecnologia convencional, com melhor aproveitamento da matéria-prima.

A inauguração e também os recursos adicionais são parte do plano de expansão da companhia, cujo montante é de R$ 1,2 bilhão, que será completado nos próximos dois anos.

Segundo o presidente interino da companhia, Edson Machado Monteiro, a intenção é, nos próximos anos, desativar a planta fabril de Capuava, localizada no mesmo município, e que fabricava o item sem costura, entre outros, com quadro de 320 funcionários. Esses empregados deverão ser deslocados gradualmente para a atividade em Utinga. Atualmente, esta última planta conta com 850 funcionários diretos. Ainda não há data para que o fechamento ocorra.

Em Capuava, a companhia, por ora, vai seguir produzindo tubos retos para a construção civil. Monteiro assinala que nesse local o maquinário é antigo e de baixa produtividade. A concentração do processo produtivo em um único espaço deve ajudar a empresa a obter ganhos de logística e a reduzir custos.

NOVOS MERCADOS - Com a nova fábrica, a companhia ampliará a produção e poderá fortalecer sua atuação em mercado no qual tinha participação pequena até agora: a área de ar-condicionado e refrigeração, que possui muitos fabricantes na Zona Franca de Manaus.

Até agora, os tubos que fabricava só tinham condições de atender 5% da demanda desse segmento. Agora, terá capacidade técnica para suprir até 100%. Isso porque o novo processo fabril permite fazer tubos de parede fina, que favorecem a troca de calor, explica Monteiro. “Nosso grande alvo é o mercado da Zona Franca”, afirma. Com isso, a intenção é tirar mercado do material importado utilizado por esses fabricantes de equipamentos de refrigeração.

A empresa tem boas perspectivas de ampliar vendas com o fornecimento para esse segmento e para o ramo de equipamentos de energia solar, que consomem juntos, no País, cerca de 1.000 toneladas por mês desses itens, segundo o diretor de unidade de negócios da companhia, Miguel Angel de Carvalho.

Governo estuda isenção de ICMS

Além de contar com financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) para a montagem da nova fábrica, o grupo Paranapanema conversa com o governo estadual para obter a retirada do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) interestadual sobre a sucata de cobre.

“Estamos estudando zerar o ICMS da sucata”, afirmou, ontem, o governador Geraldo Alckmin, durante o evento de inauguração da fábrica de tubos sem costura da fabricante em Santo André.

Uma dificuldade no segmento em São Paulo é a informalidade. Muitos sucateiros coletam o material em território paulista, mas o vendem com nota fiscal de outros Estados, e se beneficiam de acréscimo referente à cobrança de ICMS interestadual, que gira entre 7% e 12%. Com isso, as empresas de São Paulo adquirem o material com preço inflado.

“Estamos na luta para combater a informalidade”, afirma Edson Monteiro, presidente interino da Paranapanema.

O diretor Miguel Angelo de Carvalho explica que a sucata custa 92% do valor do produto na bolsa londrina, onde está cotado a US$ 7.200 a tonelada. Isso equivale a US$ 6,600 que, em reais, são R$ 14,5 mil (com o dólar cotado a R$ 2,19). Com 12% do tributo, há acréscimo de R$ 1.700 no preço.

VENDAS - A empresa, que fornece tubos de cobre para 70% do mercado da construção civil em toda a América do Sul, registrou R$ 2,56 bilhões de faturamento no primeiro semestre.

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