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Clientes dizem que planos atendem mal

Levantamento da Associação Paulista de Medicina mostra que 79% dos usuários estão insatisfeitos


Pedro Souza
do Diário

18/10/2013 | 07:00


Pegar a carteirinha do plano de saúde, ligar para a rede credenciada e agendar um atendimento. O processo é simples, mas está dando dor de cabeça para os consumidores. “O atendimento é o principal problema da saúde suplementar”, disse o presidente da APM (Associação Paulista de Medicina), Florisval Meinão. E, como solução, 30% daqueles que tiveram dificuldades buscaram os serviços do SUS (Sistema Único de Saúde) ou particulares.

Ontem, a entidade publicou pesquisa, realizada pelo DataFolha, e revelou que 79% dos usuários da saúde suplementar estão insatisfeitos por terem enfrentado algum tipo de problema ao tentar recorrer ao plano de saúde nos últimos 24 meses.

A amostra é formada por 861 entrevistados. São homens e mulheres com 18 anos ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. Portanto, aplicando o resultado ao universo de clientes das operadoras de saúde, de 10,4 milhões de usuários, 8,2 milhões enfrentam problemas, projetou a pesquisa.

“A maioria das queixas está relacionada à demora de atendimento na emergência e, principalmente, com os especialistas. Os usuários também enfrentam dificuldades para a realização de cirurgias eletivas (programadas)”, explicou o presidente da APM.

Em relação às consultas médicas, 52% dos entrevistados reclamaram de problemas enfrentados em relação à demora no agendamento. Outros 28% afirmaram que os médicos saíram dos planos e, 25%, criticaram a demora no atendimento das consultas.

Meinão disse que uma das sugestões da APM para a melhoria do resultado seria que as operadoras de saúde ampliassem a sua rede de atendimento. No entanto, muitos médicos são resistentes ao serviço associado a essas empresas, tendo em vista que a remuneração é baixa.

 “Para se ter noção, a tabela da saúde suplementar paga cerca de R$ 150 para um médico realizar uma cirurgia, de duas horas, com anestesia. Na Saúde pública, menos de R$ 100. E um atendimento particular gira entre R$ 1.000 e R$ 3.000”, disse Meinão.

 “Nos últimos anos, o setor privado de Saúde recebeu a adesão de novos beneficiários nos planos de saúde, que passaram a optar por esse serviço devido ao processo de inclusão econômica e também à insuficiência, em determinadas localidades, do atendimento prestado pelo SUS. As operadoras afiliadas à FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) acompanham essa expansão e executam as adaptações exigidas deste novo quadro, que não dependem das operadoras, mas, sim, das redes de hospitais e estabelecimentos de Saúde”, informou, por nota, a FenaSaúde.

 A entidade destacou ainda que, como exemplo, “em sete anos, a quantidade de leitos disponíveis para quem tem plano de saúde aumentou 21,7%. O setor privado responde por 289.216 leitos (63% do total no País), para atender a 25% da população. Nos setores com altos índices de atendimento, como a Saúde suplementar, que em 2012 realizou cerca de 1 bilhão de procedimentos, o contato feito por beneficiários é importante para a melhoria da qualidade do atendimento”.

 O presidente da APM também criticou a atuação do órgão regulador do setor. “Mesmo com todas as regulamentações, falta mais fiscalização da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para melhorar a situação.”

 A ANS informou, por nota, “que já suspendeu a comercialização de 618 planos de saúde de 73 operadoras desde o ano passado (...). Essas suspensões são decorrentes da apuração, uma a uma, das reclamações de beneficiários de planos de saúde que não conseguiram realizar consultas, exames e cirurgias dentro dos prazos máximos estipulados pela ANS ou que tiveram a cobertura indevidamente negada”.

 



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Clientes dizem que planos atendem mal

Levantamento da Associação Paulista de Medicina mostra que 79% dos usuários estão insatisfeitos

Pedro Souza
do Diário

18/10/2013 | 07:00


Pegar a carteirinha do plano de saúde, ligar para a rede credenciada e agendar um atendimento. O processo é simples, mas está dando dor de cabeça para os consumidores. “O atendimento é o principal problema da saúde suplementar”, disse o presidente da APM (Associação Paulista de Medicina), Florisval Meinão. E, como solução, 30% daqueles que tiveram dificuldades buscaram os serviços do SUS (Sistema Único de Saúde) ou particulares.

Ontem, a entidade publicou pesquisa, realizada pelo DataFolha, e revelou que 79% dos usuários da saúde suplementar estão insatisfeitos por terem enfrentado algum tipo de problema ao tentar recorrer ao plano de saúde nos últimos 24 meses.

A amostra é formada por 861 entrevistados. São homens e mulheres com 18 anos ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. Portanto, aplicando o resultado ao universo de clientes das operadoras de saúde, de 10,4 milhões de usuários, 8,2 milhões enfrentam problemas, projetou a pesquisa.

“A maioria das queixas está relacionada à demora de atendimento na emergência e, principalmente, com os especialistas. Os usuários também enfrentam dificuldades para a realização de cirurgias eletivas (programadas)”, explicou o presidente da APM.

Em relação às consultas médicas, 52% dos entrevistados reclamaram de problemas enfrentados em relação à demora no agendamento. Outros 28% afirmaram que os médicos saíram dos planos e, 25%, criticaram a demora no atendimento das consultas.

Meinão disse que uma das sugestões da APM para a melhoria do resultado seria que as operadoras de saúde ampliassem a sua rede de atendimento. No entanto, muitos médicos são resistentes ao serviço associado a essas empresas, tendo em vista que a remuneração é baixa.

 “Para se ter noção, a tabela da saúde suplementar paga cerca de R$ 150 para um médico realizar uma cirurgia, de duas horas, com anestesia. Na Saúde pública, menos de R$ 100. E um atendimento particular gira entre R$ 1.000 e R$ 3.000”, disse Meinão.

 “Nos últimos anos, o setor privado de Saúde recebeu a adesão de novos beneficiários nos planos de saúde, que passaram a optar por esse serviço devido ao processo de inclusão econômica e também à insuficiência, em determinadas localidades, do atendimento prestado pelo SUS. As operadoras afiliadas à FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) acompanham essa expansão e executam as adaptações exigidas deste novo quadro, que não dependem das operadoras, mas, sim, das redes de hospitais e estabelecimentos de Saúde”, informou, por nota, a FenaSaúde.

 A entidade destacou ainda que, como exemplo, “em sete anos, a quantidade de leitos disponíveis para quem tem plano de saúde aumentou 21,7%. O setor privado responde por 289.216 leitos (63% do total no País), para atender a 25% da população. Nos setores com altos índices de atendimento, como a Saúde suplementar, que em 2012 realizou cerca de 1 bilhão de procedimentos, o contato feito por beneficiários é importante para a melhoria da qualidade do atendimento”.

 O presidente da APM também criticou a atuação do órgão regulador do setor. “Mesmo com todas as regulamentações, falta mais fiscalização da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para melhorar a situação.”

 A ANS informou, por nota, “que já suspendeu a comercialização de 618 planos de saúde de 73 operadoras desde o ano passado (...). Essas suspensões são decorrentes da apuração, uma a uma, das reclamações de beneficiários de planos de saúde que não conseguiram realizar consultas, exames e cirurgias dentro dos prazos máximos estipulados pela ANS ou que tiveram a cobertura indevidamente negada”.

 

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