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IPI sobe hoje para linha branca e móveis

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Especialistas avaliam, no entanto, que impacto não será imediato por causa dos estoques das lojas


Leone Farias e Yara Ferraz
do Diário

01/10/2013 | 07:00


 Passa a vigorar, a partir de hoje, alíquota mais alta para o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para eletrodomésticos da linha branca, como fogão, geladeira e tanquinho, e também para os móveis, itens que vinham se beneficiando de incentivo tributário por parte do governo federal. O imposto subiu menos do que o previsto e não retornou aos patamares originais – o que deve ocorrer só a partir de janeiro –, mas o consumidor já deve sentir reflexos na hora de ir às compras neste fim de ano.

No entanto, a expectativa é que o impacto não seja imediato. As remarcações não devem ocorrer até dia 15, prevê o presidente da Eletros (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Lourival Kiçula. Ele cita que as mercadorias que estão nas lojas já foram faturadas com o imposto menor e, na medida em que os estoques com a alíquota antiga acabarem, então os valores serão elevados.

Entre as empresas contatadas pelo Diário, a Via Varejo, dona da Casas Bahia e do Pontofrio, informa que, neste momento, vai manter os preços que estão sendo praticados nas unidades das duas redes.

 

AUMENTOS - O governo não elevou o IPI de todos os itens da linha branca. A máquina de lavar teve o tributo mantido em 10% até dezembro. Em outros casos, o efeito no preço final deve ser pequeno, apontam especialistas. Para fogões, por exemplo, a alta é de um ponto percentual (de 3% para 4%) e, segundo o presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Eloi Olenike, haverá impacto de 0,7% no preço final. Ou seja, um fogão que custava em média R$ 300 deve passar a R$ 302 se a alta da alíquota for toda repassada.

Porém, de acordo com Olenike, não será possível determinar se o aumento será embutido no valor de todos os produtos, já que isso fica a cargo das próprias lojas. “Muitas vezes o próprio varejista acaba suportando esse aumento e não passa para o consumidor, ou até mesmo faz promoções com os valores anteriores ao imposto. Isso fica a seu critério”, afirmou.

Essa também é a avaliação do economista da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) Altamiro Carvalho. Segundo ele, é difícil estimar quanto os preços podem subir, já que o IPI é só uma das variáveis. Ele explica que o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na venda de produtos ao consumidor, tem o IPI na base de cálculo.

Outra variável é a margem de lucro do varejista e, segundo o economista, para não perder clientes, o comércio pode inicialmente absorver a alta do imposto. Além disso, a redução da velocidade de crescimento do comércio, que é sentida no segundo semestre, não favorece o repasse de aumentos ao consumidor, segundo o presidente do Conselho do Provar (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração), Claudio Felisoni.

MÓVEIS - O imposto para os móveis sobe de 3% para 3,5% a partir de hoje até 31 de dezembro, mas, para os fabricantes, esse impacto pode não chegar aos preços. Isso porque houve redução do tributo para os painéis de madeira, matéria-prima da indústria moveleira.

“Acreditamos que, em termos de custos, haverá compensação. Não haverá uma mexida sensível”, diz o presidente do Sindicato da Indústria de Móveis de São Bernardo e Região, Hermes Soncini.



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