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Zanetti inova para garantir ouro no Mundial

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ginasta de S.Caetano cria movimento que ninguém consegue realizar para seguir no topo das argolas


Anderson Fattori

19/09/2013 | 07:07


 

Uma espécie de flexão de braço sustentada por argolas a 2,75 m de altura. Essa é a novidade apresentada ontem pelo ginasta Arthur Zanetti, de São Caetano, que vai executar o movimento pela segunda vez no Mundial da Antuérpia, na Bélgica, de 30 deste mês a 6 de outubro. Ele é o único no mundo capaz de realizar o exercício, que deve ser batizado com seu sobrenome.

Zanetti executou o movimento pela primeira vez em junho, na etapa de Portugal da Copa do Mundo. Na ocasião, a FIG (Federação Internacional de Ginástica) o considerou como dificuldade E, o que equivale a 0.500 na pontuação final. O brasileiro e seu técnico, Marcos Goto, não concordaram com a avaliação e pediram que seja novamente observado nos treinos antes do Mundial.

Apesar de demonstrar confiança na reavaliação da FIG, Zanetti disse que não vai usar o exercício no Mundial e irá aposentá-lo caso não tenha uma nota maior. “Tem outros movimentos bem mais fáceis e menos desgastantes com a nota 0.500. Se não aumentarem para 0.600 (dificuldade F) não devemos colocar na série porque seria um risco desnecessário”, explicou o ginasta, que espera o veredicto final da federação antes da eliminatória.

Se obtiver êxito e conseguir convencer os árbitros da FIG da dificuldade do movimento, Zanetti vai ficar bem perto do título mundial, uma vez que terá nota de saída 16.900, pelo menos 0.100 a mais do que os principais concorrentes. “Será uma vantagem importante, mas primeiro temos que convencer a FIG”, comentou Zanetti, que treina o movimento há pelo menos um ano e meio.

Apesar de parecer simples, a execução é muito complicada e exige demais fisicamente do atleta. “Quando pensamos em criar esse movimento, não tinha ideia da dificuldade. Me deixa muito cansado. Para conseguir realizar com perfeição, tive que mudar o treino e aumentar a parte da musculação. Atualmente faço cinco ou seis vezes por dia para ficar certinho”, ressaltou Zanetti.

 

MAIS MORAL

A medalha de ouro na Olimpíada de Londres, em 2012, mudou a forma como os árbitros olham para Zanetti. Quem garante é o técnico do ginasta. “É um pouco diferente sim. Agora ele tem nome e um errinho menor durante a execução pode ser desconsiderado”, comentou o treinador.

Com ou sem o novo movimento, Zanetti parte para a Bélgica cotado como grande favorito à medalha de ouro, que escapou em Tóquio, em 2011. “Terei outros adversários fortes. A prova da argola é muito equilibrada. Quem errar menos vence”, avaliou o ginasta.

Além da medalha, Zanetti vai atrás de uma marca histórica: alcançar os 16 mil pontos. “Nunca consegui. O máximo que cheguei foi na Olimpíada (15.900) e agora estou bem confiante”, ressaltou o brasileiro, que embarca para a Bélgica na segunda-feira.

 

  

Atleta tem estrutura melhor, mas ainda bem longe do ideal

No início do ano, Arthur Zanetti convocou entrevista para reclamar das condições para treinamento em São Caetano e até ameaçou deixar o País se nada mudasse. Dias depois, começaram a chegar na cidade equipamentos de várias partes, mas que não resolveram completamente o problema.

“Ainda temos muitas necessidades. A maior delas é o sistema de climatização no ginásio. Nos dias quentes é insuportável o calor”, reclama Marcos Goto. “Vamos para o Mundial disputar contra atletas que têm estrutura muito, mas muito melhores que a nossa. Temos que compensar com garra”, completou o treinador.

O CER Victório Dal’Mas, onde o atleta treina, recebeu equipamentos do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) que estavam no Velódromo do Rio de Janeiro, fechado para modernização visando os Jogos Olímpicos de 2016, além de doações de clubes do Grande ABC.

Agora, em uma das arquibancadas do ginásio foram colocados tablados onde fica posicionada a academia, entre outras intervenções paliativas. “Não é o ideal. São equipamentos velhos, com pelo menos oito anos de uso. Teríamos de ter alguma coisa mais moderna, mas dá para quebrar o galho”, avaliou Zanetti.

Além do campeão olímpico, treinam no ginásio promessas da modalidade e que fazem parte da escolinha. O espaço ainda é utilizado por Francisco Barreto, outro ginasta da Seleção e que também estará no Mundial da Antuérpia, na Bélgica. AF  



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Zanetti inova para garantir ouro no Mundial

Ginasta de S.Caetano cria movimento que ninguém consegue realizar para seguir no topo das argolas

Anderson Fattori

19/09/2013 | 07:07


 

Uma espécie de flexão de braço sustentada por argolas a 2,75 m de altura. Essa é a novidade apresentada ontem pelo ginasta Arthur Zanetti, de São Caetano, que vai executar o movimento pela segunda vez no Mundial da Antuérpia, na Bélgica, de 30 deste mês a 6 de outubro. Ele é o único no mundo capaz de realizar o exercício, que deve ser batizado com seu sobrenome.

Zanetti executou o movimento pela primeira vez em junho, na etapa de Portugal da Copa do Mundo. Na ocasião, a FIG (Federação Internacional de Ginástica) o considerou como dificuldade E, o que equivale a 0.500 na pontuação final. O brasileiro e seu técnico, Marcos Goto, não concordaram com a avaliação e pediram que seja novamente observado nos treinos antes do Mundial.

Apesar de demonstrar confiança na reavaliação da FIG, Zanetti disse que não vai usar o exercício no Mundial e irá aposentá-lo caso não tenha uma nota maior. “Tem outros movimentos bem mais fáceis e menos desgastantes com a nota 0.500. Se não aumentarem para 0.600 (dificuldade F) não devemos colocar na série porque seria um risco desnecessário”, explicou o ginasta, que espera o veredicto final da federação antes da eliminatória.

Se obtiver êxito e conseguir convencer os árbitros da FIG da dificuldade do movimento, Zanetti vai ficar bem perto do título mundial, uma vez que terá nota de saída 16.900, pelo menos 0.100 a mais do que os principais concorrentes. “Será uma vantagem importante, mas primeiro temos que convencer a FIG”, comentou Zanetti, que treina o movimento há pelo menos um ano e meio.

Apesar de parecer simples, a execução é muito complicada e exige demais fisicamente do atleta. “Quando pensamos em criar esse movimento, não tinha ideia da dificuldade. Me deixa muito cansado. Para conseguir realizar com perfeição, tive que mudar o treino e aumentar a parte da musculação. Atualmente faço cinco ou seis vezes por dia para ficar certinho”, ressaltou Zanetti.

 

MAIS MORAL

A medalha de ouro na Olimpíada de Londres, em 2012, mudou a forma como os árbitros olham para Zanetti. Quem garante é o técnico do ginasta. “É um pouco diferente sim. Agora ele tem nome e um errinho menor durante a execução pode ser desconsiderado”, comentou o treinador.

Com ou sem o novo movimento, Zanetti parte para a Bélgica cotado como grande favorito à medalha de ouro, que escapou em Tóquio, em 2011. “Terei outros adversários fortes. A prova da argola é muito equilibrada. Quem errar menos vence”, avaliou o ginasta.

Além da medalha, Zanetti vai atrás de uma marca histórica: alcançar os 16 mil pontos. “Nunca consegui. O máximo que cheguei foi na Olimpíada (15.900) e agora estou bem confiante”, ressaltou o brasileiro, que embarca para a Bélgica na segunda-feira.

 

  

Atleta tem estrutura melhor, mas ainda bem longe do ideal

No início do ano, Arthur Zanetti convocou entrevista para reclamar das condições para treinamento em São Caetano e até ameaçou deixar o País se nada mudasse. Dias depois, começaram a chegar na cidade equipamentos de várias partes, mas que não resolveram completamente o problema.

“Ainda temos muitas necessidades. A maior delas é o sistema de climatização no ginásio. Nos dias quentes é insuportável o calor”, reclama Marcos Goto. “Vamos para o Mundial disputar contra atletas que têm estrutura muito, mas muito melhores que a nossa. Temos que compensar com garra”, completou o treinador.

O CER Victório Dal’Mas, onde o atleta treina, recebeu equipamentos do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) que estavam no Velódromo do Rio de Janeiro, fechado para modernização visando os Jogos Olímpicos de 2016, além de doações de clubes do Grande ABC.

Agora, em uma das arquibancadas do ginásio foram colocados tablados onde fica posicionada a academia, entre outras intervenções paliativas. “Não é o ideal. São equipamentos velhos, com pelo menos oito anos de uso. Teríamos de ter alguma coisa mais moderna, mas dá para quebrar o galho”, avaliou Zanetti.

Além do campeão olímpico, treinam no ginásio promessas da modalidade e que fazem parte da escolinha. O espaço ainda é utilizado por Francisco Barreto, outro ginasta da Seleção e que também estará no Mundial da Antuérpia, na Bélgica. AF  

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