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Av. dos Estados é a 1ª
em ranking de acidentes

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nos primeiros seis meses deste ano, a via
registrou 147 casos e oito mortes no trânsito


Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

15/09/2013 | 07:00


A Avenida dos Estados foi a que mais registrou acidentes de trânsito nos seis primeiros meses do ano na região. O trecho viário que passa por Santo André, São Caetano e Mauá, chegando até a Capital, registrou 147 ocorrências envolvendo veículos de janeiro a junho, sendo oito vítimas fatais. As outras duas vias que mais tiveram acidentes no primeiro semestre foram as avenidas Barão de Mauá, em Mauá, e Maria Servidei Demarchi, em São Bernardo.

Em média, cerca de 12 mil automóveis circulam pelas quatro faixas de rolamento da Avenida dos Estados por hora. Esse pode ser um dos motivos que fazem dela o trecho com a maior incidência de acidentes no Grande ABC. “Como é uma via bastante carregada, pode ser efeito disso. Como passa bastante carro, tem mais acidente”, comentou o professor de Engenharia Urbana da UFABC (Universidade Federal do ABC) Humberto de Paiva Junior.

No entanto, apesar da maior quantidade de casos, não é possível afirmar que o trecho urbano de aproximadamente 15 quilômetros que corta três das sete cidades é o mais violento da região. Segundo especialistas, essa conclusão só é possível com análise aprofundada, considerando o fluxo de veículos, períodos e horários em que os acidentes são mais constantes, além da extensão das vias.

As avenidas Barão de Mauá e Maria Servidei Demarchi, por exemplo, que possuem cerca de sete e 2,6 quilômetros, respectivamente, e fluxo menor que a Avenida dos Estados, registraram números de acidentes próximos.

Outro fator primordial ao se tratar da periculosidade é a quantidade de vítimas fatais. Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo, em Santo André, tem extensão e fluxo menor que a líder do ranking de acidentes, mas registrou o número igual de mortes no trânsito no primeiro semestre.

“Comparando com a Avenida dos Estados, que tem trafego intenso, inclusive de caminhões, dá para termos indício de que a Capitão Mário não é monitorada em termos de segurança do trânsito, com falhas na fiscalização humana ou eletrônica. Ou seja, as pessoas que moram nessa região sabem que ninguém fiscaliza nada, com isso, algumas respeitam e outras abusam, passando em sinal vermelho e cometendo excesso de velocidade”, explicou o engenheiro de tráfego e transporte Horácio Figueira.

Planos

As prefeituras da região informaram que possuem plano para diminuição de acidentes, como aumento de fiscalização em pontos com maior incidência de casos e campanhas de educação e orientação no trânsito, além de colocação de agentes em locais estratégicos e implementação de redutores de velocidade, como as lombofaixas, citadas pelas administrações de Mauá e São Bernardo.

Diadema e Ribeirão Pires informaram que não possuem sistema para contabilizar a quantidade de acidentes e, por isso, não foi possível apresentar os dados solicitados.

No entanto, a Polícia Militar informou a quantidade de ocorrências envolvendo veículos em alguns pontos das duas cidades. Nenhum teve maior incidência de trânsito que a Avenida dos Estados.

Apesar de não contabilizar os números, a Prefeitura de Ribeirão Pires informou que as avenidas Francisco Monteiro, Prefeito Valdírio Prisco e Humberto de Campos são as que apresentam maior incidência de acidentes de trânsito por serem vias de tráfego intenso.

Rio Grande da Serra não se pronunciou sobre o tema. Na cidade, foram registrados 61 acidentes de trânsito no primeiro semestre, média de dois por mês, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado).

Fiscalização deve ser feita 24 horas

Especialistas ouvidos pela equipe do Diário defendem fiscalização constante das prefeituras e Estado para que haja diminuição no número de acidentes de trânsito. “Mesmo com viário e sinalização perfeitos, o motorista pode transgredir uma lei e desrespeitar a velocidade limite, passar no sinal vermelho ou fazer conversão proibida.

Grande parte dos habilitados ainda acha que não corre risco, é só tomar cuidado que pode infringir a legislação. Para mudar esse quadro, é preciso fiscalização aleatória e 24 horas”, comentou o engenheiro de tráfego e transporte Horácio Figueira.

O especialista simplifica a solução citada por meio de um exemplo. “Uma grande indústria que trabalha com a produção 24 horas faz o controle de qualidade dos produtos somente durante o dia? Não. Então, no trânsito tem de ser a mesma coisa, como um empresa que precisa controlar seu trabalho constantemente”, declarou Figueira.

O professor de Engenharia Civil da FEI, especializado em Transportes, Creso Peixoto, também sugere outra alternativa para um trânsito menos violento. “Um processo educacional continuado com, inclusive, campanha explícita de colocação de radares e fiscalização é eficiente.”

Para ele, o poder público no Brasil deveria explorar mais as novas tecnologias para melhorar os números do trânsito. “É preciso buscar novas fronteiras focando em qualidade de direção. Por exemplo, com câmeras de leitor de padrão, que já existem na Europa há cerca de 15 anos, e permitem a visualização de movimentos irregulares, como acelerações laterais e movimentos bruscos. Com o passar do tempo, isso iria gerar otimização do uso do efetivo policial, que tende a ser levado aos pontos onde a infração está acontecendo, sem perder horas de trabalho com blitzes em locais fixos”, afirmou Peixoto.



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