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PM Ambiental atende um
caso a cada duas horas

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Até junho deste ano, corporação participou de 2.026
ocorrências em toda a região do Grande ABC


Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

08/09/2013 | 07:00


A Polícia Militar Ambiental atendeu a 2.026 ocorrências nos primeiros seis meses do ano no Grande ABC. O total equivale à média de um caso registrado a cada duas horas na região. O número de atendimentos é 48,6% maior do que o do mesmo período de 2012, quando a corporação registrou 1.363 crimes ambientais.

Os principais casos recebidos são de desmatamento (736), seguidos por manutenção de espécies silvestres em cativeiro e maus-tratos a animais (744), poluição (420) e pesca irregular (44).

O tenente Eduardo Yajima Peres, da 2ª Companhia do 1° Batalhão da Polícia Militar Ambiental, que atende as sete cidades, explicou como funciona o trabalho da corporação.

“Temos sistema único de cadastro de denúncias, que podem ser feitas pelos cidadãos a órgãos públicos ou particulares, por meio de telefone (5858-0250 ou 181). O comandante do pelotão territorial toma conhecimento das queixas e determina às equipes que estão no atendimento operacional a constatação da veracidade delas.”

Para atender a região, são destacados 32 homens. A proporção equivale à média de um policial para cada 51,5 quilômetros quadrados, considerando que o Grande ABC possui 464 quilômetros quadrados de áreas de mananciais. O suporte é dado com seis viaturas de tração 4x4, cinco embarcações e duas motos.

“Analisando nossa demanda e tendo em vista que não acumulamos ocorrências, damos conta do serviço. O efetivo pode parecer pequeno pelo tamanho da região, só que não temos denúncias atrasadas e atendemos tudo no mesmo dia. Lógico que, quanto maior o número de policiais, melhor. Poderíamos ampliar o trabalho preventivo estando presente em pontos estratégicos.”

A atuação do policiamento ambiental só difere do territorial porque não trabalha 24 horas na rua. Existe o plantão, que atende solicitações na madrugada, mas as equipes trabalham em turno de 12 por 36 horas, das 7h às 19h, todos os dias. “Esporadicamente, conseguimos fazer alteração nesses horários com operações noturnas”, disse o tenente Yajima.

De acordo com o comandante, o baixo efetivo é compensando com planejamento. “Quando a viatura não está atendendo alguma ocorrência, ela faz o trabalho preventivo, que é a vigilância pelas áreas de maior demanda. Estamos muito bem adaptados à realidade da região.”

No entanto, falsas chamadas atrapalham o trabalho da corporação. “Infelizmente, existem muitos trotes ou pessoas que desconhecem a legislação e nos acionam de forma incorreta.”


Restrição à pesca exige atenção extra

O período de restrição à pesca na Represa Billings, conhecido como piracema ou defeso, requer atenção redobrada da Polícia Militar Ambiental no Grande ABC. De novembro a fevereiro, é proibido retirar quaisquer peixes do reservatório que abastece as cidades da região.

“No início e no fim deste período a gente reforça a fiscalização com embarcações em toda a área aquática”, afirmou o tenente Eduardo Yajima Peres, da 2ª Companhia do 1° Batalhão da Polícia Militar Ambiental, que atende as sete cidades.

Segundo o chefe da corporação na região, quem vive dessa atividade costuma respeitar a restrição. “Nesse período, o pescador profissional não pode pescar, mas recebe do Ministério da Pesca um auxílio financeiro para desenvolver por quatro meses outro tipo de serviço”, explicou.

No entanto, nem sempre a piracema, que tem como objetivo preservar a reprodução dos peixes, é respeitada. Em São Bernardo, por exemplo, cerca de 300 pescadores atuam nessa época.

“Se for flagrado pela Polícia Militar Ambiental, o pescador pode estar com a licença de trabalho em dia e os apetrechos legais, mas por estar em período proibido, vai incorrer no crime também”, destacou o tenente Yajima.

No restante do ano, o comandante garante que a fiscalização contra a pesca predatória é contínua. “São casos em que flagramos utilização de apetrechos ilegais que tornam muito fácil a retirada de peixes da represa. Até os pescadores profissionais precisam respeitar alguns parâmetros, como malha interna da rede de 70 milímetros entre os ângulos opostos.”

Os policiais ambientais possuem mapa dos locais de maior incidência de crime ambiental dentro da Billings. “Temos catalogados alguns pontos onde é comum a presença de pescadores não profissionais, que não utilizam equipamentos corretos.”



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PM Ambiental atende um
caso a cada duas horas

Até junho deste ano, corporação participou de 2.026
ocorrências em toda a região do Grande ABC

Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

08/09/2013 | 07:00


A Polícia Militar Ambiental atendeu a 2.026 ocorrências nos primeiros seis meses do ano no Grande ABC. O total equivale à média de um caso registrado a cada duas horas na região. O número de atendimentos é 48,6% maior do que o do mesmo período de 2012, quando a corporação registrou 1.363 crimes ambientais.

Os principais casos recebidos são de desmatamento (736), seguidos por manutenção de espécies silvestres em cativeiro e maus-tratos a animais (744), poluição (420) e pesca irregular (44).

O tenente Eduardo Yajima Peres, da 2ª Companhia do 1° Batalhão da Polícia Militar Ambiental, que atende as sete cidades, explicou como funciona o trabalho da corporação.

“Temos sistema único de cadastro de denúncias, que podem ser feitas pelos cidadãos a órgãos públicos ou particulares, por meio de telefone (5858-0250 ou 181). O comandante do pelotão territorial toma conhecimento das queixas e determina às equipes que estão no atendimento operacional a constatação da veracidade delas.”

Para atender a região, são destacados 32 homens. A proporção equivale à média de um policial para cada 51,5 quilômetros quadrados, considerando que o Grande ABC possui 464 quilômetros quadrados de áreas de mananciais. O suporte é dado com seis viaturas de tração 4x4, cinco embarcações e duas motos.

“Analisando nossa demanda e tendo em vista que não acumulamos ocorrências, damos conta do serviço. O efetivo pode parecer pequeno pelo tamanho da região, só que não temos denúncias atrasadas e atendemos tudo no mesmo dia. Lógico que, quanto maior o número de policiais, melhor. Poderíamos ampliar o trabalho preventivo estando presente em pontos estratégicos.”

A atuação do policiamento ambiental só difere do territorial porque não trabalha 24 horas na rua. Existe o plantão, que atende solicitações na madrugada, mas as equipes trabalham em turno de 12 por 36 horas, das 7h às 19h, todos os dias. “Esporadicamente, conseguimos fazer alteração nesses horários com operações noturnas”, disse o tenente Yajima.

De acordo com o comandante, o baixo efetivo é compensando com planejamento. “Quando a viatura não está atendendo alguma ocorrência, ela faz o trabalho preventivo, que é a vigilância pelas áreas de maior demanda. Estamos muito bem adaptados à realidade da região.”

No entanto, falsas chamadas atrapalham o trabalho da corporação. “Infelizmente, existem muitos trotes ou pessoas que desconhecem a legislação e nos acionam de forma incorreta.”


Restrição à pesca exige atenção extra

O período de restrição à pesca na Represa Billings, conhecido como piracema ou defeso, requer atenção redobrada da Polícia Militar Ambiental no Grande ABC. De novembro a fevereiro, é proibido retirar quaisquer peixes do reservatório que abastece as cidades da região.

“No início e no fim deste período a gente reforça a fiscalização com embarcações em toda a área aquática”, afirmou o tenente Eduardo Yajima Peres, da 2ª Companhia do 1° Batalhão da Polícia Militar Ambiental, que atende as sete cidades.

Segundo o chefe da corporação na região, quem vive dessa atividade costuma respeitar a restrição. “Nesse período, o pescador profissional não pode pescar, mas recebe do Ministério da Pesca um auxílio financeiro para desenvolver por quatro meses outro tipo de serviço”, explicou.

No entanto, nem sempre a piracema, que tem como objetivo preservar a reprodução dos peixes, é respeitada. Em São Bernardo, por exemplo, cerca de 300 pescadores atuam nessa época.

“Se for flagrado pela Polícia Militar Ambiental, o pescador pode estar com a licença de trabalho em dia e os apetrechos legais, mas por estar em período proibido, vai incorrer no crime também”, destacou o tenente Yajima.

No restante do ano, o comandante garante que a fiscalização contra a pesca predatória é contínua. “São casos em que flagramos utilização de apetrechos ilegais que tornam muito fácil a retirada de peixes da represa. Até os pescadores profissionais precisam respeitar alguns parâmetros, como malha interna da rede de 70 milímetros entre os ângulos opostos.”

Os policiais ambientais possuem mapa dos locais de maior incidência de crime ambiental dentro da Billings. “Temos catalogados alguns pontos onde é comum a presença de pescadores não profissionais, que não utilizam equipamentos corretos.”

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