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Enxoval de bebê
nos EUA é 33,8%
mais barato

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Yara Ferraz
Especial para o Diário

08/09/2013 | 07:58


Depois de nove meses esperando um bebê, o que uma mãe mais quer é o conforto do recém-nascido. Porém, um enxoval passa longe de ser algo barato. A equipe do Diário elaborou uma cesta com 52 itens que chega a custar, em média, R$ 3.828,40. Se esse mesmo pacote for adquirido nos Estados Unidos, porém, sai por 33,8% a menos, o que significa, na prática, R$ 1.294,20 a mais no bolso.

Com o dinheiro que teoricamente será economizado, quase dá para pagar uma passagem de ida e volta para Miami, que sai por R$ 1.671 (com o dólar a R$ 2,29). Famosas pelas grandes liquidações, as cidades norte-americanas atraem cada vez mais turistas e compradores.

Wendel Ferrari, executivo da empresa Temporada em Orlando, foi viajar para comprar o enxoval do filho com uma listinha elaborada pela mulher. “Comprei mais de 100 itens, desde lenço umedecido até carrinho com o bebê conforto e gastei aproximadamente US$ 3.000 (com dólar turismo a R$ 2,49, são R$ 7.470).”

Após essa viagem, Ferrari decidiu criar um negócio, em São Bernardo, que aluga casas para brasileiros na cidade e elabora até um guia de compras. “Eu senti na pele como é, percebi como é importante você ser amparado por alguém que conheça a loja certa para que possa comprar realmente o que precisa.”

PRODUTOS

A pesquisa, feita com base em sites nacionais, norte-americanos que possuem lojas físicas e em estabelecimentos localizados na Grande São Paulo, mostra que o item com a maior diferença de preço é a toalha de boca, que aqui sai por R$ 14,50 e, nos Estados Unidos, R$ 4,99. Outro destaque é o bebê canguru, que no Brasil é encontrado por R$ 109,90 e lá fora fica na média de R$ 39. Uma babá eletrônica no País é vendida por R$ 200, enquanto na terra do Tio Sam sai por R$ 42,36.

Os itens de marcas famosas também são uma boa pedida para quem quer economizar. O Stokke, tido como a Mercedes-Benz dos carrinhos de bebê, custa R$ 4.699 em território nacional. Nos Estados Unidos, é encontrado por R$ 2.499,40.

Os bodies da Carter’s, desejados por dez entre dez mães brasileiras pela qualidade e pelas estampas diferenciadas, saem por R$ 25 o pacote com cinco unidades, enquanto por aqui é comum desembolsar de R$ 30 a R$ 40 por um comum e que não resiste a três lavadas em máquinas.

ATENÇÃO

Apesar de os itens para compor um enxoval de bebê custarem muito menos nos Estados Unidos, o educador financeiro e um dos fundadores da Academia do Dinheiro Mauro Calil chama a atenção para os gastos totais da viagem. “Depende do nível de renda de cada um para saber se vale mesmo a pena ir. Se for comprar tudo para o bebê a viagem se paga. Porém, ir para comprar poucas coisas pode gerar mais gastos que o esperado”, explica.

Se a família está organizada financeiramente e deseja fazer uma viagem antes de o bebê nascer, é uma boa oportunidade. Caso contrário, é importante colocar na ponta do lápis desembolsos com passagem, hospedagem, alimentação e eventuais gastos adicionais, como passeios e consumo de outros produtos que não sejam para o bebê. Afinal, com tanta novidade e a preços bem menores que os praticados no Brasil fica difícil resistir e fácil de arranjar uma baita dor de cabeça com as dívidas contraídas.

E com o dólar em alta é importante levar dinheiro ou cartão de débito em vez de usar o de crédito. Como o câmbio usado é o do dia do fechamento da fatura, o consumidor corre o risco de pagar mais caro.

De acordo com o professor de Economia da Fundação Santo André Volney Gouveia, a diferença de valores entre os mesmos itens se deve à escala de produção. “É uma questão de volume. Lá, há empresas enormes e que conseguem negociar, já que tudo é feito em alta escala. A tributação também pesa, já que aqui temos impostos que tornam os produtos bem mais caros.”

Calil concorda com Gouveia. “A cadeia de impostos daqui é cruel. E lá você tem mão de obra mais eficiente, com importação da China, que tem pouco imposto. Aqui, quem ganha bastante com o nascimento do seu bebê é o governo.”

Compras pela internet pedem cuidados

Quem não tiver dinheiro para ir aos Estados Unidos e fazer o enxoval do bebê e optar por comprar os itens em sites norte-americanos deve tomar algumas precauções para evitar surpresas.

De acordo com o professor de Economia da Fundação Santo André Volney Gouveia, o primeiro passo é certificar-se da procedência da página na internet. “Primeiro você tem que ver se aquele site é confiável, e se tem referência de outras pessoas que já tenham comprado nele. Depois disso, é preciso pesquisar bastante e prestar atenção na numeração, já que o sistema métrico brasileiro é diferente.”

Outro cuidado a ser tomado é a forma de pagamento. Por exemplo, o cartão de crédito, que é o único meio destes sites, tem o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O educador financeiro Mauro Calil alerta que o custo adicional do tributo representa 6,8% sobre os preços dos produtos. “Esses 6,8%, às vezes, podem equivaler ao preço da passagem”, alerta.

Outra dica importante é checar os custos de envio antes de finalizar a compra. “Muitas vezes você consome algo barato, como um par de tênis e de repente o custo logístico fica mais caro que o próprio produto”, destaca o professor Gouveia.



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Enxoval de bebê
nos EUA é 33,8%
mais barato

Yara Ferraz
Especial para o Diário

08/09/2013 | 07:58


Depois de nove meses esperando um bebê, o que uma mãe mais quer é o conforto do recém-nascido. Porém, um enxoval passa longe de ser algo barato. A equipe do Diário elaborou uma cesta com 52 itens que chega a custar, em média, R$ 3.828,40. Se esse mesmo pacote for adquirido nos Estados Unidos, porém, sai por 33,8% a menos, o que significa, na prática, R$ 1.294,20 a mais no bolso.

Com o dinheiro que teoricamente será economizado, quase dá para pagar uma passagem de ida e volta para Miami, que sai por R$ 1.671 (com o dólar a R$ 2,29). Famosas pelas grandes liquidações, as cidades norte-americanas atraem cada vez mais turistas e compradores.

Wendel Ferrari, executivo da empresa Temporada em Orlando, foi viajar para comprar o enxoval do filho com uma listinha elaborada pela mulher. “Comprei mais de 100 itens, desde lenço umedecido até carrinho com o bebê conforto e gastei aproximadamente US$ 3.000 (com dólar turismo a R$ 2,49, são R$ 7.470).”

Após essa viagem, Ferrari decidiu criar um negócio, em São Bernardo, que aluga casas para brasileiros na cidade e elabora até um guia de compras. “Eu senti na pele como é, percebi como é importante você ser amparado por alguém que conheça a loja certa para que possa comprar realmente o que precisa.”

PRODUTOS

A pesquisa, feita com base em sites nacionais, norte-americanos que possuem lojas físicas e em estabelecimentos localizados na Grande São Paulo, mostra que o item com a maior diferença de preço é a toalha de boca, que aqui sai por R$ 14,50 e, nos Estados Unidos, R$ 4,99. Outro destaque é o bebê canguru, que no Brasil é encontrado por R$ 109,90 e lá fora fica na média de R$ 39. Uma babá eletrônica no País é vendida por R$ 200, enquanto na terra do Tio Sam sai por R$ 42,36.

Os itens de marcas famosas também são uma boa pedida para quem quer economizar. O Stokke, tido como a Mercedes-Benz dos carrinhos de bebê, custa R$ 4.699 em território nacional. Nos Estados Unidos, é encontrado por R$ 2.499,40.

Os bodies da Carter’s, desejados por dez entre dez mães brasileiras pela qualidade e pelas estampas diferenciadas, saem por R$ 25 o pacote com cinco unidades, enquanto por aqui é comum desembolsar de R$ 30 a R$ 40 por um comum e que não resiste a três lavadas em máquinas.

ATENÇÃO

Apesar de os itens para compor um enxoval de bebê custarem muito menos nos Estados Unidos, o educador financeiro e um dos fundadores da Academia do Dinheiro Mauro Calil chama a atenção para os gastos totais da viagem. “Depende do nível de renda de cada um para saber se vale mesmo a pena ir. Se for comprar tudo para o bebê a viagem se paga. Porém, ir para comprar poucas coisas pode gerar mais gastos que o esperado”, explica.

Se a família está organizada financeiramente e deseja fazer uma viagem antes de o bebê nascer, é uma boa oportunidade. Caso contrário, é importante colocar na ponta do lápis desembolsos com passagem, hospedagem, alimentação e eventuais gastos adicionais, como passeios e consumo de outros produtos que não sejam para o bebê. Afinal, com tanta novidade e a preços bem menores que os praticados no Brasil fica difícil resistir e fácil de arranjar uma baita dor de cabeça com as dívidas contraídas.

E com o dólar em alta é importante levar dinheiro ou cartão de débito em vez de usar o de crédito. Como o câmbio usado é o do dia do fechamento da fatura, o consumidor corre o risco de pagar mais caro.

De acordo com o professor de Economia da Fundação Santo André Volney Gouveia, a diferença de valores entre os mesmos itens se deve à escala de produção. “É uma questão de volume. Lá, há empresas enormes e que conseguem negociar, já que tudo é feito em alta escala. A tributação também pesa, já que aqui temos impostos que tornam os produtos bem mais caros.”

Calil concorda com Gouveia. “A cadeia de impostos daqui é cruel. E lá você tem mão de obra mais eficiente, com importação da China, que tem pouco imposto. Aqui, quem ganha bastante com o nascimento do seu bebê é o governo.”

Compras pela internet pedem cuidados

Quem não tiver dinheiro para ir aos Estados Unidos e fazer o enxoval do bebê e optar por comprar os itens em sites norte-americanos deve tomar algumas precauções para evitar surpresas.

De acordo com o professor de Economia da Fundação Santo André Volney Gouveia, o primeiro passo é certificar-se da procedência da página na internet. “Primeiro você tem que ver se aquele site é confiável, e se tem referência de outras pessoas que já tenham comprado nele. Depois disso, é preciso pesquisar bastante e prestar atenção na numeração, já que o sistema métrico brasileiro é diferente.”

Outro cuidado a ser tomado é a forma de pagamento. Por exemplo, o cartão de crédito, que é o único meio destes sites, tem o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O educador financeiro Mauro Calil alerta que o custo adicional do tributo representa 6,8% sobre os preços dos produtos. “Esses 6,8%, às vezes, podem equivaler ao preço da passagem”, alerta.

Outra dica importante é checar os custos de envio antes de finalizar a compra. “Muitas vezes você consome algo barato, como um par de tênis e de repente o custo logístico fica mais caro que o próprio produto”, destaca o professor Gouveia.

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