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Região socorre média de
1 carro quebrado por hora

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Um minuto de veículo parado na rua é suficiente para
quadruplicar congestionamento, dizem especialistas


Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

27/08/2013 | 07:00


As prefeituras do Grande ABC recebem, em média, um chamado por hora para socorrer carros quebrados nas vias. No primeiro semestre deste ano, seis das sete cidades registraram 4.232 ocorrências do tipo. Ontem, o Diário publicou que 51% dos veículos da região possuem mais de 10 anos de uso.

Rio Grande da Serra não informou o número de carros quebrados na cidade nos seis primeiros meses de 2013. O município possui a frota mais velha do Grande ABC – 63% dos automóveis foram fabricados antes de 2003. Pesquisa divulgada no ano passado pelo Gipa (Grupo Interprofissional Automotivo) mostra que a idade média da frota veicular brasileira é de nove anos. Em São Caetano, 43,1% dos veículos possui mais de dez anos, sendo a média mais baixa da região.

Segundo o professor de Engenharia Civil da FEI (Fundação Educacional Inaciana), especializado em Mobilidade Urbana, Creso Peixoto, a cada minuto que um veículo fica enguiçado em via pública, aumenta, em média, em quatro minutos o tempo de congestionamento do local. “Um carro obstruindo trecho em uma via principal, às 18h, que é horário de pico, consegue parar uma cidade inteira. Se ficar 15 minutos parado, até as 19h estaria gerando congestionamento. No Grande ABC, a frota possui idade avançada, que traz esses problemas de quebra e engarrafamento”, explicou o especialista.

Quando recebem chamadas de socorro, as prefeituras deslocam equipes ao local onde o carro está quebrado. Caso seja constatada a necessidade, um guincho é acionado e retira o automóvel da via e o leva para local seguro, com tráfego menos intenso.

“Não vejo problema do carro ser antigo, desde que tenha condição de tráfego perfeita. Normalmente, as pessoas fazem a manutenção corretiva, deixando de lado a preventiva. Por exemplo, só troca o pneu quando fura”, comentou o especialista em Engenharia de Tráfego Humberto Pullin.

As prefeituras de Santo André, São Bernardo e Ribeirão Pires possuem três guinchos cada, sendo dois para veículos de médio e pequeno porte e outro para automóveis pesados. Diadema, Mauá e São Caetano possuem só um equipamento do tipo em cada cidade.

O diretor do DST (Departamento de Segurança do Trânsito) de Santo André, Epeus Monteiro, relatou quais os principais casos registrados nas vias. “Na maioria das vezes são veículos com idade avançada, que apresentam problemas de freio ou falha no motor, que é antigo.”

Monteiro disse que não é possível definir tempo médio de atendimento para socorro de veículos na cidade. “Depende muito de quando a informação chega para a gente. Por exemplo, tivemos caso recente de um acidente e a equipe chegou lá em cinco minutos. Depende muito das condições do tráfego no momento, por conta do dia e horário. Mas isso não é coisa demorada, porque consideramos operação emergencial um carro quebrado em grande corredor em horário de pico. O maior problema é quando temos mais de uma ocorrência ao mesmo tempo”, comentou.

Automóvel sem condição de uso fica apreendido até reparos serem feitos

Veículo que recebe atendimento de equipe de trânsito da Prefeitura e não está em condição de uso é apreendido. “O carro sem condições de tráfego que é retirado da via só vai poder circular novamente quando as irregularidades mecânicas forem sanadas e comprovada a correção dos problemas em vistoria posterior. O documento fica apreendido e só é feita a liberação administrativa depois que tudo for corrigido”, afirmou diretor do DST (Departamento de Segurança do Trânsito) de Santo André, Epeus Monteiro.

Após retirado da via, o automóvel recebe liberação temporária até que a manutenção seja realizada e ele tenha condições de uso. No entanto, o veículo não pode sair do pátio trafegando, só guinchado.

Segundo Monteiro, em vários casos de atendimento por agentes de trânsito da Prefeitura não é constatada falha mecânica. Em muitas vezes, o veículo para por falta de combustível. “Isso é muito comum. Nesses casos, a Polícia Militar pode autuar o motorista por falta de equipamento obrigatório no veículo. Pouca gente sabe que pane seca no carro é considerada infração de trânsito pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro).” 



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