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Mercado de caminhões deve crescer de 8% a 10%

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Setor tem impulso, entre outros fatores, por
demanda do ramo agrícola e crédito do BNDES


Soraia Abreu Pedrozo

24/08/2013 | 07:27


Impulsionado, entre outros fatores, por condições atrativas de financiamento e pelo aquecimento das vendas em segmentos como a área agrícola, o mercado de caminhões deve crescer neste ano de 8% a 10% em relação ao volume comercializado no País em 2012. Esta é a previsão de representantes do setor, que seguem otimistas, apesar de incertezas no cenário da economia.

O segmento vem de retomada, depois de forte freada nos resultados no ano passado, quando foram introduzidas mudanças na tecnologia veicular, com a entrada em vigor de novas normas de emissão de poluentes (o Proconve 7, similar à legislação europeia Euro 5).

As alterações na lei encareceram esses veículos e levaram muitas transportadoras a antecipar compras em 2011, o que derrubou em 40% a produção e em 20% as vendas do setor no ano seguinte.

Porém, isso ficou para trás. Desde abril de 2012, os frotistas não têm mais a opção de adquirir caminhões zero-quilômetro com a tecnologia anterior às novas regras de emissão. Além disso, no segundo semestre do ano passado, o governo federal adotou taxa bem atrativa (2,5% ao ano) para o PSI-Finame, do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) para veículos pesados. A taxa dessa linha de crédito subiu ao longo deste ano – para 3% no primeiro semestre e 4% no segundo –, mas segue atraente. Afinal, são juros negativos, ou seja, ficam abaixo da inflação.

Junto com as condições de crédito favoráveis, boas colheitas impulsionaram as vendas de extrapesados para o mercado agrícola, cita o vice-presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Joachim Maier. Essa categoria se destaca, com expansão bem maior (38%) do que a média do mercado (de 9%) de janeiro a julho ante mesmo período de 2012.

FEIRA – Tudo isso anima os representantes de concessionárias, especialmente da área de pesados e extrapesados, presentes na 16ª Expo de Transportes do ABC, no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo, e que é organizada pelo Sindicato Nacional dos Cegonheiros e termina hoje.

O gerente regional de veículos novos da rede de revendas Scania Codema, Mauricio de Miranda, afirma que há boas expectativas no evento. “Nossa previsão é vender 30 caminhões aqui”, disse. Ele também assinala que o setor vive retomada no volume de vendas. “Para a gente (da concessionária), está 20% maior que no ano passado”, acrescentou.

O consultor de negócios da Volvo AutoSueco, Willian Gaspar, também mostra confiança em relação à feira. “Devemos vender uns 50 veículos”. Em relação ao mercado, ele cita que tem havido meses bons e outros fracos, mas ainda assim está bem melhor que em 2011.

ANTECIPAÇÃO – O setor se mobiliza para que o governo estenda as condições favoráveis do financiamento em 2014. Isso porque o PSI-Finame se encerra em dezembro e, depois, a taxa do BNDES deve subir. Porém, Gaspar lembra que o transportador que não se apressar em fechar negócios e deixar a compra para dezembro corre o risco de perder os juros atrativos e a carência de três meses estabelecida nas regras dessa linha especial de crédito.
 



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Mercado de caminhões deve crescer de 8% a 10%

Setor tem impulso, entre outros fatores, por
demanda do ramo agrícola e crédito do BNDES

Soraia Abreu Pedrozo

24/08/2013 | 07:27


Impulsionado, entre outros fatores, por condições atrativas de financiamento e pelo aquecimento das vendas em segmentos como a área agrícola, o mercado de caminhões deve crescer neste ano de 8% a 10% em relação ao volume comercializado no País em 2012. Esta é a previsão de representantes do setor, que seguem otimistas, apesar de incertezas no cenário da economia.

O segmento vem de retomada, depois de forte freada nos resultados no ano passado, quando foram introduzidas mudanças na tecnologia veicular, com a entrada em vigor de novas normas de emissão de poluentes (o Proconve 7, similar à legislação europeia Euro 5).

As alterações na lei encareceram esses veículos e levaram muitas transportadoras a antecipar compras em 2011, o que derrubou em 40% a produção e em 20% as vendas do setor no ano seguinte.

Porém, isso ficou para trás. Desde abril de 2012, os frotistas não têm mais a opção de adquirir caminhões zero-quilômetro com a tecnologia anterior às novas regras de emissão. Além disso, no segundo semestre do ano passado, o governo federal adotou taxa bem atrativa (2,5% ao ano) para o PSI-Finame, do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) para veículos pesados. A taxa dessa linha de crédito subiu ao longo deste ano – para 3% no primeiro semestre e 4% no segundo –, mas segue atraente. Afinal, são juros negativos, ou seja, ficam abaixo da inflação.

Junto com as condições de crédito favoráveis, boas colheitas impulsionaram as vendas de extrapesados para o mercado agrícola, cita o vice-presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Joachim Maier. Essa categoria se destaca, com expansão bem maior (38%) do que a média do mercado (de 9%) de janeiro a julho ante mesmo período de 2012.

FEIRA – Tudo isso anima os representantes de concessionárias, especialmente da área de pesados e extrapesados, presentes na 16ª Expo de Transportes do ABC, no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo, e que é organizada pelo Sindicato Nacional dos Cegonheiros e termina hoje.

O gerente regional de veículos novos da rede de revendas Scania Codema, Mauricio de Miranda, afirma que há boas expectativas no evento. “Nossa previsão é vender 30 caminhões aqui”, disse. Ele também assinala que o setor vive retomada no volume de vendas. “Para a gente (da concessionária), está 20% maior que no ano passado”, acrescentou.

O consultor de negócios da Volvo AutoSueco, Willian Gaspar, também mostra confiança em relação à feira. “Devemos vender uns 50 veículos”. Em relação ao mercado, ele cita que tem havido meses bons e outros fracos, mas ainda assim está bem melhor que em 2011.

ANTECIPAÇÃO – O setor se mobiliza para que o governo estenda as condições favoráveis do financiamento em 2014. Isso porque o PSI-Finame se encerra em dezembro e, depois, a taxa do BNDES deve subir. Porém, Gaspar lembra que o transportador que não se apressar em fechar negócios e deixar a compra para dezembro corre o risco de perder os juros atrativos e a carência de três meses estabelecida nas regras dessa linha especial de crédito.
 

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