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Venda de aquecedores
solares tem alta de 130%

Andréa Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Preocupação ambiental e economia na conta
de luz ajudam a impulsionar demanda do setor


Leone Farias
do Diário do Grande ABC

19/08/2013 | 07:07


Com apelo ecológico e vantagens ao bolso dos consumidores, os aquecedores solares estão em alta: a produção desses equipamentos vem em expansão nos últimos dez anos e deve crescer mais 15% em 2013 em relação a 2012, de acordo com o Dasol (Departamento Nacional de Aquecimento Solar) da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento).

Esse é um mercado ainda novo no Brasil, mas que vem ganhando adeptos. Não é sem motivos. A adoção da tecnologia para aquecer a água dos chuveiros é atrativa, ao gerar por volta de 40% de redução na conta de luz de residências, afirma Dalton Maiuri, professor de Termodinâmica no curso de Engenharia Mecânica da FEI e é coordenador do Iecat (Instituto de Especialização em Ciências Administrativas e Tecnológicas) do Centro Universitário da mesma instituição.

Há a ressalva de que o equipamento tem custo que gira em R$ 2.000 (sem incluir a instalação) para residências, mas, na ponta do lápis, vale a pena, pela economia que gera, avalia o especialista. “Em menos de dois anos, está pago”, observa o professor, que tem equipamento desse tipo em sua casa.

Outro apelo é o ecológico, já que se trata de uma energia limpa, que não impacta o meio ambiente, e que reduz o uso de eletricidade. Maiuri assinala que, no horário de pico, das 18h às 21h, atualmente 18% da energia da rede elétrica é gasta com o chuveiro. O atrativo ambiental serve como diferencial, por exemplo, para hotéis e clubes atraírem público, assinalam representantes dessa indústria. Aliada a essas vantagens, a adoção dos aquecedores solares em programas sociais e habitacionais do governo, também tem beneficiado esse mercado.

PRODUÇÃO - Com tantos fatores favoráveis, empresas da região que atuam nessa área têm motivos para sorrir. Fundada há apenas cinco anos, a Pro-Sol, de Mauá, deverá dar salto de cerca de 130% de crescimento neste ano, e chegar a R$ 35 milhões de faturamento. O grande impulso, segundo o diretor Moacir Matsuda, vem do atendimento ao Minha Casa, Minha Vida. Ele assinala ainda que tem desenvolvido projetos especiais para indústrias, hospitais e hotéis.

Em outra fabricante, a Ouro Fino, de Ribeirão Pires, que existe há 39 anos e conta com oito divisões de negócios – incluindo filtros, banheiras, acessórios para jardinagem etc –, a área de energia solar vem ganhando relevo. Hoje representa em torno de 25% do faturamento da companhia. Há cinco anos, contribuía com apenas 7%.

A empresa tem intenção de investir na ampliação da produção nos próximos dois anos. Atualmente, a Ouro Fino faz por volta de 300 placas por mês e cerca de 150 reservatórios. “Ainda não atingimos 100% da capacidade instalada”, diz o gerente de marketing, Fábio Sousa.

TREINAMENTO - A preocupação com a qualidade da instalação dos equipamentos é algo comum a essas duas indústrias. “Acabamos de inaugurar um centro de treinamento para qualificar os parceiros instaladores”, diz Matsuda.

Por sua vez, a Ouro Fino, que está expandindo sua atuação para o Nordeste, iniciou trabalho de capacitação de profissionais nessa região do País, destaca Sousa.

INSTALAÇÃO - A instalação dos aquecedores solares em casas é simples, considera o professor da FEI. Normalmente, coloca-se duas placas coletoras no telhado e um boiler (reservatório), que pode ficar ao lado ou sob as telhas.

As placas são responsáveis pela absorção da radiação solar. O calor captado é transferido para serpentinas (normalmente de cobre). A água que circula no interior do equipamento se aquece e vai por tubulações até o reservatório, que é isolado termicamente. Há também um sistema auxiliar (a gás ou elétrico) que é acionado, se o tempo ficar nublado por vários dias.
 



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