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Faculdade? Ainda não!

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Tem quem não engate uma faculdade na seqüência do Ensino Médio e isso não é o fim do mundo


Caroline Ropero
Do Diário do Grande ABC

18/08/2013 | 07:00


Quando o 3º ano chega ao fim, a ansiedade em entrar na faculdade toma conta da vida da maioria dos alunos. Alguns, porém, deixam o vestibular para outro momento.

É o caso de Ligia Auter, 17 anos, de São Caetano, que decidiu fazer intercâmbio. “Não sei se estou pronta para a universidade agora. A viagem pode me ajudar a ter mais maturidade e responsabilidade, além de melhorar o inglês”, conta a garota, que ficará dez meses em Iowa, Estados Unidos, e fará cursinho quando voltar ao Brasil.

Para o psicólogo Marcio Reis, professor da disciplina Carreira sem Fronteiras do IBTA (Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada), o intercâmbio é importante em qualquer momento da vida. “Enriquece o currículo e possibilita a entrada mais rápida no mercado de trabalho.”

Outra opção de muitos formandos é o curso técnico. No entanto, tem de pesquisar a área desejada para saber se é realmente o melhor caminho. “Pode ser excelente atalho para os que têm pressa de entrar no mercado”, afirma.

Há também quem prefira simplesmente esperar um pouco para ter certeza que profissão escolher. “Há muitas opções. A grande angústia é saber se a escolha está certa”, explica Quezia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia). Para ela, a pressão da família pode gerar insegurança. “Quando sabem que podem fazer escolha que não seja irreversível, fica mais fácil. Lá na frente, dá para mudar de curso, de ideia.”

A estudante Bruna Bigal, 17, de São Bernardo, está indecisa, mas deve prestar vestibular pela experiência. “Não acho que estou preparada para decidir o que quero para a vida toda. Mas saber mais sobre os cursos, falar com pessoas já formadas ou que estão terminando a faculdade ajuda bastante a ter uma ideia.”

O importante, independentemente de prestar vestibular ou não, é continuar o processo de aprendizagem. Enquanto não sabe o que fazer, dá para se matricular no cursinho ou estudar em casa. Além disso, é preciso entender que faculdade não é promessa de carreira de sucesso. “Tem de aprender que existe caminho a ser percorrido, mesmo após formado. Vem estágio, trainee, mestrado. Não pode ter pressa”, explica Quezia.

Descubra o que gosta de fazer
Escolher qual profissão seguir não é fácil. “É natural ter dúvidas, pois os jovens ainda não têm visão de mercado e conhecimento de carreira”, explica o psicólogo Marcio Reis. Por isso, já no primeiro ano é importante procurar informações. “O início do Ensino Médio é interessante para começar a fazer contato com as profissões. Tem de visitar empresas para ter um pouco mais de conhecimento prático.”

Outra dica é prestar atenção no que se dá bem e gosta de fazer, tanto nas matérias da escola como nas tarefas do dia a dia. “O aluno sabe se é bom em cálculos ou em Português, por exemplo. Então já dá para tentar atrelar isso à profissão.”

Aproveite para conversar com os professores sobre as matérias que você se destaca e até sobre sua personalidade. Eles podem ajudar a ver as coisas de um jeito diferente. Também vale fazer testes vocacionais, oferecidos em escolas, cursinhos e na internet.
 



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