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Conservadorismo leva à queda de 6,8% no número de financiamento de carros

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Restrição dos bancos exige entrada mínima de 30% do valor do veículo para conseguir parcelar o pagamento


Pedro Souza
do Diário do Grande ABC

16/08/2013 | 07:00


 O mercado financeiro está mais conservador. Principalmente no que diz respeito a liberar empréstimos para a compra de automóvel. Atualmente, os interessados em adquirir um carro zero-quilômetro terão que dar uma boa entrada. Se não quiserem parar na barreira da aprovação de crédito, terão que desembolsar, pelo menos, 30% do valor do veículo inicialmente.

Este cenário de maior restrição de crédito está ilustrado no balanço mensal de julho da Cetip. No mês passado, foram processados 205 mil financiamentos de veículos leves novos no País, número que também considera consórcios e leasing, fatia muito pequena perto do total. De acordo com o professor de Economia da Universidade Metodista de São Paulo Sandro Maskio, o resultado é 6,8% menor do que no mesmo período do ano anterior.

Para o professor de Gestão de Concessionária Valdner Papa, que ministra aulas na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e na Fundação Dom Cabral, o problema que ocorre é de oferta.

“Temos acompanhado uma continuidade na postura conservadora do sistema bancário na aprovação de crédito”, disse Papa. Ele analisou que mesmo com redução nas taxas de inadimplência das famílias, não houve modificações suficientes nas análises de crédito.

INADIMPLÊNCIA - Os agentes do mercado financeiro que atuam com empréstimos para aquisição de veículos, sejam bancos comerciais ou de montadoras, consideram que inadimplência são os atrasos de parcelas vencidas por mais de 90 dias.

Quanto maior a expectativa de que o calote nos financiamentos vai aumentar, mais as instituições financeiras colocarão barreiras para liberar o crédito. Porém, conforme salientou Papa, com base na série histórica disponível, a inadimplência das famílias está caindo.

Segundo dados do BC (Banco Central), em junho, o percentual de inadimplência dos consumidores era de 5,01%. Este é o menor patamar histórico, com base na série que teve início em março de 2011.

REGIÃO - A coordenadora de seguros e financiamentos do grupo de concessionárias Felício Vigorito & Filhos, Miriam Martins Gonzáles João, disse que a situação no Grande ABC é a mesma. “Realmente as instituições estão mais conservadoras”, garantiu. O grupo possui 13 unidades, tendo em vista que uma está localizada em Santo André, outra em São Bernardo e outra em Mauá.

Miriam revelou que tanto os bancos de montadoras quanto os comerciais, que também trabalham com o tipo de operação, têm barrado consumidores na análise de crédito. “Para aqueles que não dão entrada, só são liberados os financiamentos caso sejam bons clientes (relacionamento de grande período com as empresas).”



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