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Na região, 70 mil metalúrgicos dão início à campanha salarial

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G-8 encontra com a bancada patronal e consegue apenas agendamento para próxima reunião


Tauana Marin
do Diário do Grande ABC

10/08/2013 | 07:11


Teve início a rodada de negociações dos sindicatos dos metalúrgicos filiados à FEM/CUT (Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT de São Paulo). Os líderes da classe do Grande ABC já estão organizados para defender os interesses da base, formada por quase 70 mil trabalhadores (veja arte ao lado). Ontem, os representantes do Grupo 8 – que engloba os profissionais de trefilação, laminação de metais ferrosos e refrigeração – se reuniram com a bancada patronal.

O encontro foi com o Sicetel (Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação), na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Na ocasião, foi debatido o calendário da próxima rodada de negociações, que será no dia 20, às 15h, na sede do Sicetel. Assim como o Grupo 3, conforme publicado ontem no Diário, o foco serão as reivindicações de caráter social, como empregado em idade de serviço militar, garantias ao empregado estudante e licença-paternidade.

Por nota, o presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques da Silva, conhecido como Biro Biro, disse que as bancadas patronais estão mantendo resistência em avançar na pauta de reivindicações da federação, que foi entregue no dia 4 de julho. “Vamos lutar para melhorar os direitos sociais conquistados e negociar o que há de melhor hoje nas Convenções Coletivas de Trabalho para cada grupo”, disse.

Na segunda-feira, a federação iniciará a rodada de negociação com as bancadas dos grupos patronais 10 (lâmpadas, material bélico, entre outros) e 2 (máquinas e eletrônicos), às 10h, e às 14h, na Fiesp, respectivamente.

EXCEÇÃO - Neste ano, os metalúrgicos de montadoras ficam de fora da campanha salarial da federação, já que as negociações serão feitas diretamente com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Na região, 35,3 mil trabalhadores compõem esse setor.<EM>

HISTÓRICO - Em 2012, devido à dificuldade em chegar a um acordo com as entidades representativas dos grupos patronais, os trabalhadores enviaram comunicado de greve em setembro – data base da categoria. Ao fim das negociações, a média de reajuste foi de 8% – ou 5,39% de reposição da inflação e mais 2,5% de aumento real.
 



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