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Paulo Roberto assume o Ramalhão

Dedimar não resiste aos seis jogos sem vitória e acaba rapidamente substituído


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

30/07/2013 | 07:00


O time do Santo André esteve de folga ontem, após fim de semana desastroso com duas derrotas – para o Penapolense, por 1 a 0, pela Série D do Brasileiro, e São Bernardo, pelo mesmo placar, na Copa Paulista –, mas a diretoria esteve na ativa e em razão da sequência de jogos sem vencer (sete no total) decidiu pela troca de treinador. Assim, Dedimar entrou em acordo com os dirigentes e dá lugar a Paulo Roberto, que será apresentado hoje – o preparador físico Stélio Metzker também deixou o clube.

Paulo Roberto já havia despertado interesse da diretoria ramalhina durante a Série A-2, após a saída de Ademir Fonseca. No entanto, não houve liberação por parte do Rio Claro com o qual, posteriormente, o treinador conquistou o acesso à elite estadual. Agora, no entanto, a negociação foi concluída.

“Naquela ocasião, problema contratual impediu, porque o interesse era recíproco. Mas tudo tem momento certo. Pegaremos trabalho em andamento, mas vamos conversar com a diretoria para definir o foco e tentar alcançar o objetivo nas duas competições. Ou naquela que for priorizada”, afirmou o novo comandante, que traz consigo o auxiliar Luizinho Rangel e o preparador físico Newton Martins de Carvalho.

Na opinião do presidente Celso Luiz de Almeida, a troca se fez necessária antes que o futuro na Série D do Brasileiro seja irreversível.

“O Dedimar fez o trabalho dele, mas neste instante não fluía como imaginávamos e decidimos mudar o comando. Faltava algo a mais e resolvemos trocar. Nada contra ele (Dedimar), mas o futebol é assim. O campeonato (Série D) é curto, não dá para bobear e não queremos perder a classificação”, explicou.

Aliás, o próprio ex-comandante concordou que mudanças eram precisas. “Seria necessária mudança para reacender. Foi decisão tomada em comum acordo e vejo como melhor para o clube. Faz parte do futebol”, disse Dedimar.

Sobre o novo treinador, o mandatário andreense rasgou elogios. “É treinador que já queríamos ter trazido na Série A-2. É gabaritado, vencedor, conhece a (Série) A-2, que é campeonato que disputaremos no ano que vem. Então chega para o projeto de buscar o acesso na Série D e preparar o time de 2014", disse. “E ele já vai para o jogo (amanhã, contra o Juventus, pela Copa Paulista), até porque temos desafio fundamental no sábado (recebe o Juventude, pela Série D). Nada melhor que esta partida para conhecer o elenco”, encerrou.

Ex-comandante admite: quer voltar


Foram 16 jogos no comando do Santo André na sua primeira vez como treinador. Neste tempo, Dedimar colecionou quatro vitórias, quatro empates e oito derrotas, desde março, ainda pela Série A-2 do Paulista, passando pela Copa do Brasil, na qual avançou à segunda fase, Série D do Brasileiro e Copa Paulista. E apesar da demissão, o ex-capitão andreense destacou: pretende um dia retornar ao Ramalhão.

“Foi minha primeira experiência. Ainda vou amadurecer muito e quero voltar. O Santo André faz parte da minha história, minha vida e marca o início de grande carreira que vou continuar”, destacou o comandante, que após os recentes resultados sabia da possibilidade de mudança. “Sabia que poderia acontecer a qualquer momento. Não saio feliz, mas satisfeito pelo grande trabalho. O comprometimento dos jogadores com o clube, o desejo em jogar com essa camisa, foi devolvido ao Santo André. Desde o início meu discurso era esse, de resgatar o orgulho de estar no clube”, emendou.

Com bom humor, o comandante agradeceu aos dirigentes, jogadores e torcedores ramalhinos e destacou que a equipe tem qualidade e capacidade de alcançar a classificação na Série D. “Agradeço ao Celso e ao Jairo por proporcionar essa experiência única. Acho até que durei muito, por ser primeira vez. Aprendi muito com os jogadores e sempre fui muito transparente, correto, me dediquei tentando fazer o melhor. Agradeço também o apoio, compreensão e paciência da torcida, que me respeitou muito”, disse. “O Santo André tem condições de classificar e fico na torcida, porque o grupo é fantástico, com jogadores que superam as dificuldades.”

O futuro do técnico é incerto. Por ora, vai aguardar propostas de trabalho. “Fui lançado ao mercado. Peguei gosto”, admitiu. Caso em duas semanas não surja nada, volta a Irecê, na Bahia, onde tem negócios.
 



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