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Vila tem um animal
para cada 4 moradores

Gerência de Controle de Zoonoses fará mutirão de castração para evitar crias indesejadas


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

24/07/2013 | 07:00


 Quem visita Paranapiacaba com frequência sabe que há muitos animais, principalmente cachorros, vagando pelas ruas de paralelepípedo da vila. Para ser mais exata, são 273 bichinhos, sendo 218 cães e 55 gatos, o equivalente a um animal para cada quatro moradores. E quase todos têm dono ou são comunitários, com vários proprietários: apenas três estavam em situação de abandono. Esses são os primeiros dados contabilizados pelo Censo Animal da Vila, promovido pela Gerência de Controle de Zoonoses de Santo André.

A partir de agosto, a Prefeitura fará mutirão de castração para diminuir a incidência de crias indesejáveis. A intenção, segundo a médica veterinária da Zoonoses Simone Ortiz Rizzotti, é realizar a ação num fim de semana, por meio de parceria com veterinários cadastrados e a UIPA (União Internacional Protetora dos Animais). “Estamos contabilizando o número de animais que precisam ser castrados, pois alguns dos proprietários já fizeram o procedimento em seus bichinhos”, destaca.

Além da castração, moradores e visitantes da vila são conscientizados sobre posse responsável, inclusive durante as atividades do Festival de Inverno, que ocorre até este fim de semana. Uma viatura de apreensão de animais fica na Parte Baixa, onde está centrado o QG (quartel general) do Departamento de Vigilância à Saúde, da Secretaria de Saúde. “Distribuímos folhetos educativos não apenas sobre posse responsável, mas também sobre o trabalho da Zoonoses. Nossa presença durante o festival é uma forma de minimizar os possíveis maus-tratos aos animais”, afirma Simone.

Para realizar o Censo, técnicos da Zoonoses visitaram imóveis e comércios em um dia inteiro de trabalho para verificar onde havia animais. Ao todo, 61 casas estavam fechadas e cinco moradores se recusaram a participar da pesquisa. Entre os cães, aproximadamente 60% são SRD (sem raça definida), os populares vira-latas, e 40% são de raças como rottweiller, pit bull, fila, poodle, chow chow, husky siberiano e yorkshire.

Outro fato que chamou a atenção é que locais compostos por imóveis com áreas externas grandes abrigam a maior parte da população canina. Já em pontos verticalizados, a concentração de felinos foi maior. Isso explica porque há mais cães que gatos na vila, já que há mais casas com quintais que sobrados.

ABANDONO

Distante 30 quilômetros do Centro andreense, a vila é muitas vezes utilizada para abandono de animais. A médica veterinária afirma que, atualmente, é muito difícil identificar o infrator, já que não há patrulha constante. “O ideal seria fazer a microchipagem dos cães e gatos, que é colocar um chip sob a pele do animal com os dados do proprietário. Com essa tecnologia, é possível localizá-los por meio de um leitor óptico caso eles se percam ou sejam abandonados.”

No entanto, para a microchipagem funcionar, seria necessária que fosse feita em âmbito regional, já que a tecnologia do chip e do leitor precisa ser a mesma para todos os animais da região. “Cães e gatos são andarilhos, então não adianta usar um software diferente. Esse projeto deveria ser promovido pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC”, opina a especialista.



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Vila tem um animal
para cada 4 moradores

Gerência de Controle de Zoonoses fará mutirão de castração para evitar crias indesejadas

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

24/07/2013 | 07:00


 Quem visita Paranapiacaba com frequência sabe que há muitos animais, principalmente cachorros, vagando pelas ruas de paralelepípedo da vila. Para ser mais exata, são 273 bichinhos, sendo 218 cães e 55 gatos, o equivalente a um animal para cada quatro moradores. E quase todos têm dono ou são comunitários, com vários proprietários: apenas três estavam em situação de abandono. Esses são os primeiros dados contabilizados pelo Censo Animal da Vila, promovido pela Gerência de Controle de Zoonoses de Santo André.

A partir de agosto, a Prefeitura fará mutirão de castração para diminuir a incidência de crias indesejáveis. A intenção, segundo a médica veterinária da Zoonoses Simone Ortiz Rizzotti, é realizar a ação num fim de semana, por meio de parceria com veterinários cadastrados e a UIPA (União Internacional Protetora dos Animais). “Estamos contabilizando o número de animais que precisam ser castrados, pois alguns dos proprietários já fizeram o procedimento em seus bichinhos”, destaca.

Além da castração, moradores e visitantes da vila são conscientizados sobre posse responsável, inclusive durante as atividades do Festival de Inverno, que ocorre até este fim de semana. Uma viatura de apreensão de animais fica na Parte Baixa, onde está centrado o QG (quartel general) do Departamento de Vigilância à Saúde, da Secretaria de Saúde. “Distribuímos folhetos educativos não apenas sobre posse responsável, mas também sobre o trabalho da Zoonoses. Nossa presença durante o festival é uma forma de minimizar os possíveis maus-tratos aos animais”, afirma Simone.

Para realizar o Censo, técnicos da Zoonoses visitaram imóveis e comércios em um dia inteiro de trabalho para verificar onde havia animais. Ao todo, 61 casas estavam fechadas e cinco moradores se recusaram a participar da pesquisa. Entre os cães, aproximadamente 60% são SRD (sem raça definida), os populares vira-latas, e 40% são de raças como rottweiller, pit bull, fila, poodle, chow chow, husky siberiano e yorkshire.

Outro fato que chamou a atenção é que locais compostos por imóveis com áreas externas grandes abrigam a maior parte da população canina. Já em pontos verticalizados, a concentração de felinos foi maior. Isso explica porque há mais cães que gatos na vila, já que há mais casas com quintais que sobrados.

ABANDONO

Distante 30 quilômetros do Centro andreense, a vila é muitas vezes utilizada para abandono de animais. A médica veterinária afirma que, atualmente, é muito difícil identificar o infrator, já que não há patrulha constante. “O ideal seria fazer a microchipagem dos cães e gatos, que é colocar um chip sob a pele do animal com os dados do proprietário. Com essa tecnologia, é possível localizá-los por meio de um leitor óptico caso eles se percam ou sejam abandonados.”

No entanto, para a microchipagem funcionar, seria necessária que fosse feita em âmbito regional, já que a tecnologia do chip e do leitor precisa ser a mesma para todos os animais da região. “Cães e gatos são andarilhos, então não adianta usar um software diferente. Esse projeto deveria ser promovido pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC”, opina a especialista.

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