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Convênio individual custa até 149% mais

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Plano corporativo não é regulamentado
pela ANS e os reajustes anuais são livres


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

22/07/2013 | 07:00


Quem tem o benefício de um plano de saúde empresarial, pode economizar valores consideráveis em relação convênio médico individual. É o que aponta o estudo da empresa Marcer Marsh Benefícios, que detectou que a diferença entre os dois tipos pode chegar a 149%. O estudo considerou os valores referentes a faixa etária de 28 a 34 anos.

Mais oferecidos pelos revendedores e mais baratos que as opções formuladas para atender pessoas físicas, os convênios empresariais escondem um defeito congênito: seus reajustes não são regulados pela ANS (Agência Nacional de Saúde), ficam a cargo da operadora. Essa liberdade tem como base a lei que protege os contratos entre as empresas. E muitas as operadoras de saúde estão deixando de oferecer as opções individuais para garantir o aumento que quiserem. Assim, muitas vezes, consumidores comuns abrem empresas para ter acesso a convênios, ainda que poucas vidas façam parte do pacote.

Com isso, a empresa também não pode ser acionada nos órgãos de defesa do consumidor. Segundo dados do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), os planos de saúde empresariais representam 77% de todos os contratos deste tipo feitos no País. Desse total, 85% são os considerados miniplanos, ou seja, contratos contendo até 30 vidas.

Desde maio, a ANS aprovou resolução normativa que estabelece que as operadoras devem agrupar todos os contratos que contenham 30 vidas ou mais e calcular percentual único de aumento. Essa medida foi criada para tentar driblar os reajustes considerados abusivos pelos usuários.

Para a chefe do Procon São Bernardo, essa falta de regulamentação e a concentração na mão das empresas, a fragilidade aumenta. “O coletivo fica na mão das partes e quando há rompimento muitas vidas são prejudicadas”, disse.

Por causa da lei que defende a livre negociação destes contratos, os reajustes abusivos não podem ser tratados pelo Procon, somente por ação judicial. Apesar disso, Ângela destaca que o número de pessoas que se sentiram lesadas e procuraram o Procon de São Bernardo para reclamar sobre o assunto subiu 14% em relação ao ano passado. “Porém, infelizmente nada pode ser da nossa parte”.

A chefe da seção de defesa do consumidor do Procon de São Bernardo, Ângela Galuzzi, lembra ainda que o valor do plano oferecido pelo empregador é menor por tratar de mais pessoas.

Especialista em finanças pessoais aconselha cuidado com o custo final


Uma boa opção para o consumidor é o plano de saúde oferecido pelo empregador. No entanto, quando isso não é possível, especialista aconselha pesquisa para a escolha entre o individual ou familiar. O benefício acaba sendo imprescindível para a maioria das pessoas por questão de segurança já que há ausência de qualidade no sistema público.

O consultor e educador financeiro Reinaldo Domingos destaca a importância de fazer a cotação nas operadoras para decidir. “É fundamental pesar o custo-benefício, a qualidade dos hospitais e laboratórios, as carências, as formas de contratação, a cobertura, se é local ou nacional, e, lógico, fazer isso de acordo com o bolso.”

O impacto no orçamento familiar é um ponto para o qual o educador financeiro chama a atenção. “Não adianta fazer um contrato que você não possa pagar. Ele tem que caber no seu bolso, porque se você não pagar, não vai ser atendido. Atualmente 20% do que é gasto do salário é supérfluo, se você fazer uma boa faxina financeira, você pode ter um plano de saúde melhor”, afirmou.
 



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