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Após alta da farinha de
trigo, preço do pão dispara

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Redução de safra na Argentina é uma das causas
do reajuste; quilo do alimento já custa R$ 10,90


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

20/07/2013 | 07:11


O consumidor terá de preparar o bolso. O preço do pãozinho vai subir de 7% a 10% nos próximos dias, prevê o Sipan ABC (Sindicato da Indústria da Panificação no Grande ABC). O aumento é esperado por causa, entre outros fatores, de novos reajustes da farinha de trigo. Os moinhos estão enviando a partir desta semana tabelas com o insumo, em média, 20% mais caro para as panificadoras. Essa matéria-prima representa em torno de 35% do custo de produção do pão francês.

 E esses estabelecimentos do varejo, que já absorveram ao longo deste ano outras elevações praticadas pelo setor moageiro, agora terão dificuldades de absorver mais uma majoração em suas despesas, segundo o presidente do Sipan, Antônio Carlos Henriques. “A saca da farinha (de 50 kg), há seis meses, custava em torno de R$ 50, foi a R$ 80 e já falam que chegará a R$ 100.”

 Pela estimativa do Sipan, hoje o produto fundamental do café da manhã do brasileiro custa em média R$ 7,50 o quilo e nas padarias da região deverá saltar para até R$ 8,25. Na pesquisa da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) junto aos supermercados custa R$ 6,91, em média. Neste caso, saltaria para R$ 7,60.

 Há padarias, como a Plaza, de Santo André, que cobra R$ 6,40 o quilo, e outras como a Palácio do Pão, no mesmo município, em que sai por R$ 10,90. O valor é maior, por exemplo, do que um quilo de carne de segunda, que sai por R$ 9,75, em média conforme a Craisa.

 Nas duas padarias a perspectiva é de elevação. A primeira, por exemplo, já recebeu na quinta-feira saca com alta de 19% (foi a R$ 89). “Ainda não repassamos esse aumento”, diz a nutricionista Laís Pereira Mendes.

 No segundo estabelecimento, o sócio Henrique Pereira cita que já recebeu o último lote com reajuste na semana passada (na ordem de 10%). “Mas existe a tendência de subir mais.” Ele acrescenta que, além do custo da farinha, houve recentemente dissídio da categoria, que elevou os salários em 8,5%.

 

FATORES

 O que explica o forte movimento de elevação da matéria-prima? Um dos fatores foi o fechamento das exportações argentinas de trigo por parte do governo do país vizinho, no início deste mês, sob a justificativa da redução da safra de lá.

 O Brasil depende das importações desse item para suprir o consumo interno. “Hoje mais de 60% é importado”, explica Nilo Sírio, que integra o conselho de administração da Moinho São Jorge, de Santo André.

 Por causa do bloqueio das fronteiras, a opção está sendo importar dos Estados Unidos, Canadá e até da Rússia, o que naturalmente é mais caro, por causa dos custos do frete, por exemplo. E “isso é potencializado pela alta do dólar (em torno de 15% desde o início do ano)”, observa o analista de mercado do portal AFNews, Gabriel Ferreira.



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