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Vereadora Mercedes D’Orto, de Ribeirão, morre aos 35 anos

Ela estava internada no Hospital Albert Einstein, em S.Paulo, onde se tratava de câncer no útero


Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

17/07/2013 | 07:51


A vereadora de Ribeirão Pires Mercedes D’Orto (PV) morreu às 11h de ontem, no Hospital Albert Einstein, na Capital. A verde lutava contra um câncer de útero desde o ano passado e estava internada há 15 dias. Ela tinha 35 anos e deixa o marido, Estefano Dall’Anese, e dois filhos: Ana Carolina, 7 anos, e Paulo Humberto, 8. O Paço decretou luto de três dias.

Mercedes foi a parlamentar mais votada da cidade na eleição de 2012, com 1.226 sufrágios. Assumiu pela primeira vez um cargo público no dia 1º de janeiro deste ano. Na Câmara, era líder do governo Saulo Benevides (PMDB) e presidente da Comissão de Meio Ambiente. Possuía bandeiras voltadas para melhoria da saúde da mulher, meio ambiente e direito dos animais.

A parlamentar era a favorita do diretório municipal do PV para concorrer ao pleito do ano que vem. A cúpula da legenda aguardava apenas a melhora da colega para definir se ela iria disputar cadeira de deputado estadual ou federal.

Mercedes entrou para a vida partidária por intermédio do ex-prefeito Clóvis Volpi (PTB, 2008-2012), que na época ainda estava no PV. O ex-comandante do Paço é amigo do pai da vereadora, o empresário Humberto D’Orto. “Ela tinha um projeto político de referência para todos na cidade. Estou muito sentido com a perda dela. O momento de modernização e renovação que o País vive tem tudo a ver com ela. Era uma pessoa nova e promissora”, disse o ex-prefeito.

Saulo lamentou a perda da colega e líder do governo. “A cidade perde uma grande governante que estava na vida pública há pouco tempo. Deixa as marcas positivas de bondade, seriedade e muita garra. Uma das coisas que marcou muito sua trajetória política foi ajuda que Mercedes trazia de interlocução junto aos governos estadual e federal. Ela ajudava muito a cidade com os seus contatos”, salientou o chefe do Executivo, Saulo confirmou o vereador Hércules Giarola (PR) como substituto da verde na liderança do governo no Legislativo – enquanto Mercedes se afastou para realizar o tratamento contra o câncer, durante seis semanas, ele exerceu a função.

Dirigente nacional do PV, Vera Motta afirmou que é uma perda considerável. “Fazia bom trabalho na Câmara e tinha bom potencial até para ser candidata a deputada estadual. Ela se eterniza na memória de todos nós.”

O presidente da Câmara, Edson Savietto, o Banha (PDT), emocionado, disse que Mercedes D’Orto deixa como legado a sensibilidade e o ensinamento para os vereadores sempre voltarem os olhos aos menos favorecidos. “Apesar da boa condição de vida que ela tinha, sempre trabalhou para melhoria da qualidade de vida das pessoas que não tinham tanta condição financeira.”

O corpo da vereadora chegou ontem, às 23h40, na Câmara, onde seria velado durante toda a madrugada, até hoje, às 12h. Cerca de 100 pessoas aguardavam no local para fazer a última homenagem a Mercedes. O enterro é no Cemitério Quarta Parada, em São Paulo, às 14h.

Ex-secretário de Clóvis Volpi assume vaga do PV no Legislativo

Com o falecimento de Mercedes, Eduardo Nogueira (PV) assume a cadeira no Legislativo. Ele obteve 814 votos e foi o terceiro colocado do PV na disputa. A posse deve ocorrer somente no retorno do recesso parlamentar, no dia 7.

Nogueira foi secretário de Promoção Social até 2012 e possui estreito relacionamento com o ex-prefeito Clóvis Volpi (PTB, 2008-2012), principal adversário do atual comandante do Paço, Saulo Benevides (PMDB). Nos bastidores, a expectativa é que o próximo vereador do PV dê trabalho ao governo.

No começo do ano, Saulo acusou Nogueira de ter fraudado um contrato com empresa de software e ter desviado R$ 200 mil do setor. Ele negou as acusações.

Por nota, o verde afirmou que não vai comentar sua posse. “Em respeito aos familiares e à memória da vereadora não irá comentar qualquer assunto político, referente a assumir a vaga na Câmara de Ribeirão Pires, aberta após o falecimento da parlamentar.”

Abalado, o presidente do PV, Claudio Deberaldine, também não quis comentar o assunto. “É uma dor insuportável. A política fica em segundo plano neste momento”, disse.
 



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