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Indústria da região
retoma contratações

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estudo aponta criação de 800 vagas em junho;
desde o mês de janeiro, saldo não era positivo


Leone Farias

17/07/2013 | 07:00


 O setor industrial do Grande ABC voltou a gerar empregos em junho, aponta levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado ontem. Houve a abertura de aproximadamente 800 vagas no mês passado, o que significou expansão de 0,33%, de acordo com o estudo, que toma como base as informações passadas por empresas associadas às diretorias regionais da entidade.

Desde janeiro, quando as indústrias das sete cidades criaram número semelhante de postos de trabalho, o saldo (ou seja, a diferença entre contratações e demissões) não era positivo. Isso porque foram registrados cortes em todos os meses seguintes, com exceção de maio, em que as fabricantes praticamente mantiveram o mesmo quadro de pessoal.

Das quatro diretorias regionais da entidade no Grande ABC, a de Santo André (que abrange também os municípios de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) liderou em junho, com 750 postos a mais. Foi seguida por Diadema (com a abertura de 350 empregos). Por sua vez, indústrias filiadas à entidade em São Bernardo e São Caetano fecharam, juntas, 300 vagas (150 em cada regional).

O aumento das contratações na região surpreendeu os representantes da indústria. Para o vice-diretor do Ciesp de Diadema Anuar Dequech, a expansão se deve a fatores pontuais, de sazonalidade. “Ainda não se consegue ver melhora na indústria. Ainda não estamos enxergando luz no fim do túnel”, acrescenta. Na comparação com mesmo mês de 2012, as fabricantes registram 3.850 postos a menos no Grande ABC.

 

SETORES - Os dados do estudo ajudam a explicar porque houve crescimento do nível de emprego industrial em junho. Entre os segmentos que impulsionaram as contratações no Grande ABC se destacou o ramo classificado como ‘de produtos diversos’, que engloba, por exemplo, óculos e brinquedos (os quais tiveram alta de 13,04%). Essa última atividade tradicionalmente amplia postos de trabalho no período para fazer estoques e atender a demanda do varejo para o Dia das Crianças, em outubro.

Outras áreas que lideraram a geração de vagas foram os ramos têxtil (2,07%); químico (2,01%) e de itens de borracha e material plástico (1,05%). O inverno também colabora para intensificar a produção têxtil, assinala o diretor da Fiesp em São Caetano, o empresário Fernando Trincado, que atua no segmento. “Mas em relação ao que se esperava foi uma surpresa positiva”, diz.

 

PESSIMISMO - Os representantes do empresariado não veem motivos para acreditar em continuidade desse movimento de contratações, entre outros fatores, por causa das estimativas modestas de crescimento da economia neste ano. “A insegurança causa diminuição nos investimentos e, consequentemente, nos empregos”, afirma o vice-diretor de Finanças do Ciesp, Shotoku Yamamoto, que tem fábrica em Ribeirão Pires.

No Estado, foram 4.500 demissões

 O nível de emprego da indústria paulista caiu 0,23% em junho em relação a maio, na série com ajuste sazonal, informou a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Na mesma base de comparação, o INE (Índice do Nível de Emprego) recuou 0,18% na série sem ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês de 2012, o nível de emprego caiu 1,05%. Além disso, o índice acumula alta de 2,31% no primeiro semestre.

A indústria paulista teve saldo de 4. demissões em junho ante maio, de acordo com a Fiesp. Na comparação de junho de 2013 com junho de 2012, a entidade registrou saldo de 28 mil demissões.

 

O diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) da Fiesp, Paulo Francini, disse que a criação de empregos na indústria paulista foi ruim no primeiro semestre e a estimativa para os próximos seis meses não é “nada alvissareira”.(da AE)



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Indústria da região
retoma contratações

Estudo aponta criação de 800 vagas em junho;
desde o mês de janeiro, saldo não era positivo

Leone Farias

17/07/2013 | 07:00


 O setor industrial do Grande ABC voltou a gerar empregos em junho, aponta levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado ontem. Houve a abertura de aproximadamente 800 vagas no mês passado, o que significou expansão de 0,33%, de acordo com o estudo, que toma como base as informações passadas por empresas associadas às diretorias regionais da entidade.

Desde janeiro, quando as indústrias das sete cidades criaram número semelhante de postos de trabalho, o saldo (ou seja, a diferença entre contratações e demissões) não era positivo. Isso porque foram registrados cortes em todos os meses seguintes, com exceção de maio, em que as fabricantes praticamente mantiveram o mesmo quadro de pessoal.

Das quatro diretorias regionais da entidade no Grande ABC, a de Santo André (que abrange também os municípios de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) liderou em junho, com 750 postos a mais. Foi seguida por Diadema (com a abertura de 350 empregos). Por sua vez, indústrias filiadas à entidade em São Bernardo e São Caetano fecharam, juntas, 300 vagas (150 em cada regional).

O aumento das contratações na região surpreendeu os representantes da indústria. Para o vice-diretor do Ciesp de Diadema Anuar Dequech, a expansão se deve a fatores pontuais, de sazonalidade. “Ainda não se consegue ver melhora na indústria. Ainda não estamos enxergando luz no fim do túnel”, acrescenta. Na comparação com mesmo mês de 2012, as fabricantes registram 3.850 postos a menos no Grande ABC.

 

SETORES - Os dados do estudo ajudam a explicar porque houve crescimento do nível de emprego industrial em junho. Entre os segmentos que impulsionaram as contratações no Grande ABC se destacou o ramo classificado como ‘de produtos diversos’, que engloba, por exemplo, óculos e brinquedos (os quais tiveram alta de 13,04%). Essa última atividade tradicionalmente amplia postos de trabalho no período para fazer estoques e atender a demanda do varejo para o Dia das Crianças, em outubro.

Outras áreas que lideraram a geração de vagas foram os ramos têxtil (2,07%); químico (2,01%) e de itens de borracha e material plástico (1,05%). O inverno também colabora para intensificar a produção têxtil, assinala o diretor da Fiesp em São Caetano, o empresário Fernando Trincado, que atua no segmento. “Mas em relação ao que se esperava foi uma surpresa positiva”, diz.

 

PESSIMISMO - Os representantes do empresariado não veem motivos para acreditar em continuidade desse movimento de contratações, entre outros fatores, por causa das estimativas modestas de crescimento da economia neste ano. “A insegurança causa diminuição nos investimentos e, consequentemente, nos empregos”, afirma o vice-diretor de Finanças do Ciesp, Shotoku Yamamoto, que tem fábrica em Ribeirão Pires.

No Estado, foram 4.500 demissões

 O nível de emprego da indústria paulista caiu 0,23% em junho em relação a maio, na série com ajuste sazonal, informou a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Na mesma base de comparação, o INE (Índice do Nível de Emprego) recuou 0,18% na série sem ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês de 2012, o nível de emprego caiu 1,05%. Além disso, o índice acumula alta de 2,31% no primeiro semestre.

A indústria paulista teve saldo de 4. demissões em junho ante maio, de acordo com a Fiesp. Na comparação de junho de 2013 com junho de 2012, a entidade registrou saldo de 28 mil demissões.

 

O diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) da Fiesp, Paulo Francini, disse que a criação de empregos na indústria paulista foi ruim no primeiro semestre e a estimativa para os próximos seis meses não é “nada alvissareira”.(da AE)

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