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CPI investigará oito gestores da Saned, a maioria petista

Marina Brandão/18.12.2012/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Reali, Rasmussen e José Francisco ficaram à frente da empresa de saneamento de Diadema em 18 anos


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

16/07/2013 | 07:00


A CPI aberta por aliados do prefeito Lauro Michels (PV) na Câmara de Diadema para avaliar a dívida bilionária da Saned (Companhia de Saneamento Básico de Diadema) vai analisar a atuação de oito diretores-presidente da autarquia, que entrou em funcionamento em fevereiro de 1995. A maioria deles é ligada diretamente aos petistas.

Entre os oito dirigentes da empresa pública (veja todos na arte ao lado) estão nomes fortes da política diademense, como o ex-prefeito Mário Reali (PT), Walter Rasmussen (PT) e José Francisco Alves (PMDB).

Reali comandou a autarquia no regresso de José de Filippi Júnior (PT) à Prefeitura, em 2001. Ele ficou pouco mais de um ano à frente da Saned, pois em 2002 se licenciou para concorrer, com êxito, a deputado estadual.

Uma de suas principais ações foi a retomada da discussão da dívida com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) pelo rompimento unilateral do contrato de fornecimento e tratamento de água e esgoto. À ocasião, o valor dessa fatia do passivo estava em R$ 55,4 milhões. Hoje ultrapassa os R$ 400 milhões.

Ex-presidente do PMDB municipal, José Francisco dirigiu a Saned no começo do governo de Gilson Menezes (PSB, 1997 a 2001). Sua atuação ficou marcada pelo polêmico contrato firmado com o escritório João Marques de Azevedo Buonaduce – Oscar Moraes e Silva Advogados Associados.

A advocacia foi admitida, sem licitação, por R$ 4,4 milhões, para cuidar exclusivamente do processo judicial movido pela Sabesp pela quebra contratual e pelo não pagamento da tarifa cheia de fornecimento de água por parte da Prefeitura de Diadema.

A contratação foi alvo de inquérito do Ministério Público e, posteriormente, de ação no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). A denúncia foi feita por Filippi, então adversário de Gilson. Curiosamente, a condenação a José Francisco foi publicada quando o peemedebista era secretário de Defesa Social de Filippi. O ex-dirigente do PMDB também foi diretor-presidente da Fundação Florestan Fernandes no governo de Reali.

Hoje o PMDB engrossa a lista de governistas de Lauro Michels (PV) na Câmara.

CONTRAGOLPE

Favoráveis à CPI, os petistas apostam no envolvimento de Francisco José Rocha, chefe de Gabinete e sogro de Lauro, na dívida de R$ 1 bilhão da Saned com a Sabesp. Rocha foi secretário de Finanças de Gilson quando o socialista decidiu não dar prosseguimento ao pagamento fracionado da indenização à Sabesp.

No governo Gilson, além de José Francisco, Renato Campagna gerenciaram a Saned. Para os governistas atuais, Rocha não teve influência na decisão de Gilson.



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