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Adivinhe de quem se trata

O que ela fala não se escreve, o que ela escreve nem o hacker fala. E quando ela fala o que escreve (ou o que


Carlos Brickmann

03/07/2011 | 00:00


O que ela fala não se escreve, o que ela escreve nem o hacker fala. E quando ela fala o que escreve (ou o que escreveram) ultrapassa de longe as normas partidárias, que determinam apenas a exclusão obrigatória dos plurais: a construção de suas frases não seria defendida nem por aquele famoso livro dos "nóis pega".

Pois foi ela quem disse, num dia, que os interesses nacionais não permitiriam a prorrogação do prazo para pagamento das emendas apresentadas por parlamentares - um pindura de R$ 4,6 bilhões, que daria, já com todos os custos previstos e imprevistos, para reformar uns quatro Maracanãs. Foi mais longe: gastar esse dinheiro significaria desistir definitivamente da idéia de qualquer ajuste fiscal.

Dois dias depois, "sensibilizada pela situação dos pequenos municípios" e alertada de que receberia algumas doloridas lições de política de seus aliados no Congresso, prontos a derrotá-la até mesmo na improvável hipótese de que apresentasse um projeto inatacável, esqueceu o que havia dito e derrubou a impossibilidade do impossível. Qual um Mercadante com cabelo e sem bigode, revogou o que considerava irrevogável. E mais não disse: jogou a bola para o ministro Mantega, que, como uma babá não muito rígida, deveria cuidar de botar ordem nos números mas prefere brincar com eles.

E ele o fez: garantiu que gastar mais R$ 4,6 bilhões não vai alterar nada nas contas do Governo. É quase 10% daquela quantia que seria cortada do Orçamento - mas quem se importa com isso, se o corte também é virtual, e não real?

Quem é, quem é?

Ele fumou, mas não tragou. Escreveu, mas pediu que esquecessem essas coisas. Assinou, confirmou, mas jura que não leu e que é até contra o decreto que editou. Comeu, reconheceu, mas foi reprovado no exame. Quem é, quem é?

O tamanho da crise

Nos tempos da ditadura, o Governo militar usou o Campeonato Nacional como arma de propaganda de seu partido político, a Arena. O lema era "onde a Arena vai mal, um time no Nacional". Os tempos mudaram: hoje, quando o tema dos debates incomoda o Governo, surge uma grande descoberta de petróleo.

A coisa deve andar brava em Brasília (o Governo disse que não iria recompensar quem o apoia e foi forçado a recuar): agora acharam "a maior reserva de petróleo do pré-sal", e em dois níveis de profundidade. Dá até para mudar o slogan da ditadura: quando o Governo vai mal, mais petróleo no pré-sal.

Crise encoberta

A grande crise, entretanto, não é a que envolve o Governo e seus leais parlamentares: é a que envolve a credibilidade da Petrobras, uma empresa de reputação internacional. Por uma disputa pessoal do ministro Guido Mantega com o presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, os planos de investimentos da Petrobras foram sucessivamente vetados. Resultado: o leilão dos lotes que serão concedidos para a busca de petróleo já foi suspenso três vezes, desde 2009. O processo está paralisado e a imagem do Brasil e da Petrobras é que sofre com isso.

Pague e pegue

A história dos aloprados - um grupo de partidários da candidatura do senador Aloízio Mercadante ao Governo paulista, preso com R$ 1,7 milhão quando se preparava para comprar um dossiê forjado contra o adversário tucano José Serra, que acabou ganhando as eleições - ocorreu em 2006 e já estava quase esquecida. Mas esquentou de novo quando um dos envolvidos, Expedito Veloso, disse à revista Veja que os hoje ministros Ideli Salvatti e Aloízio Mercadante participaram do caso (outro participante seria o ex-governador paulista Orestes Quércia, do PMDB, recentemente falecido). A oposição gostaria de convocar Ideli ao Senado, mas só o conseguirá se tiver apoio da base governista. É difícil: o Governo teria de ser muito inábil e pão-duro para perder essa batalha. Mas levar Expedito Veloso é mais fácil, e pode servir para manter o caso aquecido por mais tempo.

Boa idéia

O ex-presidente Lula será o tema da Escola de Samba Gaviões da Fiel, ligadíssima ao Corinthians, no Carnaval paulista de 2011.

Bom amigo

O deputado estadual José Bonifácio, do PR de Tocantins, sugeriu à população que não pague a conta de luz, bote para correr o funcionário que vier medir o consumo e, quando aparecer a PM, botar o peito na frente dos fuzis, que eles não vão atirar. Tudo bem: um dos esportes favoritos de nossos políticos é lutar até a última gota de sangue dos outros. Mas o que torna o caso mais interessante é que o deputado José Bonifácio é o líder do Governo na Assembléia. Que é que o governador tucano Siqueira Campos espera para descer do muro e afastá-lo?

O ônibus-camburão

Lembra de Antônio Teixeira Oliveira, o prefeito petista de Senador Pompeu, Ceará, que teve a prisão preventiva decretada e fugiu com 35 colaboradores num ônibus fretado? Pois é: acabou sendo achado e está detido no quartel do Corpo de Bombeiros de Fortaleza. A Turma do Busão é acusada de fraudar licitações e desviar R$ 3 milhões da Prefeitura. Agora, cuidado: e se ele foge de carro?



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